O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, decidiu renunciar ao cargo para disputar o governo de Alagoas ou uma vaga no Senado Federal. A definição sobre qual cargo irá pleitear ainda não foi anunciada publicamente. JHC deixou o PL e se filiou ao PSDB, levando consigo a mãe, a senadora Dra. Eudócia, a esposa Marina Cândia, vereadores e outros aliados políticos. O movimento representa uma mudança significativa no cenário político alagoano. Com a renúncia de JHC, assume a prefeitura de Maceió o vice-prefeito Rodrigo Cunha, do Podemos. O prefeito deixa a gestão municipal com alta aprovação popular: pesquisas indicam 73% de aprovação em 2023 e 75% em 2024. A decisão final sobre qual cargo disputará será anunciada ainda neste sábado. Caso concorra a governador, o que é considerado mais provável, vai disputar a eleição diretamente contra Renan Filho. Nas pesquisas eleitorais, JHC aparece com grande dianteira sobre o adversário. Caso decida concorrer ao Senado, JHC tiraria a chance de Renan Calheiros, o pai, que disputa a segunda vaga. O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, deve ficar com a primeira vaga na disputa senatorial. O movimento político de JHC acontece em um momento de fragilidade dos Renan em Alagoas, com pesquisas recentes indicando alta rejeição de Renan Filho e a possibilidade de derrota já no primeiro turno. A entrada de JHC na disputa estadual promete acirrar ainda mais o cenário eleitoral alagoano.
Zucco lidera todas as pesquisas, segue crescendo e recebe apoio decisivo de Ana Amélia Lemos
Luciano Zucco caminha com firmeza para ser o próximo governador do Rio Grande do Sul. Sua candidatura segue em crescimento constante. A ex-senadora Ana Amélia Lemos, que retornou ao PP, é um novo e expressivo reforço para a campanha. Ela vai participar da elaboração do plano de governo de Zucco. Os dois realizaram uma reunião no decorrer desta semana e tudo ficou acertado. O lançamento oficial da pré-candidatura de Zucco ao Palácio Piratini será realizado no próximo dia 11 em evento com a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República. O evento será no Parque Harmonia, em Porto Alegre.
Decisão do STF obstruiu investigação da CPMI e impediu descoberta de escândalo envolvendo ministros
Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal contribuíram, mesmo que involuntariamente, para impedir que a CPMI do INSS descobrisse os voos dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em aviões de uma empresa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A CPMI aprovou um requerimento solicitando dados de passageiros à Prime Aviation, empresa utilizada pelo dono do Banco Master para gerir suas aeronaves. A companhia, porém, alegou que não teria tempo para entregar as informações. Em pelo menos duas ocasiões, a empresa solicitou prazo maior para reunir os dados. A primeira foi no dia 19 de março, quando alegou não ter recebido o pedido inicial para informar, entre outras informações, voos e passageiros desde 2015. Com a rejeição do prazo, a Prime Aviation voltou a entrar em contato com a CPMI no dia 24 de março, quatro dias antes do encerramento da comissão. Na ocasião, a empresa disse não ter sido possível reunir as informações requisitadas a tempo. “Apesar das diligências já realizadas, não foi possível, até o presente momento, reunir a integralidade dos dados necessários ao atendimento completo da requisição, nos moldes em que formulada”, dizia o ofício enviado pela Prime Aviation à CPMI. Dois dias depois, em 26 de março, o plenário do Supremo se reuniu e derrubou a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar a CPMI. Esse fato demonstra que a CPMI poderia ter avançado bem mais nas investigações, mas foi literalmente obstruída pela decisão judicial.
Randolfe perde força e caminha para ser expurgado do Senado em outubro
Desde o ano passado, as pesquisas de opinião pública apontam o senador Randolfe Rodrigues fora das duas vagas para o Senado que estarão em disputa no Amapá. A mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel coloca o petista numa situação extremamente desconfortável. Nos dois cenários apresentados, Randolfe aparece bem distante dos dois primeiros colocados, Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD). Confira: 1º cenário: Rayssa Furlan (Podemos): 33,7% Lucas Barreto (PSD): 26,4% Randolfe Rodrigues (PT): 16,3% Waldez Góes (PDT): 8,1% Acácio Favacho (MDB): 5,9% Branco/Nulo: 7% Não sabe: 2,6% 2º cenário: Rayssa Furlan (Podemos): 34,4% Lucas Barreto (PSD): 28,2% Randolfe Rodrigues (PT): 16,8% Waldez Góes (PDT): 9,2% Branco/Nulo: 9,3% Não sabe: 2,4% A pesquisa ouviu 1.029 entrevistados pela AtlasIntel entre os dias 23 e 28 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº AP-06595/2026.
