Neandro Schiefler, de 46 anos, foi preso pela Guarda Civil Municipal em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O médico estava foragido da Justiça de Santa Catarina desde 2025. Ele foi condenado por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude contra pacientes em Itajaí (SC). A prisão aconteceu na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Cidade Ocian. O sistema de câmeras de monitoramento da cidade identificou o rosto de Neandro. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou as informações neste domingo (3). Os guardas municipais realizaram pesquisa pessoal após a abordagem. A consulta confirmou que Schiefler era procurado pela Justiça catarinense. O médico foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária, onde a prisão foi formalizada. A Segunda Vara Criminal da Comarca de Itajaí do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina condenou Neandro em outubro de 2025. A pena estabelecida foi de 16 anos e 4 meses de reclusão. A sentença foi proferida há aproximadamente sete meses. O mandado de prisão detalha que o médico praticou violação sexual em três ocasiões distintas. Ele cometeu estupro de vulnerável contra pessoas que, devido a enfermidade ou deficiência mental, não tinham condições de oferecer resistência. As vítimas eram pacientes que buscavam atendimento médico. Durante os crimes, Neandro filmava as vítimas. A decisão judicial apontou que o médico utilizou sua posição profissional para cometer os crimes. A Justiça entendeu que houve abuso de poder e violação de dever inerente à profissão.
Deputado burla norma da Câmara e usa verba parlamentar para favorecer sobrinhos
O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos-PB) utilizou a cota parlamentar para alugar veículos de uma empresa pertencente aos sobrinhos. A Câmara dos Deputados reembolsou o parlamentar em mais de R$ 203 mil. A operação contraria as normas da Casa Legislativa. A Construtora e Locadora JMX, que emitiu as notas fiscais, tem como sócios Thiago e Thaísa Santiago. Ambos são sobrinhos do deputado e filhos de José Milton Santiago, irmão já falecido de Wilson Santiago. As regras da Câmara proíbem o reembolso de gastos com empresas cujos proprietários sejam parentes de parlamentares até o terceiro grau. A categoria inclui sobrinhos. A Casa Legislativa confirmou a vedação. Os documentos fiscais mostram que o deputado alugou dois modelos de veículos em períodos distintos. Um deles é o Tiggo 7, da Caoa Chery. O outro é um Jeep Commander, classificado como SUV de luxo. A nota fiscal mais recente é de março de 2026. O documento registra o aluguel mensal do Jeep Commander por R$ 12 mil. Diversos documentos apresentam recibos com assinatura de Thiago Santiago, também identificado como Thiago de Azulão, ou de sua filha. O sobrinho do deputado federal é vereador em Uiraúna, município paraibano. Ele foi eleito pelo Republicanos. Entre maio de 2024 e março de 2026, a Câmara reembolsou 22 notas fiscais. A soma total dos valores restituídos ao parlamentar alcança mais de R$ 203 mil. A cota parlamentar é uma verba de natureza indenizatória disponibilizada a cada deputado federal. O recurso destina-se ao custeio de despesas do exercício do mandato. Entre os gastos permitidos estão aluguel de veículos, abastecimento de combustível e alimentação. A Câmara dos Deputados divulgou nota oficial sobre o caso. O texto reforça que existe vedação ao reembolso de despesas envolvendo bens ou serviços fornecidos por empresas que pertençam a deputados ou parentes até o terceiro grau. A proibição também se aplica a empresas de servidores da Casa.
Lula vai sofrer sua 3ª derrota humilhante, desta vez no STF (veja o vídeo!)
PT e PSOL já anunciaram que irão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar o PL da dosimetria, projeto aprovado no Congresso que estabelece critérios mais rígidos para a aplicação de penas. O jurista André Marsiglia sustenta que esta será uma nova derrota de Lula, desta vez no STF. Segundo ele, o cenário político indica que o petista enfrentará mais um revés na sua tentativa de barrar a iniciativa legislativa. Parece que o consórcio PT/STF vive os seus últimos dias. O Supremo Tribunal Federal está fragilizado e não possui nenhum interesse em comprar uma nova briga com o Poder Legislativo, especialmente após os desgastes recentes. Veja o vídeo: As derrotas humilhantes no Congresso Nacional estão se tornando o epitáfio do Governo Lula, que perde sucessivamente votações importantes e vê sua capacidade de articulação política minguar a cada nova tentativa de impor sua agenda. Lula tentou esconder, mas sua verdadeira face foi exposta. Detalhes e revelações do passado do petista estão no livro “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”. Aproveite enquanto é tempo. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/a-maquina-contra-o-homem-como-o-sistema-tentou-destruir-um-presidente-e-despertou-uma-nacao Veja a capa:
Tragédias climáticas expõem omissão sistemática de governos e oportunismo político
Todas as tragédias que acontecem no Brasil em decorrência das chuvas trazem a marca digital dos governos federal, estadual e municipal e de seus políticos. As catástrofes no Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e agora em Pernambuco permanecem vivas na memória da população. Os governantes são os primeiros a descumprir sua obrigação de promover obras destinadas a minimizar os efeitos das chuvas, especialmente no que se refere aos cuidados e à proteção da vida humana. Invariavelmente, é a população civil que toma a frente de forma organizada para socorrer os vitimados. São justamente os governantes e políticos os maiores omissos ao permitir toda sorte de irregularidades em ocupações e construções. Os ocupantes dessas áreas são aqueles alijados da sociedade por políticas públicas exploradoras e criminosas. Esses mesmos políticos são os primeiros a vir a público declarar, de forma sórdida e hipócrita, sentimentos às vítimas. De maneira calhorda, fazem da lamentação um meio de se capitalizar politicamente. São eles os que mais se beneficiam da desgraça alheia. Quando declaram “situação de emergência” ou “estado de calamidade”, trata-se de um método para receber dinheiro público que serve apenas a eles mesmos. Nada é convertido em benefícios reais, no máximo em ações paliativas e midiáticas. No ano seguinte, o ciclo recomeça. Por isso, os eleitores precisam urgentemente ficar atentos na hora de votar. De imediato, é necessário esquecer os políticos que estão há décadas ocupando os mais variados cargos públicos. É preciso avaliar o perfil de novos agentes públicos para governar os estados, para legislar nas Assembleias Estaduais e para o Congresso Nacional, especialmente para o Senado Federal. Para a presidência, a prioridade é tirar o partido petista do comando do executivo e a esquerda em geral do serviço público, já comprovadamente criminoso. De preferência, levar este partido à extinção.
