O Instituto Paraná divulgou nesta segunda-feira (13) uma nova rodada de pesquisa eleitoral para o governo do estado do Paraná. Os números revelam uma liderança expressiva do senador Sérgio Moro. A seis meses da eleição, o resultado aponta para uma definição antecipada: Moro deverá ser o próximo governador do Paraná. Nos quatro cenários analisados pelo instituto, o ex-juiz da Operação Lava Jato lidera com vantagens significativas que variam entre 25 e 30 pontos percentuais sobre seus adversários. No primeiro cenário, foram testados seis candidatos: Sergio Moro, Rafael Greca (MDB), Requião Filho (PSD), Guto Silva (PRD), Tony Garcia (DC) e Luiz França (PSB). Nessa simulação, Moro lidera com 46% das intenções de voto, contra 19,7% de Greca e 17,7% de Requião. O segundo cenário analisou as intenções de voto com cinco candidatos, sem a participação de Rafael Greca. Na simulação, Moro amplia sua vantagem e lidera com 52,5%, seguido por Requião Filho, que obtém 22,9%. No terceiro cenário, cinco candidatos foram avaliados. Entra na disputa o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (Republicanos), enquanto Rafael Greca e Guto Silva ficam de fora. Nessa simulação, Moro lidera com 50,9%, contra 22% de Requião e 11,7% de Curi. No quarto e último cenário, cinco nomes foram avaliados: Moro, Greca, Requião, Garcia e França. Na simulação, o ex-juiz mantém a liderança com 46,8%, seguido por Greca, com 21,4%.
José Guimarães desiste de carreira política e assume ministério em meio ao fracasso de Gleisi Hoffmann
O deputado federal José Guimarães (PT-CE) — em seu quinto mandato consecutivo — toma posse na terça-feira (14) como ministro da Secretaria de Relações Institucionais, substituindo Gleisi Hoffmann. Com isso, ele abre mão do mandato de deputado federal e abandona a pré-candidatura ao Senado pelo Ceará. Praticamente desiste da carreira política. Seu lugar na Câmara será ocupado pelo ex-senador Inácio Arruda (PCdoB) — primeiro suplente da Federação PT-PCdoB-PV no Ceará. A troca revela o desespero do Planalto. Gleisi chegou em março de 2025 para resolver a articulação com o Congresso. Saiu 13 meses depois sem conseguir qualquer êxito. Agora Guimarães — que já era o articulador na Câmara — sobe um degrau para fazer o mesmo trabalho com outro título e maior sacrifício pessoal. Os desafios que herda são os mesmos que afundaram Gleisi: fim da escala 6×1 — travada no Congresso. Regulamentação do trabalho por aplicativos — idem. Aprovação de Messias no STF — ameaçada. E emendas parlamentares — moeda de troca que o governo usa mal. Um homem investigado por desvio de emendas vai gerenciar emendas parlamentares. Lula isolado a 61% de desaprovação nomeou seu articulador da Câmara para articular melhor — com o mesmo Congresso hostil.
Líder supremo do Irã está desfigurado e gravemente ferido desde ataque de fevereiro
O novo líder Supremo do Irã teve o rosto desfigurado e sofre de lesões graves nas pernas. Por esse motivo, o homem que governa o Irã em uma das crises mais sérias de sua história ainda não apareceu em público. A informação é da agência Reuters. A agência de notícias ouviu três fontes próximas ao círculo interno de Mojtaba Khamenei, nomeado líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte do pai no primeiro dia da guerra. O aiatolá teve o rosto desfigurado e sofreu lesão significativa em uma ou nas duas pernas no bombardeio ao complexo do líder supremo em Teerã, em 28 de fevereiro. No mesmo ataque morreram sua mulher, cunhado e cunhada. Desde então, nenhuma imagem ou gravação de áudio foi divulgada. As únicas “aparições” foram declarações lidas na TV estatal e um vídeo produzido por inteligência artificial. Apesar dos ferimentos graves, fontes afirmam que Mojtaba está mentalmente lúcido e participa de reuniões por áudio — incluindo as decisões sobre a guerra e as negociações com os Estados Unidos. O secretário de Defesa americano Pete Hegseth já havia afirmado em março que o líder estava “ferido e provavelmente desfigurado”. A TV estatal iraniana já o descreveu como “janbaz” — termo reservado para os gravemente feridos em guerra. As negociações de paz entre EUA e Irã começaram neste sábado em Islamabad. O homem que representa o Irã nessa mesa nunca foi visto desde o início do conflito. E agora sabemos o motivo.