Deputada e presidente do MDB em MT rompe com Lula e declara apoio a Flávio Bolsonaro
A debandada do governo petista segue em ritmo acelerado. A deputada Janaína Riva, presidente do MDB em Mato Grosso, anunciou o rompimento com o governo de Lula e declarou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Janaína Riva descartou apoiar Ronaldo Caiado, lançado pelo PSD, e afirmou que, em sua avaliação, apenas duas candidaturas têm chances reais de vencer a eleição de 2026. Segundo a deputada, o apoio a Flávio Bolsonaro está ligado principalmente à pauta de costumes, defesa da família e proteção de crianças. A declaração da parlamentar acendeu um sinal de alerta na direção nacional do MDB.
Após 10 anos, jovem de 17 anos executa homem que matou sua mãe com 20 facadas
Uma promessa de vingança guardada por quase uma década pode ter sido cumprida em plena luz do dia em Frutal, no Triângulo Mineiro. Na manhã de terça-feira (31), Rafael Garcia Pedroso foi executado com cinco disparos em praça pública. O homem carregava em seu passado o peso do assassinato brutal de uma mãe. Segundo a Polícia Militar, o principal suspeito é um jovem de 17 anos que, em 2016, aos 7 anos de idade, presenciou a própria mãe sendo morta com 20 facadas por Rafael. Condenado inicialmente a 22 anos de prisão, Rafael teve o julgamento anulado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) devido a falhas técnicas na tipificação do crime. Beneficiado pela falta de vagas no sistema prisional, ele recebeu o direito à prisão domiciliar em janeiro de 2026. O crime cometido por Rafael ocorreu em 3 de julho de 2016, durante as festividades da Cavalgada de abertura da ExpoFrutal. Naquela tarde, um churrasco entre amigos foi interrompido pela violência brutal. Segundo relatos da época, Rafael, movido por ciúme, passou a perseguir sua então companheira, de 28 anos, após ela se ausentar do local para levar o filho de 7 anos até a casa da madrinha. Ele a encontrou saindo de um bar na região e, ao retornarem ao churrasco, o agressor passou a questionar a demora da mulher. Enquanto a mulher estava sentada, sem qualquer chance de defesa, Rafael desferiu 20 facadas contra ela. Pessoas que estavam próximas tentaram intervir, mas não conseguiram impedir o ataque brutal nem prestar qualquer socorro à vítima. A mulher morreu no local por hemorragia interna aguda. Segundo depoimento da prima de Rafael na época, todo o crime foi testemunhado pelo filho da vítima, que teria jurado a morte do assassino de sua mãe ainda na infância. Na manhã de terça-feira (31), Rafael Garcia se encontrava em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Alberto Vieira, no bairro Vila Esperança, em Frutal. Ele estava em uma motoneta Honda Biz aguardando sua atual companheira ser atendida na unidade de saúde quando um rapaz se aproximou a pé, vindo por trás, e o executou à queima-roupa. Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que o autor efetua cinco disparos em direção ao rosto e pescoço de Rafael. Após os disparos, o suspeito fugiu em uma motocicleta que o aguardava com outra pessoa a poucos metros do local. Rafael vivia sob o monitoramento da prisão domiciliar, concedida pela Justiça em janeiro de 2026 devido à falta de vagas no regime semiaberto. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas ao chegar à cena, Rafael não apresentava sinais vitais. A Polícia Civil de Frutal instaurou um inquérito para apurar a execução de Rafael. Até o momento, nenhum suspeito havia sido encontrado. O jovem de 17 anos, principal suspeito, também se encontra desaparecido.
Empresária que levou Ronaldinho Gaúcho à prisão no Paraguai é finalmente capturada após 6 anos foragida
O cerco se fechou definitivamente para Dalia López, a empresária paraguaia que foi o pivô da confusão que resultou na prisão de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, no Paraguai em 2020. Após seis anos foragida da justiça, ela foi presa nesta quinta-feira (2) em uma residência de alto padrão localizada na capital paraguaia, Assunção. Quando a polícia chegou ao local, Dalia não ofereceu resistência, mas as autoridades constataram que ela já estava com as malas prontas para fugir novamente. O detalhe que mais chamou a atenção dos investigadores foi a quantidade exorbitante de dinheiro em espécie que ela mantinha guardado: foram apreendidos 220 mil dólares e 300 milhões de guaranis, o equivalente a mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo. No local da prisão, um homem de 43 anos (apontado como parceiro da empresária), um motorista e uma funcionária doméstica também foram detidos para averiguação. Dalia López foi a responsável por organizar o evento que levou o “Bruxo” ao Paraguai. Ronaldinho e Assis acabaram flagrados no aeroporto ao tentarem entrar no país com passaportes e identidades falsificadas, o que resultou em quase um mês de detenção no presídio paraguaio e mais vários meses em prisão domiciliar em um hotel de luxo. Os dois somente conseguiram retornar ao Brasil após o pagamento de multas pesadas.
