A influenciadora digital Martha Graeff declarou nesta sexta-feira (27) que desconhecia por completo as supostas irregularidades atribuídas a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e seu ex-namorado. A manifestação veio após o vazamento de conversas privadas entre o casal. “Não, eu não sabia. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros”, declarou Martha. Martha contestou veementemente o vazamento das mensagens trocadas com Vorcaro. Os diálogos foram tornados públicos durante este mês. As conversas revelaram aspectos da intimidade do casal e informações sobre as relações do ex-banqueiro. “Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?”, questionou a influenciadora, manifestando indignação com a exposição das conversas privadas. Negativa sobre recebimento de patrimônio A influenciadora refutou categoricamente ter recebido propriedades, veículos ou embarcações em decorrência do relacionamento com o empresário. Conforme reportagem da Folha, Vorcaro propôs à então namorada que patrimônios fossem registrados em seu nome. A proposta ocorreu durante negociações para aquisição de uma residência de luxo em Miami, nos Estados Unidos. As mensagens trocadas pelo casal mostram que o ex-proprietário do Banco Master negociou a criação de um trust. A estrutura de planejamento patrimonial seria registrada em nome de Martha. Vorcaro havia concluído anteriormente a compra de uma propriedade na Sabal Palm Road. O valor da transação foi superior a US$ 85 milhões, equivalentes a R$ 490 milhões na cotação da época. “Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado”, afirmou Martha. Martha abordou aspectos pessoais da relação no texto divulgado. Ela defendeu a imagem de Vorcaro durante o período em que estiveram juntos. O relacionamento durou um ano e oito meses, entre 2024 e 2025. A primeira prisão do ex-banqueiro ocorreu em novembro do ano passado. “Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior”, declarou a influenciadora. A influenciadora encerrou o comunicado expressando o impacto emocional da situação. “Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida”, completou Martha.
Jornalista maranhense desafia censura e divulga vídeo com familiares de Dino usando carro oficial para fins particulares
A Polícia Federal apreendeu celulares e computadores do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida em uma operação realizada no dia 10 de março, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta-feira (26), Luís Pablo divulgou um vídeo que mostra familiares do ministro Flávio Dino utilizando um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão para fins particulares. As imagens foram registradas em 30 de outubro de 2025, quando Dino estaria em Brasília. O veículo em questão é um Toyota SW4 destinado ao uso oficial de desembargadores em deslocamentos privados. “Toda a estrutura do veículo, incluindo combustível, manutenção e operação, é custeada com recursos públicos do Tribunal”, afirma o blog de Luís Pablo. O jornalista destacou que “vale ressaltar que o ministro Flávio Dino desfruta simultaneamente de duas estruturas públicas de transporte e segurança: uma custeada pelo governo do Estado, com uma SW4 prata; e outra bancada pelo Poder Judiciário estadual”. A apreensão dos equipamentos aconteceu após Luís Pablo publicar, em novembro de 2025, uma reportagem sobre o uso do carro bancado pelo TJ-MA por Dino e sua família no Maranhão. A reportagem não está mais disponível. Na decisão que autorizou a operação, Moraes considerou que Luís Pablo realizava “monitoramentos ilegais da segurança do ministro Flávio Dino”. O Tribunal informou que a segurança institucional foi comunicada sobre a publicação de placas de veículos utilizados por Dino. O jornalista teria divulgado o número e os nomes dos agentes de segurança que trabalhavam com o ministro. Outros detalhes privados da vida do magistrado teriam sido expostos. Moraes afirma que a Polícia Federal apontou o jornalista como suspeito de crime de perseguição. Segundo o ministro da Corte, Luís Pablo teria se valido “de algum mecanismo estatal para a identificação e caracterização dos veículos empregados, que permitiram a exposição indevida relacionada à segurança das autoridades”. O magistrado transcreveu um trecho de uma representação da PF que indica que o jornalista já foi alvo de investigações. Essas investigações o apontam “como suspeito de praticar extorsão para não divulgar informações sobre operações policiais”. Moraes ordenou a audiência de “outros agentes com os quais os investigados tenham interagido mediante incitação e/ou cooptação para a prática dos crimes em apuração”. Foi determinada a análise do material eletrônico apreendido. Em seu blog, Luís Pablo afirmou que foram “apreendidos equipamentos de trabalho utilizados na atividade jornalística, como computador e aparelhos celulares”. O jornalista declarou que “aguarda acesso integral aos autos para compreender plenamente os fundamentos da decisão”. A OAB do Maranhão manifestou que a ação ordenada pelo Supremo causa “preocupação institucional”. Em comunicado assinado pela Comissão de Liberdade de Expressão e Imprensa, o órgão menciona a “preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade”. A ABERT, a ANER e a ANJ divulgaram nota conjunta sobre o caso. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais emitiram posicionamento conjunto sobre a determinação de Alexandre de Moraes. As associações afirmam considerar “preocupante” a decisão de Moraes. “O fato de a decisão se inserir no chamado inquérito das fake news, que não tem objeto determinado ou prazo de duração, e ainda ser aplicada a uma pessoa que não conta com prerrogativa de foro, torna ainda mais grave a situação”, diz o comunicado das entidades. A Abraji se pronunciou contra a medida adotada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo argumentou que a determinação representa risco para todos os profissionais que atuam na imprensa brasileira. “É importante ressaltar que, ainda que a informação divulgada fosse sigilosa, já ficou pacificado no Judiciário brasileiro que o jornalista tem o direito de publicar informações –sigilosas ou não– de interesse público. E não pode ser criminalizado por isso”, declarou a Abraji. A AIR somou-se às manifestações de preocupação com a decisão judicial. A Associação Internacional de Radiodifusão congrega mais de 17.000 emissoras de rádio e televisão distribuídas pelo continente americano. “Qualquer medida que possa afetar tais garantias deve ser avaliada com o máximo rigor e cautela, a fim de evitar impactos que possam restringir ou desencorajar a atividade informativa e o debate público em uma sociedade democrática”, afirmou a AIR. Veja o vídeo:
Justiça obriga página petista a se retratar por fake news contra Flávio Bolsonaro
A Justiça determinou que o perfil petista “Heroína13” no Instagram se retratasse após divulgar informação falsa sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). A página havia compartilhado publicação afirmando que o parlamentar pretendia “acabar com o salário mínimo” caso chegasse à Presidência da República. A equipe de advogados do senador ingressou com ação contestando a veracidade da informação. Após a concessão de liminar favorável ao parlamentar, o perfil removeu a postagem original e divulgou um pedido público de desculpas. O “Heroína13” possui uma base superior a 46 mil seguidores no Instagram. A página mantém uma linha de publicações voltada para destacar ações de integrantes do PT, incluindo Lula e o ministro Fernando Haddad. O texto de retratação publicado pela página reconhece o erro cometido. “Quero pedir desculpas pelo post que compartilhei dizendo que o Flávio Bolsonaro queria acabar com o salário mínimo. Depois fui verificar melhor e percebi que a informação não era verdadeira. Não foi minha intenção espalhar algo falso nem prejudicar alguém. Já apaguei o conteúdo e peço desculpas a quem possa ter sido afetado pela partilha. Vou ter mais cuidado antes de compartilhar qualquer informação daqui para frente”, afirma a mensagem. A estratégia de conteúdo do “Heroína13” inclui críticas direcionadas a figuras políticas identificadas com a direita brasileira. O governador Tarcísio de Freitas, filiado ao PL, figura entre os alvos recorrentes das publicações do perfil. A página divulgou material questionando a atuação do ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal. Mendonça recebeu a relatoria de processo relacionado ao Banco Master.