Polícia Federal reafirma pela segunda vez: não há provas contra Bolsonaro por suposta interferência
A Polícia Federal revisou a conclusão do inquérito que havia apurado supostas interferências indevidas do então presidente da República Jair Bolsonaro na corporação e concluiu, pela segunda vez, que não há provas do cometimento de crimes no caso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia determinado a reabertura do caso. Um dos motivos seria um receio de Bolsonaro com o avanço do inquérito das fake news contra seus aliados. A PF, sob Bolsonaro, concluiu que não houve interferência indevida e o então procurador-geral da República Augusto Aras havia pedido o arquivamento da investigação. Agora, sob o governo Lula, a Polícia Federal fez uma revisão das provas colhidas e reiterou a conclusão de que não há provas para justificar uma imputação penal no inquérito. “Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP). O delegado cita, por exemplo, que a PF solicitou compartilhamento de provas do inquérito das fake news com o ministro Alexandre de Moraes que indicassem a ocorrência de interferências indevidas, mas o ministro havia respondido que não havia provas disso naquele inquérito. A conclusão diz ainda que eventuais atos de interferência detectados nos inquéritos de relatoria do ministro Alexandre de Moraes podem ser apuradas diretamente nesses procedimentos de investigação. Após receber esse relatório complementar, Moraes enviou o processo para análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele pode indicar novas diligências a serem tomadas ou requisitar o arquivamento definitivo do caso. Hoje o chefe da Polícia Federal é amigo e pau mandado de Lula, viaja bancado pelo banco Master e nada acontece. Deve ser pelo bem da democracia.
Ex-ministro demitido por assédio arruma nova ‘boquinha’ em gestão petista
Sílvio de Almeida está de volta a um cargo público. O ex-ministro de Lula foi convidado pelo prefeito petista de Maricá (RJ) para assumir funções em projetos culturais e educacionais no município. O encontro entre os dois ocorreu em São Paulo e foi divulgado pelo próprio prefeito nas redes sociais. Na publicação, Quaquá elogiou Almeida e o chamou de “grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”. O ex-ministro vai coordenar um museu voltado à história da população negra e participar da estruturação de uma universidade prevista para a cidade.
Bahia vira para oposição e Flávio Bolsonaro lidera eleição no estado que era fortaleza do PT
O estado considerado a muralha intransponível do PT sofreu um abalo eleitoral. A Bahia, que garantiu a vitória de Lula em 2022, não apenas rachou, mas virou a favor da oposição. O cenário é tão crítico que o próprio Lula já sinaliza que não é 100% certeza sua candidatura à reeleição. Lula venceu na Bahia em 2022 com esmagadores 72,12% dos votos válidos, somando mais de 6 milhões de votos. Em 2026, segundo o Instituto Veritá, o petista despencou para 48,8%, perdendo a liderança no estado. São quase 2 milhões de votos que evaporaram em solo baiano, destruindo a vantagem de 3,7 milhões que salvou sua eleição passada. Para piorar, Lula amarga 49,4% de rejeição na Bahia, perdendo o título de unanimidade no Nordeste. Diante desse quadro, Flávio Bolsonaro assume a ponta com 51,2%. Sem a Bahia, o caminho para o Planalto se torna um labirinto sem saída para o atual governo.
Novo incêndio em turbina de avião da ITA Airways assusta passageiros em Guarulhos; voo cancelado após 4 horas de espera
Um incidente similar a um caso recente voltou a ocorrer no Aeroporto de Guarulhos neste sábado (11). Uma aeronave da ITA Airways registrou incêndio em uma turbina antes mesmo da decolagem. O Airbus 330-900 estava estacionado na área de embarque do Terminal 3 quando a falha técnica foi identificada pela equipe. Desta vez, o problema foi detectado ainda no solo. A equipe de manutenção tentou resolver o problema com os passageiros ainda dentro do avião. Os ocupantes permaneceram na aeronave por quatro horas. Ao final, o voo não prosseguiu e foi cancelado. O aeroporto de Cumbica havia registrado outro incidente grave apenas 14 dias antes. Na noite de 29 de março, o motor de um avião explodiu logo após a decolagem em Guarulhos. O piloto foi forçado a realizar um pouso de emergência. Felizmente, ninguém ficou ferido no incidente anterior. Até o momento, a ITA Airways não se manifestou oficialmente sobre o incêndio na turbina ocorrido neste sábado. O espaço permanece aberto para posicionamento da companhia aérea sobre o problema técnico e as providências tomadas em relação aos passageiros que aguardaram por horas dentro da aeronave.