Soraya Thronicke anuncia permanência no Podemos e, no último dia da janela, migra silenciosamente para o PSB
O mês de março terminou com a senadora Soraya Thronicke anunciando que permaneceria no partido Podemos, onde tentaria a sua reeleição. Em nota, Soraya destacou que o Podemos foi o partido que abriu as portas para ela em 2023, com “carinho, respeito e espírito de acolhimento”, valores que, segundo ela, sempre nortearam sua relação com a legenda. A senadora afirmou ainda que, ao longo do período, manteve conversas com outras siglas, classificando a movimentação como natural no ambiente político. No entanto, ressaltou que em nenhum momento agiria de forma imprudente ou com ingratidão em relação ao partido que confiou nela desde o início. Ainda conforme o comunicado, todas as tratativas foram conduzidas com transparência, respeito e diálogo aberto, especialmente com a presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu, citada como amiga de Soraya. A senadora disse que Renata sempre lhe deu liberdade e confiança para avaliar caminhos e construir, de forma conjunta, o melhor projeto político. Por fim, Soraya declarou que segue unida ao partido e trabalhando na construção de candidaturas fortes, competitivas e comprometidas com a população. E afirmou ter convicção de que o grupo vai avançar ainda mais, fortalecendo o Podemos e apresentando propostas concretas para melhorar a vida das pessoas. Pois bem, no último dia da janela partidária, Soraya demonstrou qual o valor que tem a sua palavra. Silenciosamente, ela assinou a ficha de filiação do PSB. Soraya agora é socialista, apoiadora do Lula.
Empresário de 71 anos é condenado a 14 anos de prisão por enviar Pix de R$ 500 para vaquinha de ônibus
Um texto de Fernando Schüler, publicado no jornal Estadão, retrata o que vivemos hoje no Brasil. O caso exposto revela aspectos controversos do sistema judiciário brasileiro. Quinhentos reais, via Pix. Foi a ajuda de Alcides Hahn para a vaquinha do ônibus que levou um grupo de manifestantes para Brasília, dias antes do 8 de janeiro. Hahn tem 71 anos e é um desses pequenos empresários “colonos”, que fizeram a força comunitária do interior de Santa Catarina. Alguém pode sugerir que ele “sabia de tudo”. Sabia que aquelas pessoas iriam ocupar a Esplanada, invadir os prédios, pintar aquela estátua com o batom vermelho e tudo mais. Mas dizer isso não passa de um patético cinismo. O fato é que ele foi condenado a 14 anos de prisão. E só um País domesticado, que perdeu completamente o senso republicano, é incapaz de perceber o elemento absurdo em tudo isso. Hahn, assim como outros pequenos empresários condenados do mesmo jeito, não cometeu crime nenhum. Não foi a Brasília e nem tentou dar nenhum golpe. Ele é apenas parte de uma multidão amarrada por um conceito. O crime-conceito. O delito que não precisa de enquadramento objetivo. Apenas de “entendimento” bem-amarrado. “Individualmente”, segundo uma matéria, “Hahn não cometeu delito”, mas fazia parte da “multidão”. A multidão criminosa, autora da “trama golpista”, o crime “multitudinário”. A gordura escorre de cada uma dessas palavras e faz lembrar da frase que um dia foi dita por um velho professor: nada é mais difícil de refutar do que uma tese absurda. Alcides não tem foro, deveria ser julgado na primeira instância, com direito a recursos? Irrelevante. Não teve a conduta individualizada? Irrelevante. Uma vez dado o conceito, mesmo um pequeno comerciante do interior e seu Pix de 500 reais ganham status de “associação criminosa armada”, um dos crimes pelo qual foi condenado. Simplesmente não há como refutar uma coisa dessas. O texto faz lembrar do filósofo italiano Giorgio Agamben e sua tese sobre o “estado de exceção”. Muito do que se passa no Brasil refere-se a isto. A esta zona cinzenta entre o que é legal e o que é meramente político. Entre o que é “ilegal”, mas que por efeito de alguma razão de Estado, definida pelo próprio poder, se converte em “perfeitamente jurídico e constitucional”. Um inquérito que nasce de modo “heterodoxo”, em 2019, e se decria, indefinidamente. O universo dos direitos individuais não mais delimitados pela regra escrita, mas oscilando, ao gosto do poder, sobre camadas opacas de “interpretações” e “entendimentos”. O Sr. Hahn é apenas o exemplo bem-acabado de um tipo que foi criado no País dos anos recentes: os brasileiros irrelevantes. Brasileiros sem pedigree, sem história, sem “retórica”. E por óbvio, sem poder algum. Pessoas que têm seus direitos claramente violados, mas que desaparecem em meio à guerra política e nossa mais completa falta de empatia. Muitos enxergam seu drama como uma vitória da democracia. O velho professor tinha razão. É realmente difícil, se não impossível, refutar uma ideia como esta.
