Membros do PT no Tocantins querem que a direção nacional do partido invalide a filiação da ex-senadora Kátia Abreu. O recurso foi apresentado neste sábado (4). No documento, os filiados criticam o histórico político de Kátia Abreu e destacam o apoio da ex-senadora à bancada ruralista, ao agronegócio, e sua oposição à reforma agrária. Os signatários afirmam que ela atuou contra governos do PT e favoreceu candidatos de direita no Tocantins. O grupo também questiona que a filiação não passou por aprovação da Comissão Executiva Estadual do PT, como prevê o estatuto do partido para líderes de expressão e mandatários federais. Segundo o texto, a prática política de Kátia Abreu “não demonstra compromisso com o artigo primeiro do estatuto do PT”, que define o partido como defensor da democracia, da igualdade e da justiça social. “O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia. O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e reforma urbana, pela liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo socialismo!”, diz o recurso.
ONU: ineficiente, mas indispensável? A resposta de quem trabalhou 30 anos lá dentro
Você acha que a ONU não serve para nada e deveria ser extinta? Muita gente pensa assim. Mas será que as pessoas realmente entendem a ONU e tudo que ela faz? A ONU atravessa um momento delicado. A humanidade tem feito guerras por mais de 13.000 anos, mas apenas em 1920 foi criada a primeira organização global destinada a manter a paz mundial: a Liga das Nações. Teve vida curta: apenas 26 anos, sendo dissolvida por não ter tido mecanismos para impedir a Segunda Guerra Mundial. A Organização das Nações Unidas (ONU) foi então fundada em 1945 com o objetivo de manter a paz e promover cooperação na resolução de problemas globais. A ONU veio com uma novidade: um Conselho de Segurança formado por cinco membros permanentes com poder de veto: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Essa arquitetura refletiu a geopolítica global após a Segunda Guerra. Apesar das críticas, até hoje não se encontrou outra fórmula para substituir ou ampliar o Conselho de Segurança. Até hoje, estes 5 países disputam esferas de influência globalmente e estão entre os que mais exportam armas. A ONU acaba de completar 80 anos. Jonas Rabinovitch, arquiteto urbanista com 30 anos de experiência como Conselheiro Sênior em inovação, gestão pública e desenvolvimento urbano da ONU em Nova York, viu praticamente uma nova reforma a cada ano, em vários níveis. Rabinovitch não quer fazer críticas injustas nem defender a ONU escondendo seus problemas. Primeiro, ele destaca que o planeta como um todo tem desafios estruturais que aumentam a cada ano. É impossível resolver esses desafios através de um desenho institucional que agrade sempre a 193 países soberanos. A ONU é amplamente criticada por razões políticas, operacionais e estruturais. As principais críticas incluem: 1. Nacionalismo X Globalismo: hoje a ONU tem 193 países membros. Algumas nações, como os EUA, ressentem políticas globalistas que conflitam com seus interesses nacionais. Os EUA são o país anfitrião da ONU e contribuem aproximadamente 25% de seu orçamento. Ao mesmo tempo, vários países e membros do staff da ONU (incluindo os que usufruem da vida em Nova York) demonstram clara tendência antiamericana, enquanto os EUA questionam: “por que vou financiar uma organização que mostra um forte viés contra meu país?” 2. Percepção de Imparcialidade: em um mundo profundamente polarizado, a imparcialidade da ONU, conforme definida em sua Carta de fundação, deveria ser sagrada. Mas esta imparcialidade é questionada devido a posições de altos funcionários associados à esquerda do espectro político. Por isso a ONU é vista por muitos como uma “organização de esquerda”. Existe uma percepção entre certos comentaristas políticos e autoridades americanas e israelenses de que o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, demonstraria parcialidade sendo indevidamente leniente com estados autocráticos como a China, o Irã, e a Rússia. Eles associam essa percepção à trajetória de Guterres na esquerda europeia e como líder da Internacional Socialista, acusando-o de adotar uma perspectiva de “sul global” ou antiocidental que ignoraria abusos cometidos por ditaduras, enquanto concentraria críticas nos Estados Unidos e em Israel. O assunto é polêmico. O fato básico é que a imparcialidade da organização se encontra sob ataque. Rabinovitch defende a posição de que futuros candidatos a Secretário-Geral não deveriam ser escolhidos por motivações político-partidárias como representantes da “esquerda” ou da “direita”. Por exemplo, Brasil e México apoiam a candidata Bachelet do Chile para Secretária-Geral da ONU em janeiro de 2027, por ser de esquerda. Segundo ele, isso prejudica a imagem de imparcialidade da organização. 