O ator da Globo José de Abreu declarou neste sábado (2) que Lula (PT) deveria abandonar a política após levar uma “facada nas costas” de aliados. Referindo-se ao senador Jaques Wagner, o ator afirmou que o “amigo e líder no Senado” debochou da derrota política do governo. Abreu se referia à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado. O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem sido alvo de críticas por parte dos apoiadores de Lula. Logo após o resultado que confirmou a derrota do Palácio do Planalto, Wagner sorriu e abraçou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Antes mesmo do término da votação, Alcolumbre já havia sussurrado a previsão de derrota de Messias para Wagner. Para Zé de Abreu, o amigo de Lula e líder do governo no Senado debochou “ao vivo e em cores” da derrota política do Planalto.
Flávio Bolsonaro nega acordo com Alexandre de Moraes e garante: CPMI do Banco Master não foi abandonada
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou categoricamente a existência de qualquer articulação entre parlamentares da oposição e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre a CPMI do Banco Master. O parlamentar respondeu a informações de bastidores que apontavam possível troca de interesses envolvendo a comissão de inquérito. Reportagem divulgada em março pelo jornal O Globo sugeriu um acordo para barrar a CPMI em troca de benefícios políticos. Flávio Bolsonaro afirmou que “foram ouvidas fontes erradas” nas reportagens sobre o suposto pacto. O senador atribuiu a coincidência de pautas no Congresso Nacional à priorização de votações específicas. “O que houve foi coincidência de pautas. A votação da derrubada do veto da dosimetria tinha prioridade naquele momento, inclusive para beneficiar pessoas que ainda estão presas”, declarou o senador. Flávio Bolsonaro garantiu que a CPMI do Banco Master “não foi abandonada” pela oposição. O parlamentar informou que a comissão deve avançar nas próximas sessões do Congresso. A oposição seguirá pressionando pela instalação da CPMI. O pré-candidato avaliou que derrotas do governo no Congresso indicam fragilidade na articulação política do Planalto. O senador citou reveses recentes, como a rejeição da indicação de Jorge Messias e a derrubada de vetos presidenciais. O parlamentar afirmou que o Legislativo tem dado “recados” ao Supremo. Flávio Bolsonaro defendeu que o Congresso reforce sua autonomia diante das interferências do Judiciário. O senador classificou o governo como “descontrolado” nas contas públicas. Citou o aumento da dívida e da carga tributária como problemas graves que afetam a economia do país. Flávio Bolsonaro afirmou que propostas como o fim da escala 6×1 têm caráter “populista”. O senador disse que o objetivo seria melhorar a imagem do governo em ano eleitoral. O parlamentar declarou que a oposição deve atuar para barrar medidas que ampliem gastos públicos sem responsabilidade fiscal, evitando que o país mergulhe ainda mais no endividamento.
Lula ignorou três avisos de Alcolumbre e sofreu derrota acachapante no Senado
Em três momentos distintos, o senador Davi Alcolumbre avisou Lula que Jorge Messias não tinha votos suficientes para ser aprovado no Senado Federal. O petista achou que era blefe. Lula acreditou que o peso da máquina, com liberação de cargos e verbas, fosse suficiente para garantir seu terceiro ministro indicado no atual mandato. Os três avisos foram dados em encontros reservados entre Lula e Alcolumbre. Lula não ouviu e deu no que deu. A derrota doravante terá um peso descomunal. A fraqueza da articulação governista está evidenciada. E isso vai pesar muito.