Na madrugada de sábado (14 de março de 2026), manifestantes em Morón, na província de Ciego de Ávila, Cuba, atacaram e incendiaram a sede municipal do Partido Comunista. O protesto foi motivado por apagões prolongados e falta de alimentos, em meio a uma crise energética agravada pela suspensão das exportações de petróleo da Venezuela. Houve relatos de tiros e repressão policial durante os confrontos. O que aconteceu Local: Morón, Ciego de Ávila, Cuba. Data: madrugada de 14 de março de 2026. Motivo: protestos contra apagões, escassez de alimentos e crise econômica. Ação: manifestantes incendiaram a sede do Partido Comunista, único partido autorizado no país. Consequências: relatos de tiros, repressão policial e prisões. A crise energética que sufoca o país Cuba enfrenta uma grave crise energética desde que a Venezuela suspendeu abruptamente as exportações de petróleo em janeiro. Sem luz, sem comida, sem esperança, milhões de cubanos vivem sob um regime que insiste em controlar cada aspecto da vida, mas não consegue garantir o básico. Regime comunista na corda bamba O Partido Comunista, único autorizado no país, é hoje alvo direto da ira popular. Esse tipo de acontecimento é raro em Cuba, onde o controle estatal costuma sufocar qualquer manifestação. O fato de a sede do Partido ter sido alvo mostra que a paciência popular está no limite. A crise energética, agravada pela suspensão do petróleo venezuelano, foi o estopim, mas o pano de fundo é décadas de opressão e falta de liberdade. O ataque em Morón mostra que a paciência acabou. O povo não teme mais a repressão: enfrenta tiros, prisões e intimidações com coragem. Cada chama acesa é um recado: a tirania não é eterna. Um marco histórico O incêndio da sede do Partido é mais que um protesto — é um marco. Assim como o Muro de Berlim caiu, assim como ditaduras latino-americanas ruíram, Cuba também pode estar diante de sua virada. O povo já não pede apenas luz elétrica: pede liberdade. O regime cubano está na corda bamba. O fogo em Morón é o prenúncio de uma revolução que não se apaga com balas nem prisões. A chama que ardeu naquela madrugada é a mesma que arde no coração de milhões de cubanos (e brasileiros): o desejo inegociável de viver livres. A chama de Cuba não se apaga na ilha. Ela corre pelo continente, encontra rastilho no Brasil e anuncia que o povo não aceita mais a “esculhambação”. Onde há opressão, haverá fogo. A imprensa nacional não deu destaque aos fatos.
Ideologia não suplanta biologia: a inadequação de Erika Hilton na Comissão de Defesa da Mulher
“A ideologia é incapaz de suplantar a biologia”, afirmou Fernando Holiday, ex-vereador por São Paulo, homossexual assumido. A frase resume o debate sobre a candidatura e eleição do deputado federal Erika Hilton à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CDM), que gerou uma campanha visando impedir sua posse e, posteriormente, cassar seu mandato. O jornalista Demétrio Magnoli já expôs que qualquer deputado federal, homem ou mulher, tem o direito de ser eleito presidente da CDM ou de qualquer outra comissão. A questão, porém, não se trata de discutir direito, mas adequação. Não é adequado um homem assumir a CDM, assim como não seria adequado o deputado Tiririca, praticamente analfabeto, assumir a Comissão de Cultura da Câmara, embora seja deputado. É necessário apresentar uma preliminar: nunca houve ofensa ou desrespeito a pessoas homossexuais ou a quaisquer pessoas desconfortáveis com sua condição biológica de nascimento. Como professor universitário, alunos claramente homossexuais foram orientados com o mesmo respeito e deferência dedicados aos demais. O desempenho acadêmico sempre foi o único critério relevante. Não se entende como um homem pode gostar de se relacionar com outro homem, ou mulher com mulher, mas isso não confere o direito de desrespeitá-los por tais condições. O caso Erika Hilton, nascido Felipe Santos Silva, revela profunda incoerência e hipocrisia. Em vídeo que circula na internet, ele sempre se jactou de sua negritude, afirmando: “Não adianta alisar os cabelos, você é negro”. Contudo, assim que pôde, alisou e aloirou os cabelos para parecer uma mulher nórdica. Aparentemente, fez tratamento para clarear a pele. Adotou o nome Erika, de origem germânica, derivado de ‘Eirikr’, que significa “eterna soberana”, “rica em honra”, “aquela que reina como uma águia”. Ao adotar tal pseudônimo, alisar e aloirar os cabelos, contraria sua própria afirmação sobre o alegado orgulho pela negritude. Manifesta-se, ao contrário, como flagrante hipocrisia e falsa propaganda política. Além disso, adotou o sobrenome anglo-saxão Hilton. Definitivamente, alisar e aloirar os cabelos e adotar o nome Erika Hilton não significa aceitar negritude alguma. Significa fuga de sua condição biológica, possivelmente por vergonha desta mesma condição natural. A autenticidade de Fernando Holiday, citado anteriormente, é preferível. A transexualidade é uma questão séria. Uma pessoa sentir-se desconfortável ou infeliz com seu corpo biológico não pode ser objeto de chacota: é uma condição seríssima, digna dos melhores estudos e maior respeito e consideração. Até aí, há concordância absoluta. Respeita-se que o transexual se identifique como pertencente ao sexo biologicamente oposto ao seu. Evita-se a palavra transgênero porque gênero, em biologia, não se refere a sexo, sendo parte da classificação (taxonomia) dos seres vivos. Por exemplo: ‘homo’ (gênero) ‘sapiens’ (espécie). Porém, não se aceita que seja imposto considerar o transexual como a pessoa que ele não é, contrariando sua natureza biológica. “A ideologia é incapaz de suplantar a biologia”, sentenciou corretamente Fernando Holiday. O transexual pode achar de si mesmo o que quiser, mas jamais impor a terceiros que aceitem o que ele pensa de si mesmo. Alguém pode achar que é Napoleão Bonaparte. Isso não deve ser objeto de chacota, mas não é correto impor a terceiros que aceitem que ele seja realmente Napoleão Bonaparte. Existe uma pessoa, catarinense de Indaial, que se denomina Inri Cristo e se identifica como a reencarnação de Jesus. Ele tem todo o direito de se considerar Jesus reencarnado. Mas ninguém, nem mesmo o STF, tem o direito de impor às demais pessoas que o acatem como realmente Jesus reencarnado. As analogias realçam a realidade das coisas. Não existe “mulher trans”, nem “homem trans”. Esta conceituação não tem assento em fundamentação científica. Existe o transexual, ou abreviadamente trans, mas não “mulher trans” ou “homem trans”. Estes termos representam, cada um, uma contradição nos próprios termos. O transexual Erika Hilton pode se achar mulher, mas não pode impor às pessoas que pensem dele o que ele pensa ou deseja ser. Além disso, trata-se de um parlamentar improdutivo, grosseiro ao se dirigir a quem não concorda com ele, autoritário e, como já ficou demonstrado, farsante e hipócrita. A candidatura e eleição à presidência da CDM de Erika Hilton justifica o coro de indignação que se observa entre as mulheres, parlamentares ou não. A indignação se justifica não porque Erika não tenha o direito de se candidatar e se eleger, mas porque, ao contrário do que argumentou o jornalista Demétrio Magnoli, trata-se de uma candidatura e eleição absolutamente inadequadas.