3. Ineficácia em Emergências: a ONU tem sido acusada por não conseguir impedir crises humanitárias graves e atrocidades, com críticos citando casos como o genocídio de Ruanda em 1994, o massacre de Srebrenica em 1995 e o conflito em Darfur. 4. Viés Político: muitos críticos, incluindo vários Secretários-Gerais da ONU e diplomatas, acusaram o Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDHNU) de direcionar resoluções de forma desproporcional contra Israel, enquanto ignoram abusos mais graves em outros países como Arábia Saudita, Egito, Mianmar e Rússia. Conforme dados da UN Watch, desde 2015 a ONU aprovou 141 resoluções contra Israel, mais do que o dobro do número de resoluções aprovadas contra todos os outros países juntos. Outro exemplo: a funcionária Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos, foi criticada por diversos governos, incluindo Estados Unidos, França e Alemanha, por sugerir de modo distorcido e parcial que a culpa pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 – incluindo estupros bárbaros, decapitações e assassinatos de crianças – teria sido justificável por ser uma resposta à “opressão” de Israel. A maioria das famílias assassinadas eram da esquerda israelense, amantes da paz e ajudavam palestinos. 5. Composição do Conselho de Direitos Humanos: controvérsias surgem quando nações com péssimo histórico em direitos humanos — como Cuba, Irã e Somália — são eleitas para o Conselho de Direitos Humanos. Não há mecanismos para impedir um país soberano de se candidatar. Além disso, a ideia de estabelecer condições para que países integrem um Conselho da ONU seria rejeitada por países que veriam isso como afronta à sua soberania. 6. Corrupção: o escândalo “Petróleo por Alimentos” (Iraque) e outros casos de má gestão levantaram sérias questões sobre corrupção e desvio de recursos em operações da ONU. Por outro lado, a ONU alcançou inúmeros resultados concretos desde a sua fundação. Em 1980, após um esforço de 13 anos, a varíola foi oficialmente erradicada, salvando cerca de 5 milhões de vidas anualmente. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) alcança aproximadamente 90 a 100 milhões de pessoas famintas em 80 países todos os anos, fornecendo ajuda alimentar emergencial. As missões de paz da ONU supervisionaram com sucesso a transição para a paz em países como Namíbia (1989-1990), Moçambique (1992-1994), El Salvador (1991-1995) e Libéria (2003-2018). Além disso, como única organização multilateral que engloba todos os países, a ONU possui agências especializadas como a União Internacional de Telecomunicações (UIT) que coordena os espectros de rádio, as órbitas de satélites e garante o funcionamento coordenado de redes digitais em 190
Quando valores morais eram levados a sério: a reação de Castelo Branco expõe o abismo ético que separa o Brasil de ontem da promiscuidade de hoje
Uma publicação do jornalista Hugo Studart, feita há um ano, compara a reação de uma autoridade brasileira – o então presidente da República Castelo Branco – em tempos longínquos, ante o envolvimento de um irmão num episódio apenas “desagradável” com servidores da Receita Federal. E o caso recente envolvendo a família do ministro Alexandre de Moraes. Confira a análise: “Valores morais e ‘amorais’… Esse novo escândalo da praça, a compra de parte de uma financeira quebrada pelo Banco de Brasília por 2 bilhões, operação que tem por trás, como advogados, esposa e filhos de Sua Suprema Sapiência Alexandre de Moraes, nos remete a uma história dos tempos em que os valores morais eram outros. Certo dia o presidente Castelo Branco soube que os funcionários da Receita Federal estavam dando uma festinha em homenagem a seu irmão, também da Receita, por conta de uma decisão do governo que os favorecia. Mais: presentearam o colega com o automóvel top de linha da época. Um caso óbvio de prevaricação. Castelo telefonou furioso para o irmão. Em sua defesa, ele disse que devolveria o presente. O marechal retrucou: que você vai devolver imediatamente, isso é ponto pacífico. A dúvida é se vou mandar prendê-lo ou não. Vamos acompanhar o desdobramento desse caso que envolve a família Moraes.” Hoje, chocado, o país percebe que até o próprio ministro está envolvido.
