A nota divulgada por Viviane Barci de Moraes revela muito mais do que se poderia imaginar. O administrador de empresas João Luiz Mauad, em comentário publicado nas redes sociais, expôs com precisão as revelações contidas no texto da advogada. É batom na cueca. “Relendo com calma a matéria sobre os voos do casal Moraes nos jatinhos de Vorcaro e Zettel, agora no Globo, duas coisas me chamaram a atenção. Primeiro que, dos oito voos relatados, Alexandre viajou sozinho, sem a mulher, em quatro deles, embora os custos estivessem sendo bancados pelo escritório da dra. Viviane, conforme nota divulgada por ela”, afirmou Mauad. Na referida nota, o escritório afirmou que contrata “diversos serviços de táxi aéreo”, entre eles o da Prime Aviation. Mas aqui está a informação mais relevante. A advogada afirmou que a contratação “segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos”, porém (e aqui está a cereja do bolo) o custo era descontado dos honorários que recebia pela atuação em defesa da instituição financeira. “Entenderam? A contratação era aleatória, conforme critérios operacionais, mas os custos eram suportados, indiretamente, pelo Banco Master, de cujo contrato os valores seriam descontados e repassados aos proprietários das aeronaves – tipo uma conta corrente de débitos e créditos”, questionou o administrador. “Em resumo (e sem entrar nos aspectos fiscais de tais operações, que seria um problema para a Receita Federal), Alexandre utilizava (boa parte das vezes sozinho) jatinhos pagos indiretamente pela instituição financeira com a qual sua esposa tinha contrato, mas isso não o impediu de continuar julgando processos do interesse do Banco, sem que isso representasse qualquer conflito de interesse”, destacou Mauad. O administrador finalizou com uma pergunta incômoda: “Será que, se o STF tivesse algum tipo de manual de compliance, como aquele que a doutora alega ter produzido para o Banco Master, ou mesmo um Código de Ética como o que o Fachin propõe, esse tipo de conduta seria permitido?”
Braço direito de Trump publica imagem de Moraes atrás das grades e causa alvoroço nas redes
O estrategista político americano Jason Miller, um dos principais assessores e conselheiro do presidente Donald Trump, publicou nas redes sociais nesta quarta-feira uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando o ministro Alexandre de Moraes preso, atrás das grades. A publicação causou enorme repercussão na internet, considerando o peso e a influência de quem a compartilhou. Na sequência das publicações, Miller manifestou apoio político à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República. O conselheiro de Trump já havia se posicionado anteriormente em questões políticas brasileiras, incluindo episódios envolvendo ofensas contra empresários americanos e pesquisas eleitorais recentes.
PF identifica empresário como mandante de esquema de vazamento de dados sigilosos de ministros do STF
A Polícia Federal identificou o possível mandante de um esquema de vazamento ilícito de informações sigilosas. Trata-se do empresário Marcelo Paes Fernandez Conde. Entre os dados vazados estão informações de ministros do Supremo Tribunal Federal. Publicada nesta quarta-feira (1º/4), a investigação apura o acesso não autorizado a sistemas governamentais para obtenção de dados protegidos. Marcelo é filho de Luiz Paulo Conde, que foi prefeito do Rio de Janeiro. Investigadores da Polícia Federal executaram mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao empresário na capital carioca. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a operação. Os mandados foram cumpridos no Rio de Janeiro, onde os investigadores buscavam localizar Marcelo e reunir provas sobre o esquema investigado. Depoimentos colhidos pela Polícia Federal indicam que o empresário encomendou ao contador Washington Travassos de Azevedo a obtenção de dados da advogada Viviane Barci de Moraes. A advogada é esposa do ministro Alexandre de Moraes. As informações foram obtidas de forma ilegal, segundo apurado pelos investigadores federais. Marcelo Paes Fernandez Conde teria desembolsado R$ 4,5 mil em dinheiro vivo pelos dados sigilosos, conforme apontam as investigações. O empresário é considerado foragido pelas autoridades. Os investigadores não conseguiram localizá-lo durante as diligências realizadas no Rio de Janeiro. A Polícia Federal saiu às ruas para cumprir seis mandados de busca e apreensão. Um mandado de prisão foi expedido contra o empresário. A operação mobilizou equipes de investigadores na capital fluminense para executar as ordens judiciais expedidas no âmbito da investigação.