A multinacional Oracle realizou o desligamento de pelo menos 200 funcionários no Brasil, conforme informações do Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd). As demissões fazem parte de um movimento global iniciado pela empresa no fim de março. No dia 2 de abril, o Sindpd ingressou com uma Ação Civil com pedido de tutela de urgência, alegando que a companhia efetuou dispensas em massa sem qualquer negociação prévia com a entidade sindical. A iniciativa busca reverter os efeitos das demissões e impedir novas medidas semelhantes. De acordo com a ação, os desligamentos ocorreram durante um processo de negociação coletiva em andamento, o que, segundo o sindicato, contraria o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 638. Esse precedente estabelece a necessidade de participação sindical antes de demissões coletivas. Ainda conforme o sindicato, a conduta da empresa pode caracterizar prática antissindical, ao desconsiderar o papel constitucional das entidades representativas. A entidade também afirma que trabalhadores teriam sido orientados a não realizar a homologação junto ao sindicato, o que agravaria a situação sob o ponto de vista jurídico. Diante disso, o Sindpd solicitou à Justiça do Trabalho a suspensão imediata das demissões, a reintegração dos profissionais já desligados e a proibição de novas dispensas coletivas sem negociação prévia com a entidade. Procurada pelo site Convergência Digital, a Oracle Brasil optou por não comentar o processo judicial movido pelo sindicato. Caso semelhante ocorreu recentemente com a empresa Stone, que demitiu cerca de 370 funcionários no início de março sem diálogo prévio com o sindicato. Na ocasião, o Sindpd também recorreu à Justiça, que determinou a readmissão dos trabalhadores no prazo de até 10 dias após a intimação, sob pena de multa. Além disso, a decisão judicial estabeleceu que a companhia não poderá promover novas demissões em massa sem a participação do sindicato, fixando multa de R$ 10 mil por trabalhador em caso de descumprimento.
EUA bloqueiam Estreito de Ormuz após fracasso de negociações nucleares com Irã
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que será implementado um bloqueio completo ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz a partir das 11h (horário de Brasília) de segunda-feira (13/4). A medida foi comunicada como parte de uma ação estratégica envolvendo a região. A decisão foi tomada após determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao fracasso das negociações sobre a questão nuclear, que vinham sendo conduzidas em Islamabad, no Paquistão. O impasse diplomático contribuiu diretamente para a adoção da nova diretriz. De acordo com o comunicado oficial, a restrição será aplicada de forma ampla, atingindo embarcações de qualquer nacionalidade que estejam entrando ou saindo de portos e áreas costeiras do Irã. A medida inclui todos os portos iranianos localizados tanto no Golfo Pérsico quanto no Golfo de Omã. A orientação divulgada também estabelece que a Marinha dos Estados Unidos está autorizada a interceptar embarcações em águas internacionais, caso tenham realizado pagamentos ao governo iraniano para operar na região.
Fux reverte condenações de 10 réus do 8 de janeiro e diverge de Alexandre de Moraes
O ministro Luiz Fux apresentou novo posicionamento ao votar pela reversão das condenações de dez réus acusados de envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. A mudança de entendimento ocorre no âmbito de recursos analisados pela Corte. O julgamento acontece no plenário virtual do STF, com prazo para conclusão até a próxima sexta-feira, 17. Nesse formato, os ministros inserem seus votos no sistema eletrônico, sem necessidade de sessão presencial. Em sete dos processos, Fux se manifestou pela absolvição completa dos acusados Anilton da Silva Santos, Marisa Fernandes Cardoso, Edimar Macedo e Silva, Marciano Avelino Borges, Arioldo Rodrigues Junior, Romeu Alves da Silva e Jair Roberto Cenedesi. Conforme os autos, os envolvidos estavam acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e haviam sido condenados por incitação ao crime e associação criminosa, com penas que variavam entre um e dois anos e meio de prisão. Já em outros três casos, o ministro adotou uma posição intermediária, defendendo condenações parciais. Os recursos analisados nesse grupo foram apresentados por Citer Motta Costa, Gabriel Corgosinho Nogueira e Erivaldo Macedo. A manifestação de Fux representa divergência em relação ao relator dos processos, ministro Alexandre de Moraes, que votou pela rejeição dos recursos. Ao justificar sua nova posição, Fux afirmou: “Meu entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar”.