O sumiço de provas no caso Master: quem avisou os criminosos?
A Polícia Federal suspeita de vazamento de informações sigilosas antes das três fases da Operação Compliance Zero — com indícios de que provas podem ter sumido antes da chegada dos investigadores. Os sinais se acumulam: na primeira fase, Vorcaro estava no aeroporto prestes a embarcar de jato particular para os Emirados quando foi preso — sob relatoria de Toffoli. Na segunda fase, 42 mandados foram cumpridos — mas imóveis foram encontrados esvaziados, quartos desarrumados, sem eletrônicos, e advogados já estavam nos locais antes da PF chegar. O cunhado Fabiano Zettel e Nelson Tanure também foram encontrados em aeroportos. Toffoli ainda era relator. A terceira fase, já sob Mendonça — que autorizou a operação mesmo com a PGR sendo contra — também não descarta vazamento. O grupo “A Turma” — ligado a Vorcaro — monitorava ilegalmente autoridades e jornalistas, acessava bases sigilosas da PF, PGR, Justiça Federal e até da Interpol usando credenciais autênticas. Um policial federal aposentado foi preso suspeito de participar do esquema. O vazamento pode ter vindo de dentro das próprias instituições. Se as melhores provas sumiram antes da PF chegar — o que resta para sustentar a delação que pode envolver ministros do STF?
Ministério Público de São Paulo pede rejeição de ação contra Monark após quatro anos de perseguição
O Ministério Público de São Paulo reconheceu que as falas de Monark sobre nazismo não configuravam apologia, mas sim uma “defesa abstrata da liberdade de convicção e expressão”. O próprio órgão que ajuizou a ação civil pública agora pede a sua rejeição. Levou quatro anos para chegarem a essa conclusão. A vida de um jovem comunicador foi destruída por conta de uma opinião sobre liberdade de expressão. O simples fato de discutir a possibilidade de nazistas terem direito a um partido jamais poderia ser considerado crime. O debate era sobre os limites da atuação estatal e da liberdade de expressão, não sobre a defesa do ideário nazista. O estrago causado foi significativo: Monark foi expulso do podcast que ajudou a criar, desmonetizado, banido do YouTube, investigado pela PGR e pelo MPF. A mais alta corte do país — que deveria garantir seus direitos fundamentais — expandiu a perseguição. O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de todos os perfis do comunicador: Instagram, Facebook, X, Rumble, Telegram, TikTok, YouTube, Discord, e até plataformas de áudio como Spotify e Deezer. Monark teve as contas bancárias bloqueadas e levou multa de R$ 300 mil. O motivo alegado foi ter entrevistado um deputado federal que questionou a transparência das urnas eletrônicas. Na prática, o que aconteceu com Monark foi a aplicação de uma verdadeira pena de morte virtual — sem processo, sem condenação, sem crime. Cancelado, censurado, desmonetizado, multado, empurrado para fora do país. Agora o Ministério Público reconhece que nunca houve crime. Mas quem repara o dano? Quem devolve os anos de perseguição, a renda destruída, a reputação arrasada? A expectativa é que Monark processe o Estado e obtenha uma reparação multimilionária pela injustiça que sofreu. Leandro Ruschel
Deputado apresenta nova versão após ser acusado de agressão pela esposa: “Fui agredido” (Veja o vídeo!)