Zema pode ser vice de Flávio Bolsonaro em 2026? Estratégia está em jogo — Veja o vídeo!
A possibilidade de Romeu Zema integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente em 2026 ganha tração nos bastidores políticos, mas permanece distante de qualquer definição concreta. A decisão final só será tomada durante as convenções partidárias. Até lá, Zema deve manter sua pré-candidatura à Presidência da República. O movimento não é casual: trata-se de uma estratégia calculada que amplia sua visibilidade nacional, fortalece seu nome no cenário político e aumenta consideravelmente seu poder de barganha nas negociações futuras. O elemento central dessa equação política é Minas Gerais. Como segundo maior colégio eleitoral do país, o estado historicamente acompanha o vencedor das eleições presidenciais. Incluir Zema em uma chapa representa ganhar capilaridade eleitoral, reduzir índices de rejeição e ampliar o alcance para além do eleitorado estritamente ideológico. Na prática, o governador mineiro mantém todas as portas abertas até o limite do calendário eleitoral. Pode assumir a liderança da chapa, compor como vice ou negociar apoio político — sempre operando de uma posição fortalecida. No momento atual, não há decisão tomada. Mas há estratégia consolidada. E, em política, isso costuma revelar mais do que qualquer anúncio antecipado. Veja o vídeo:
Dupla de idosos é presa por assassinato brutal de jovem mãe de 20 anos
Uma jovem de apenas 20 anos, Julia Vitória do Prado da Silva, foi assassinada com golpes de faca em Tapurah (MT). A morte foi registrada como feminicídio. Natural de Santa Catarina, ela trabalhava como atendente e, segundo a família, se dedicava ao filho, que completou 4 anos nesta segunda-feira (13). Dois homens, de 66 e 75 anos, são os suspeitos do crime. Um deles confessou o assassinato e o outro teria ajudado a tentar esconder o corpo da vítima. A motivação ainda está sob investigação. Julia foi sepultada neste domingo (12). Em entrevista, o delegado responsável pelo caso, Franklin Pereira Alves, revelou um detalhe que trouxe complexidade à investigação: a vítima e o principal suspeito mantinham um relacionamento há cerca de 12 meses. Segundo o delegado, ainda não foi possível afirmar com precisão a natureza desse vínculo, se era um relacionamento amoroso ou apenas sexual. A informação reforça a linha de investigação de feminicídio ligado a relação íntima, situação recorrente em crimes dessa natureza. A polícia foi acionada após denúncias de um possível homicídio. Ao chegar no local, encontrou o suspeito em estado de nervosismo, ainda armado. O corpo da jovem foi localizado próximo a um veículo com o porta-malas aberto, indicando que o criminoso tentava esconder o cadáver. O próprio suspeito confessou o crime e indicou onde havia escondido as armas utilizadas no assassinato. Testemunhas relataram ainda que o segundo envolvido tentou ajudar a colocar o corpo no carro, mas a ação foi interrompida com a chegada de vizinhos. Apesar da confissão, a motivação do crime ainda não foi esclarecida. A Polícia Civil segue investigando o caso para entender o que levou ao assassinato da jovem.
Presença de Sebastião Melo em evento de Zucco provoca mal-estar no MDB e expõe racha no partido
A presença do prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), chamou muita atenção neste sábado (11) no lançamento da pré-candidatura do deputado Luciano Zucco ao governo do Rio Grande do Sul. O comparecimento gerou forte desconforto dentro do MDB, que tem candidato próprio na disputa: o vice-governador Gabriel Souza, ex-deputado e aliado do governador Eduardo Leite. O mal-estar dentro do partido aumentou ainda mais porque um dos principais secretários de Melo, Cesar Schirmer, titular da pasta de Planejamento e também filiado ao MDB, integra o Conselho Político de Zucco. A situação expõe uma evidente divisão dentro da sigla em relação à sucessão estadual. As inúmeras fotos publicadas nas redes sociais por apoiadores de Zucco, registrando a presença do prefeito no evento, deixaram o clima ainda mais complicado dentro do MDB gaúcho. Com o apoio de figuras de peso da política estadual, Zucco vai consolidando seu enorme favoritismo na disputa e caminha a passos largos para ser o próximo ocupante do Palácio Piratini.