Primeiro-ministro da Hungria admite derrota para oposição nas eleições parlamentares
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo, 12, e entrou em contato com o líder oposicionista Péter Magyar para parabenizá-lo pelo desempenho nas urnas. O candidato, à frente do Partido Tisza, segue rumo a uma vitória considerada expressiva no cenário político do país. Com uma parcela significativa da apuração já concluída, os dados iniciais apontavam uma vantagem ampla do Tisza, inclusive com possibilidade de maioria qualificada no Parlamento, que possui 199 cadeiras. Projeções indicavam que a legenda de Magyar poderia alcançar cerca de 136 assentos, enquanto o partido governista Fidesz teria pouco mais de cinquenta representantes. Nas redes sociais, Magyar publicou uma mensagem breve, limitando-se a afirmar: “Obrigado, Hungria”. Em outra manifestação, também mencionou o contato direto com o atual premiê. “O primeiro-ministro Viktor Orbán me telefonou para me parabenizar pela vitória.” Antes mesmo da conclusão oficial do pleito, Orbán reconheceu publicamente o resultado desfavorável. “Os resultados ainda não são definitivos, mas a situação é clara”, disse. “O resultado da eleição é doloroso para nós, porém claro.” Em seguida, destacou que a responsabilidade de governar não foi atribuída ao seu grupo político e reforçou: “Eu já parabenizei o vencedor.” Acabam de surgir as primeiras camisetas de apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Veja: Não fique fora dessa! Seja um dos primeiros a estampar a luta pelo Brasil. Para adquirir, basta clicar no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/collections/camisetas Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!
Moraes autoriza visita a Filipe Martins em horário inusitado, mas deputado frustra estratégia e denuncia injustiça
O deputado André Fernandes divulgou em suas redes sociais que o ministro Alexandre de Moraes autorizou sua visita ao ex-assessor presidencial Filipe Martins para um domingo às 8 da manhã. Segundo o parlamentar, o horário incomum teria sido escolhido para desencorajá-lo a realizar a visita devido a outros compromissos. Fernandes, no entanto, reorganizou completamente sua agenda e viajou até Ponta Grossa, no Paraná, onde Filipe Martins está preso. O deputado descreveu a experiência como histórica e emocionante. “Ao longo da história, conhecemos vários grandes homens que viveram em sacrifício durante momentos difíceis, mas nem sempre reconhecemos quando esses heróis estão entre nós. Filipe Martins é um desses personagens da história”, afirmou André Fernandes. O deputado relembrou o caso de Martins, que foi preso por uma viagem que não realizou. Após seis meses de cadeia, foi solto, mas pouco tempo depois foi preso novamente por um suposto acesso ao aplicativo LinkedIn que ele também nega ter feito. Segundo Fernandes, toda essa situação ocorre porque Moraes quer que Filipe Martins admita ter escrito uma minuta que nunca veio a público e que, supostamente, sustentaria um golpe que nunca ocorreu. Tudo isso enquanto aconteciam os momentos mais polêmicos do caso Banco Master. “Se Filipe quisesse, poderia estar solto amanhã. Todos os dias ele é abordado com ofertas de liberdade em troca de mentiras, e todos os dias Filipe recusa”, denunciou o parlamentar. André Fernandes destacou que Filipe Martins recusa diariamente sua liberdade em troca da preservação da reputação de todos os homens e mulheres inocentes envolvidos no caso 8 de janeiro. “Filipe