A médica Fabiana Khauam Marangoni registrou um boletim de ocorrência contra o marido, o deputado federal Fernando Marangoni (Podemos), na Delegacia da Mulher de Santo André. O registro foi feito na quarta-feira (1º/4) após um desentendimento entre o casal no apartamento onde moram, em Santo André, no ABC paulista, região metropolitana de São Paulo. Em vídeo, Fabiana confirmou o desentendimento com o marido e disse que havia sido agredida. A médica declarou que deseja que o deputado deixe a residência do casal. Marangoni negou ter agredido a esposa. Em um vídeo, o parlamentar aparece com o rosto machucado. Na gravação, ele afirma: “Mais uma agressão por parte da minha mulher, mas acabou, é a última, estou indo embora. Chega”. Em nota enviada por sua assessoria, Marangoni diz ter sido “surpreendido” pelo noticiário e nega que tenha cometido agressão ou que tenha sido levado a uma delegacia. Segundo ele, os dois — que foram casados por 23 anos e estão divorciados há seis meses — tiveram uma discussão pela manhã, e a agora ex-mulher o teria agredido. “Hoje pela manhã, fui surpreendido pelo noticiário que informava que eu havia agredido minha esposa. Isso não é verdade. Também não é verdade que fui levado à delegacia policial. O fato é que tivemos uma discussão pela manhã e minha esposa, com quem fui casado por 23 anos, me agrediu. Estamos divorciados há seis meses e morávamos no mesmo apartamento, em quartos separados, de comum acordo. Nunca desrespeitei nenhum direito de minha esposa e de qualquer outra mulher. Tenho um compromisso inquebrantável com os direitos das mulheres. Como deputado federal, fui, inclusive, relator de um projeto que aumenta a proteção à mulher, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Minha maior preocupação, agora, é com minha família; temos três filhas que amo acima de tudo e devemos, eu e Fabiana, muito respeito a elas. Estou certo de que recuperaremos a paz em nosso lar, em nome da família que construímos.” Veja abaixo um trecho do vídeo:
Flávio Bolsonaro mostra firmeza diante de desavenças envolvendo Eduardo e é elogiado por postura presidenciável — Veja o vídeo!
Em meio às tensões internas no campo conservador, Flávio Bolsonaro recebeu elogios públicos por sua postura firme e serena diante das desavenças que envolvem seu irmão Eduardo. A conduta do senador foi destacada como demonstração de preparo e maturidade política. O parlamentar foi parabenizado por não embarcar em discursos tolos ou apoiar condutas que trazem mais prejuízo do que sucesso ao espectro conservador. Seu tom equilibrado e determinado foi interpretado como sinal de preparo para lideranças futuras, com votos de que Deus o abençoe como presidente do Brasil. Quanto às disputas internas consideradas improdutivas, a orientação é clara: não ampliar as briguinhas inúteis. O ideal é esquecer quem não agrega valor ao movimento e concentrar esforços contra os adversários reais, como o próprio Flávio Bolsonaro afirmou em suas postagens nas redes sociais. A recomendação para os apoiadores é direta: quando começar clima de fofoca ou alguém postar algo que vai contra as determinações de Flávio, ignore. A estratégia é manter o foco no que realmente importa para o fortalecimento do campo conservador.