Mais de 3.300 estudos revelam por que regimes autoritários temem a fé: ela cria resistência à manipulação
Mais de 3.300 estudos científicos analisaram a relação entre fé e saúde ao longo de um século. O Handbook of Religion and Health, publicado pela Oxford University Press, chegou a uma conclusão que regimes autoritários já conheciam na prática: quem pratica fé ativamente é mais difícil de manipular. Menor índice de depressão. Menor risco de suicídio. Maior resistência sob pressão. Isso não é religião. É pesquisa científica. Não se trata de crença. São dados concretos. A observação de homens em crise ao longo de anos revelou um padrão consistente: quando a fé era genuína, a pessoa não se entregava, mesmo depois que tudo desmoronava. A fé impedia o desmoronamento. Mas existe uma forma de esvaziar a fé sem atacá-la diretamente. Regimes inteligentes não a proíbem visivelmente. Até falam de religião. O que fazem é mais sutil: anestesiam. Permitem que a fé exista apenas como conforto, nunca como estrutura. E quando a fé dorme, os valores dormem junto. O que parece inofensivo, na prática é devastador. É por isso que regimes preferem uma fé de amuleto. De enfeite. Porque enfeite não organiza resistência. A fé que estrutura civilizações não espera o colapso para entrar em cena. Ela organiza a vida antes que o colapso aconteça. É a diferença entre quem reforça o telhado antes da tempestade e quem corre atrás de balde quando já está tudo molhado. A ciência demorou para entender isso. Durante boa parte do século XX, a fé foi tratada como coisa de gente que não pensa. Os dados, porém, foram na direção oposta — e foram consistentes o suficiente para mobilizar pesquisadores de Duke, uma das principais universidades médicas dos Estados Unidos, por mais de duas décadas. O que eles encontraram é direto. Quem vive a fé de verdade desenvolve propósito — um senso de significado que ultrapassa o próprio interesse. Quando a vida tem sentido além de si mesmo, suportamos mais. Cedemos menos. Decidimos com mais firmeza. David DeSteno, psicólogo da Northeastern University, demonstrou em pesquisa controlada que gratidão reduz a disposição das pessoas de mentir mesmo quando há vantagem imediata em jogo. O mecanismo é direto: gratidão cria uma âncora moral interna. Quem reconhece que recebeu algo não consegue trapacear para ganhar mais sem um custo interno. A fé alimenta exatamente esse estado — e por isso forma pessoas mais difíceis de corromper. Junto com isso vem o limite. A fé vivida comunica que existem linhas que não podem ser cruzadas. Não porque a lei proíbe. Não porque alguém está olhando. Porque há um código anterior a qualquer norma e posterior a qualquer conveniência. Um homem que sabe o que não fará — independentemente do que ganhe ou perca — é muito difícil de comprar. Depois vem a responsabilidade. A fé cristã não produz passividade. Produz dever. A lógica de que cada um responde pelo que fez com o que recebeu é incompatível com a terceirização de culpa que alimenta o populismo. Quem foi formado assim não transfere para o Estado o que é sua responsabilidade. E por último, comunidade. Redes religiosas criam vínculos de lealdade que resistem à manipulação do poder. Não têm um ponto único de controle. Por isso incomodam tanto quem quer controlar tudo. Propósito. Limite. Responsabilidade. Comunidade. São o que permitem que uma família se sustente sob pressão, que um pai permaneça quando seria mais fácil ir embora, que um profissional ou funcionário público recuse o suborno quando seria mais rentável aceitar. Agora fica claro por que regimes de dominação sempre atacam a fé primeiro. Não é superstição. É estratégia. Entre 1917 e 1935, 130.000 sacerdotes foram presos na União Soviética. Noventa e cinco mil foram executados. Na China de Mao Tsé-tung, templos foram demolidos sistematicamente. O objetivo nunca foi religioso. Foi sempre político. Porque a fé que forma caráter não se submete facilmente. Fé que cria comunidade não tem dono. E o que não tem dono não se confisca. Fé que ensina responsabilidade não terceiriza suas convicções para o Estado. Isso incomoda o poder. Sempre incomodou. A fé não é o lugar onde os fracos se escondem. É o lugar onde os firmes se formam.