A atleta brasileira de triatlo Mara Flávia Araújo, de 38 anos, morreu durante a etapa de natação do Ironman 70.3 Texas. A competição aconteceu neste sábado (18) nos Estados Unidos. A atleta, que morava em São Paulo, desapareceu na água durante a prova. O corpo foi localizado horas depois. A causa do falecimento ainda não foi divulgada. A etapa de natação começou às 6h30 no North Shore Park. A programação oficial do evento previa uma travessia de 3,9 quilômetros até o Lago Woodlands. A temperatura da água registrava aproximadamente 23 °C no momento da prova. O Gabinete do Xerife do Condado de Montgomery e o Corpo de Bombeiros de Woodlands receberam um chamado às 6h. A ligação informava sobre o desaparecimento de uma participante. As equipes de resgate iniciaram imediatamente as operações de busca na área. As informações foram divulgadas pelo canal CBS News. As autoridades norte-americanas relataram à imprensa local que a baixa visibilidade nas águas do lago dificultou as operações de resgate. Equipamentos de radar foram utilizados para localizar a atleta. O corpo foi retirado do Lago Woodlands, no Parque Northshore, às 9h. A informação foi reportada pelo canal FOX. A organização do Ironman Texas divulgou uma nota oficial nas redes sociais. O comunicado confirmou o falecimento e manifestou pesar pelo ocorrido. “Estamos tristes por confirmar a morte de uma participante da corrida durante a parte de natação do triatlo IRONMAN Texas de hoje. Enviamos as nossas mais sinceras condolências à família e amigos do atleta e vamos oferecer-lhes o nosso apoio à medida que passam por este momento tão difícil. Nosso agradecimento vai para os socorristas pela ajuda”, publicaram. Melissa Araújo, irmã de Mara Flávia, informou que a atleta competia em provas de triatlo há aproximadamente 10 anos e ela já havia participado anteriormente de competições Ironman. Mara Flávia acumulava 58 mil seguidores em suas redes sociais. Ela compartilhava regularmente sua rotina de treinamentos. Formada em jornalismo e marketing, a atleta se descrevia como “prova viva da mudança”. Ela utilizava suas plataformas digitais para documentar sua jornada no esporte. Em publicações anteriores, a triatleta relatou que iniciou sua carreira profissional aos 18 anos. Ela vendia espaço publicitário em uma rádio localizada em São Carlos, no interior paulista. Na mesma emissora, apresentava um programa dedicado a esportes radicais. Mara Flávia transferiu-se para a capital paulista. Lá desenvolveu trabalhos nas áreas de comunicação social e mídia. Foi em São Paulo que ela recebeu o diagnóstico de um problema de saúde. O fato a motivou a investir na prática esportiva. Em 2019, tornou-se triatleta profissionalmente. Em 2022, a atleta compartilhou em suas redes sociais conquistas importantes em sua carreira esportiva. Ela havia alcançado a terceira colocação no Triatlo Brasília. Venceu duas edições do GP Brasil. Obteve duas classificações para competições mundiais na categoria 70.3.
CPI do Crime Organizado: relatório rejeitado, mas escândalo permanece vivo nas ruas
O roteiro parecia previsível. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito é instaurada, investigações avançam, nomes surgem… e, ao final, o relatório que poderia consolidar tudo simplesmente não passa. Foi exatamente isso que ocorreu com a chamada CPI do Crime Organizado. O relatório final — que incluía pedidos de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador-Geral da República — foi rejeitado por maioria no Senado, encerrando os trabalhos sem um documento conclusivo. Mas aqui está o ponto central: o relatório caiu, mas os fatos não desapareceram. A CPI termina, mas os registros ficam Durante meses, a CPI produziu quebras de sigilo, depoimentos, requerimentos e análises documentais. Foram centenas de requerimentos e dezenas de medidas aprovadas ao longo dos trabalhos. Mesmo sem relatório final aprovado, tudo isso permanece registrado. E registro não se apaga com votação. Entre a política e a percepção popular A rejeição do relatório teve explicações políticas: divergências sobre indiciamentos, críticas à consistência das provas e mudanças na composição da comissão. Houve também críticas de que decisões judiciais e limitações dificultaram o avanço das investigações. Tudo isso fazendo parte do jogo institucional. Mas fora do plenário, o que cresce é outra coisa: a percepção pública. Quando não é preciso um relatório O que antes dependia de um documento final hoje circula em reportagens, em dados divulgados, em debates públicos e nas redes sociais. O chamado caso envolvendo o Banco Master ganhou proporções nacionais, com informações sobre relações financeiras, contratos e conexões que passaram a ser discutidas abertamente. E isso muda tudo. Porque quando a informação se espalha, ela deixa de depender de um carimbo oficial. O deslocamento do centro de poder Historicamente, CPIs eram o grande instrumento de revelação. Hoje, não mais. A informação já não nasce apenas dentro do Congresso, ela circula antes, durante e depois. A CPI deixou de ser o ponto de partida, e passou a ser apenas uma etapa. O que incomoda de verdade Não é a existência de uma CPI, é o que ela pode revelar. E quando a revelação já está no debate público, o impacto permanece — independentemente do desfecho formal. A nova realidade A rejeição de um relatório não encerra um assunto, ela apenas muda o campo de batalha. O debate sai do plenário e vai para a sociedade. E ali, ele não depende de votação. Conclusão O Congresso Nacional foi atropelado pelo trem governamental e seus inúmeros vagões carregados de dinheiro e a elite do atual governo socialista nacional. Conforme bem esclarecido por entrevistas de Lula, as sementes plantadas no passado hoje florescem exatamente como esperado e como aconteceu em Cuba, Venezuela e outros tantos países que adotaram o regime. Nada mais é escondido. Os galhos das sementes plantadas no passado vivem por irrigação das riquezas nacionais, em detrimento das demais sementes de sabedoria, justiça e a família brasileira. A CPI pode ter terminado sem relatório, mas a discussão está longe de acabar. Porque, no fim, a pergunta que ecoa não é mais jurídica, é pública, é política e, acima de tudo, inevitável: Quem será responsabilizado pela quebra do Brasil?
Anielle Franco cogita processar vice-presidente do PT por convidar Sílvio Almeida para cargo público
Sílvio de Almeida está de volta a um cargo público. O ex-ministro de Lula foi convidado pelo prefeito petista de Maricá (RJ) e vice-presidente do PT, Washington Quaquá, para assumir funções em projetos culturais e educacionais no município. O ex-ministro vai coordenar um museu voltado à história da população negra e participar da estruturação de uma universidade prevista para a cidade. A iniciativa de Quaquá provocou uma crise interna no PT. A ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, apontada como uma das vítimas de importunação sexual praticada por Almeida, entrou em contato com correligionários para avaliar as medidas cabíveis e considera abrir representação contra Quaquá no Conselho de Ética petista. No último fim de semana, Quaquá posou ao lado de Silvio Almeida em São Paulo e o descreveu como “grande intelectual da negritude e da periferia brasileira”. Dirigentes do PT admitiram que o gesto “pega muito mal” e classificaram a atitude de Quaquá como “provocação direta a Anielle”. Este não é o primeiro conflito entre Quaquá e Anielle Franco no âmbito partidário. Em janeiro de 2026, a ex-ministra já havia representado o dirigente no Conselho de Ética do PT. Na ocasião, o motivo foi a defesa pública que Quaquá fez dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — condenados cerca de um mês depois como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, irmã de Anielle, e do motorista Anderson Gomes.