Empresário de Sorocaba morre após acidente em toboágua de resort
O empresário sorocabano Caetano Giannone, de 65 anos, faleceu em decorrência de um acidente ocorrido durante o feriado em um resort localizado em Atibaia, na Região Metropolitana de São Paulo. Conforme apurado, ele estava no local acompanhado da família quando sofreu uma queda em uma escada, momentos após colocar a filha para brincar em um toboágua. O impacto causou ferimentos graves, incluindo fraturas nas costelas que atingiram o pulmão, além de intensa perda de sangue. O empresário recebeu atendimento de socorro e foi encaminhado a uma unidade hospitalar da cidade. O atendimento mobilizou uma equipe especializada, mas ele não resistiu aos ferimentos. Amigos e colaboradores ainda estão surpresos com a fatalidade e lembram de Caetano como uma pessoa alegre, de convivência leve e sempre presente. Era uma pessoa marcante, além de um empresário reconhecido em seu setor de atuação. O velório teve início no sábado, na funerária Ofebas, unidade Santa Rosália. A partir das 7h do domingo (5), a cerimônia foi aberta ao público. O sepultamento estava previsto para as 14h, no Cemitério da Consolação, em Sorocaba.
Mulher de 22 anos mata companheiro com chutes na cabeça na frente de filho de 3 anos
Uma mulher de 22 anos foi presa após matar o companheiro com chutes na cabeça em São Bento do Sul (SC), na madrugada de sexta-feira (3). Emanuel Nata, de 28 anos, foi socorrido e levado à UPA, mas não resistiu aos ferimentos. Conforme a Polícia Militar, a vítima apresentava lesões graves no pescoço, hematomas e sinais de cianose. Segundo familiares, o filho do casal, de apenas 3 anos, presenciou a agressão brutal. O irmão e uma prima de Emanuel afirmam que a mulher desferiu vários golpes na cabeça da vítima enquanto ele já estava caído no chão. A agressora já possuía passagens policiais por ameaça e lesão corporal. Emanuel não tinha antecedentes criminais. O caso segue em investigação pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Páscoa: a travessia da cultura da morte para a cultura da vida
A massa, sem consciência, é disforme. O indivíduo desperto é oásis no deserto moral. A palavra “Páscoa” vem do hebraico Pesach, que significa passagem. Na tradição cristã, representa a passagem da morte para a vida — a ressurreição de Jesus Cristo. Mas, diante do mundo atual, essa passagem deixa de ser apenas simbólica e se torna urgente. Vivemos tempos marcados pelo ódio coletivo, pela banalização da vida e por uma cultura que, muitas vezes, valoriza mais o poder do que a dignidade humana. Já não basta refletir — é preciso agir. A Páscoa, então, deixa de ser apenas lembrança e se torna urgência. É tempo de uma passagem necessária e inadiável: do ódio coletivo para o respeito, da cultura da morte para a cultura da vida. Uma verdadeira travessia neste oceano de hipocrisia e maldade humana, onde, por vezes, parece não haver um justo sequer — alguém que se levante, de forma efetiva, em busca da paz, do cuidado com o outro e do respeito à nossa morada comum. Esperamos, com frequência, por uma evolução coletiva. Mas a coletividade, muitas vezes, se revela como uma massa disforme — que cresce alimentada pelo fermento do ódio, da ignorância e da hipocrisia. A Páscoa nos convida a uma travessia concreta: sair da indiferença, romper com a violência silenciosa nas relações e reconstruir o respeito como base da convivência. A verdadeira ressurreição não é apenas espiritual — é ética, emocional e relacional. E começa dentro de cada um. Toda ressurreição autêntica implica libertação: das amarras internas, dos medos, das ilusões e das estruturas que mantêm o ser humano cativo. É morrer para aquilo que escraviza e renascer para uma vida mais livre, mais íntegra e mais verdadeira. A mudança não nasce no todo — nasce no indivíduo. Que esta Páscoa nos desperte para a vida e para a responsabilidade de vivê-la com consciência. É tempo de romper com a cultura do ódio e fazer, com coragem, a única travessia que nos resta: da escravidão para a liberdade. Libertação — não como palavra, mas como escolha. A verdadeira libertação não depende das circunstâncias externas, nem das permissões do mundo. Ela nasce no interior de cada um — quando há coragem para romper com aquilo que aprisiona a consciência.