é um tipo de ser humano cada vez mais raro: é um homem. E um homem não abandona sua honra, um homem não aceita o conforto às custas do sofrimento de inocentes”, declarou Fernandes. O deputado relatou as condições adversas enfrentadas por Martins na prisão: “Por isso, para Filipe, é preferível ser torturado, é preferível acordar com pessoas enforcadas na cela da frente, é preferível correr risco de vida na convivência com assassinos”. Fernandes descreveu a cela onde Martins está preso como tendo menos de 4m², espaço que ele viu pessoalmente durante a visita. “O corpo de Filipe Martins está sofrendo dentro daquela cela com menos de 4m² que vi pessoalmente, mas sua alma está intacta”, relatou. A visita durou apenas uma hora, mas foi suficiente para o deputado testemunhar o que chamou de “um homem honrado” e “um espírito inquebrantável”. “Na visita que fiz a ele, que durou somente uma hora, esse foi meu sentimento, o sentimento de ver um homem honrado, de testemunhar um espírito inquebrantável, o sentimento de estar participando da história junto com ele, porque no peito daquele homem está, realmente, o verdadeiro Brasil, o Brasil pelo qual eu luto e o Brasil que eu quero preservar”, concluiu André Fernandes. O deputado finalizou sua publicação com a mensagem: “Viva os heróis do Brasil. Viva Filipe Martins”.
Bruno Gagliasso surta com o irmão e ‘reclama com a mamãe’; Thiago responde e expõe hipocrisia da esquerda
O deputado Thiago Gagliasso, irmão do ator Bruno Gagliasso, não poupou palavras ao responder publicamente ao irmão na rede social X. A declaração contundente veio após Bruno ter recorrido à mãe para reclamar das posições políticas do parlamentar. “E o Bruno foi reclamar com a mamãe… ai, ai… (já respondi no Insta)”, iniciou Thiago, ridicularizando a atitude do irmão antes de partir para uma defesa enfática de suas convicções políticas. O deputado fez questão de esclarecer sua trajetória política, desmontando a narrativa de que teria migrado para a direita por interesse financeiro: “Aos meus amados haters desavisados, que fique claro: não ‘virei’ de direita e apoiador do Bolsonaro porque estava ferrado e não tinha nada, foi o contrário. Eu perdi tudo porque me declarei de direita e apoiei o Bolsonaro, com muito orgulho.” Thiago Gagliasso destacou o preço que pagou por suas posições conservadoras: “Podia ter ficado quieto em Noronha, com dinheiro de publicidade e frequentando as rodinhas de elite dos artista$ ou virado político do psol, seria mais fácil. Mas sustentei meus valores e posição política e, por isso, fui cancelado, perdi dinheiro, seguidores, acessos e contatos.” O deputado reservou o trecho mais contundente para expor o que considera uma diferença fundamental entre os lados do espectro político. Ele revelou que o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro o aconselhou a buscar a reconciliação familiar: “E digo mais: o próprio Jair Bolsonaro me aconselhou a deixar as diferenças de lado e fazer as pazes com o meu irmão. Logo o Jair, que tanto chamam de fascista, radical, genocida etc.” Para concluir sua declaração, Thiago lançou um desafio direto aos críticos: “Agora pesquisa se o Lula disse o mesmo para o Bruno. Essa é a diferença.” Confira a declaração completa: A troca pública entre os irmãos Gagliasso evidencia não apenas uma divisão familiar, mas reflete o profundo racha ideológico que atravessa o país, mostrando que nem mesmo os laços de sangue têm escapado da polarização política brasileira.
Jovem cantora gospel morre aos 21 anos após acidente em parque de diversões de Minas Gerais
Uma tragédia registrada na noite de sábado (11/4), em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, resultou na morte da cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, após um grave acidente em um parque de diversões instalado na área central da cidade. A jovem estava em um brinquedo conhecido como “minhocão” quando parte da estrutura apresentou falha durante o funcionamento. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, uma peça se soltou, provocando a queda de ocupantes. Testemunhas relataram que o equipamento teria “dobrado”, e uma parte acabou atingindo diretamente a vítima — detalhe que ajuda a dimensionar a gravidade do ocorrido. Carolina sofreu um traumatismo craniano severo e entrou em parada cardiorrespiratória ainda no local. Equipes da Brigada Municipal e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas imediatamente e iniciaram manobras de reanimação, mas, apesar dos esforços, a morte foi confirmada no próprio local do acidente. Outras três pessoas também ficaram feridas, porém com lesões leves. Elas foram encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, receberam atendimento médico e não correm risco. O parque Minas Center Park, responsável pela atração, informou em nota que lamenta profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares da vítima. A empresa declarou ainda que prestou apoio desde o primeiro momento, acionando rapidamente os serviços de emergência e colaborando com as autoridades. De acordo com a Prefeitura de Itabirito, o parque possuía alvará regular de funcionamento. O Corpo de Bombeiros também afirmou que a documentação e as exigências de segurança estavam em conformidade no momento da operação — embora isso não exclua a necessidade de apuração detalhada das causas do acidente. Neste domingo (12/4), a Polícia Civil de Minas Gerais realizou perícia no local. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da falha estrutural e eventuais responsabilidades.
Mendonça só aceita delação de Vorcaro se ele entregar tudo sobre ministros do STF
O ministro André Mendonça estabeleceu condições claras para aceitar a delação premiada de Daniel Vorcaro no Caso Master: só valerá se houver revelações completas e substanciais, incluindo detalhes sobre suas relações com ministros do Supremo Tribunal Federal. O colunista do O Globo, Merval Pereira, afirmou que Daniel Vorcaro “terá que delatar ministros do STF” para que sua colaboração seja homologada. Segundo o articulista, a delação premiada de Vorcaro só valerá se ele fornecer caminhos para provar tudo o que já se sabe e, principalmente, revelar o que ainda permanece oculto – provavelmente muita informação desconhecida até o momento. O ministro André Mendonça deixou claro que está disposto a aceitar a delação apenas se o empresário revelar fatos novos ou fornecer pistas concretas para o que já é de conhecimento público. Enrolação não será tolerada. Por exemplo, se Vorcaro não explicar detalhadamente sua relação com os ministros do STF, a delação não será aceita. Seria absurdo homologar uma colaboração premiada sem que o delator revele o que todo mundo já sabe, considerando as informações que circulam até agora. Além disso, Vorcaro terá que prestar contas sobre o dinheiro envolvido no esquema – quanto pretende ficar e quanto vai entregar. A exigência é que devolva valores significativos, caso queira manter alguma quantia. Um relatório da Polícia Federal entregue ao ministro André Mendonça, novo relator do Caso Master, revela que Daniel Vorcaro organizava festas sexuais para políticos e empresários poderosos. Os relatos envolvendo nomes como os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e até suas esposas são considerados absurdos e inacreditáveis. Porém, nem tudo saiu na imprensa. Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Livro detalha bastidores do Caso Master Detalhes, nomes e relatos dessas bizarrices estão no livro recém-lançado Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF. Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O “sistema”, certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o frete grátis para todo o país. O livro é apresentado como a “autópsia do poder brasileiro”. O valor é promocional até o dia 01/03.
Polícia Federal confirma pela segunda vez: não houve interferência de Bolsonaro na corporação
A Polícia Federal concluiu novamente que não existem elementos capazes de comprovar interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na instituição. Esta é a segunda vez que a corporação chega a essa conclusão, agora após reanálise realizada na atual gestão, conforme divulgado pela imprensa. A reavaliação do caso foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a reabertura do inquérito diante de novos questionamentos apresentados ao processo. Mesmo com a revisão dos dados já coletados anteriormente, a investigação não identificou indícios suficientes para sustentar eventual responsabilização criminal. Em manifestação oficial, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo foi claro: “Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 –CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”. A apuração teve origem em 2020, logo após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que alegou na época ter sofrido pressão para promover mudanças na direção da Polícia Federal — fato que motivou a abertura do inquérito. Em 2022, a própria PF já havia concluído pela inexistência de ingerência, encaminhando o caso para arquivamento. Naquele momento, o então procurador-geral da República, Augusto Aras, também se posicionou pelo encerramento da investigação. Mesmo com a mudança de governo, o entendimento da corporação foi mantido. A reavaliação recente não alterou as conclusões iniciais, reforçando a ausência de provas contra o ex-presidente. A reabertura do caso foi autorizada em 16 de outubro do ano passado, após solicitação do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet. Entre os elementos apresentados, estavam mensagens enviadas por Bolsonaro a Sergio Moro relacionadas à exoneração do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, além da divulgação de informações sobre investigações envolvendo aliados do governo. Segundo Gonet, seria necessário verificar se houve “efetivamente” interferência na atuação da Polícia Federal. Em depoimento, Moro afirmou que uma das razões mencionadas pelo ex-presidente para a troca no comando da PF seria a “falta de acesso a relatórios de inteligência da PF”, embora tenha reconhecido que Bolsonaro já possuía acesso legal a determinadas informações por meio do Sistema Brasileiro de Inteligência e da Abin. Apesar das duas conclusões da Polícia Federal pela ausência de elementos que comprovem interferência, a investigação tramitou durante anos e foi reaberta mesmo após o arquivamento já recomendado anteriormente.
Depois da rachadinha, Janones entra na mira do TCU por enviar R$ 4 milhões à prefeitura de sua ex
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu auditoria para investigar o repasse de R$ 4 milhões em emendas parlamentares enviadas pelo deputado André Janones (Rede) ao município de Ituiutaba, Minas Gerais. A cidade é administrada pela prefeita Leandra Guedes (Avante), que teve um relacionamento amoroso com o parlamentar no passado. Segundo documentos obtidos, a Corte solicitou esclarecimentos sobre a contratação de serviços de locação de ônibus para o transporte público, custeados com os recursos enviados em 2023. O órgão estabeleceu prazo de 12 dias para que a prefeitura comprove a correta aplicação dos valores — procedimento comum em processos de fiscalização. A transferência dos recursos ocorreu por meio do mecanismo conhecido como “transferência especial”, popularmente chamado de “emenda Pix”. Esse modelo permite que verbas da União sejam enviadas diretamente a estados e municípios, com menor exigência de convênios formais, o que costuma agilizar a execução, mas também exige maior rigor na prestação de contas. No ofício encaminhado à administração municipal, o TCU requisitou uma série de documentos detalhados, incluindo estudos técnicos iniciais, levantamento de preços, edital da contratação, propostas recebidas, pareceres jurídicos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e relatórios de fiscalização. Além disso, foram solicitados registros que comprovem a efetiva prestação dos serviços, bem como extratos bancários da conta específica utilizada para movimentar os recursos e justificativas para eventuais transferências. O caso também envolve desdobramentos políticos e pessoais delicados. André Janones e Leandra Guedes mantiveram um relacionamento entre 2014 e 2018. Em 2025, a prefeita recorreu à Justiça alegando que o deputado teria feito ameaças envolvendo fotos íntimas registradas durante o período em que estiveram juntos. Ela também afirmou que houve tentativas de interferência na gestão municipal, incluindo pedidos de demissão de servidores. Após as acusações, o parlamentar negou irregularidades e declarou: “Eu não enviei nenhuma foto, eu não cometi nenhum crime”. Vale ressaltar que Janones confessou um crime e fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República para devolver R$ 157,8 mil, após investigação sobre prática de rachadinha em seu gabinete.