Marido assassina mulher a tiros na frente dos filhos em São Bernardo do Campo
Ataís de Souza Costa, de 38 anos, foi assassinada a tiros pelo marido em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (1º). A vítima foi baleada na cabeça e no braço dentro da residência onde vivia com a família. Dois dos três filhos do casal presenciaram o momento dos disparos. Os tiros foram disparados por volta das 22h. Familiares relataram que Ataís e o companheiro, Sidnei Rosa, de 52 anos, haviam discutido momentos antes do crime. Sidnei fugiu pelo telhado da casa após efetuar os disparos, levando consigo a arma utilizada no assassinato. Natural da Bahia, Ataís deixa três filhos: duas meninas, de 21 e 13 anos, e um menino de 10 anos. A filha mais velha é de um relacionamento anterior da vítima. Os dois filhos mais novos são do relacionamento com Sidnei Rosa. Manoel Souza Costa, irmão da vítima, revelou que Ataís havia enviado mensagens de áudio há aproximadamente um mês. Nos áudios, a vítima relatava que vivia “em pé de guerra” com o marido. Segundo Manoel, a irmã mencionou que o casal enfrentava discussões frequentes naquele período. Dias após enviar os áudios, Ataís publicou fotografias nas redes sociais ao lado do companheiro e dos filhos. As imagens transmitiram a impressão de que a situação familiar havia se normalizado. “Estava tudo bem e hoje aconteceu uma tragédia dessa”, afirmou Manoel ao falar sobre o crime que vitimou sua irmã. O caso foi registrado como feminicídio no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulgou nota informando que as investigações prosseguem. As diligências policiais têm como objetivo localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias que envolveram o crime. Sidnei Rosa permanece foragido.
Presidente do TST se declara ‘juiz vermelho’ e admite militância ideológica na Justiça do Trabalho (Veja o vídeo!)
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou que existem dois tipos de juízes na Justiça do Trabalho. Ele os denominou de ‘vermelhos’ e ‘azuis’ e, de forma aberta, se declarou um ‘vermelho’, confirmando uma visão ativista que já havia sido objeto de críticas. Ao se declarar ‘vermelho’, o magistrado trabalhista acusou os juízes ‘azuis’ de supostamente defenderem ‘interesses’. Na sua concepção de justiça, Mello Filho afirma que os ‘vermelhos’ estariam a serviço de uma ‘causa’. A declaração aconteceu na conferência de encerramento do 22º Conamat, na sexta-feira (1º), em Brasília. Não foi um lapso. Foi uma confissão. Ao assumir publicamente a militância ideológica como critério de atuação jurisdicional, Mello Filho confirmou o que colegas definiram como ‘grotesco’: a substituição da imparcialidade, pilar fundamental do sistema de justiça, por um engajamento partidário disfarçado de missão social. Em outras palavras, ele confessa que a maioria dos juízes do trabalho militam por uma causa (são os vermelhos), não julgam de acordo com a lei, mas para fazer justiça social. É um discurso nauseante. Veja o vídeo:
Gestão de Jorge Messias na AGU teria renunciado a R$ 80 bilhões em litígios — BTG Pactual surge como principal beneficiado
Uma denúncia contundente foi publicada neste domingo pelo jornalista Cláudio Dantas, revelando que Jorge Messias, durante sua gestão à frente da Advocacia-Geral da União, teria aberto mão de impressionantes R$ 80 bilhões em litígios. A cifra, calculada de forma conservadora, aponta para o que pode ser a maior transferência de patrimônio público da história recente do país. O Senado rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, mas a sabatina do chefe da Advocacia Geral da União passou longe de investigar sua gestão. Ainda há tempo de fazê-lo, especialmente quando seu nome começa a ser cogitado para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, onde terá ascendência sobre a Polícia Federal. Na AGU, Messias protagonizou uma série de acordos que podem ter resultado numa renúncia de até R$ 80 bilhões em multas, indenizações e bens estratégicos para a União, segundo cálculos bastante conservadores. Após o cruzamento de despachos da SecexConsenso (a secretaria de acordos do TCU), de auditorias de órgãos de controle e relatórios de mercado, foi descoberto o que pode se configurar, em tese, a maior transferência de patrimônio público e de renúncia de receita da história recente do país. Sob o pretexto virtuoso de “destravar a infraestrutura” e “pacificar litígios”, a AGU vem atuando não como o escudo do Estado, mas como a fiadora jurídica de uma série de manobras de engenharia financeira e legal coordenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), desde a gestão de Bruno Dantas. O resultado real é um balcão de negócios onde o risco é integralmente socializado, as punições são anuladas e o verdadeiro tesouro nacional é repassado à iniciativa privada, sem concorrência e a preço de banana. Tudo isso feito com aval de um governo de esquerda que, publicamente, critica banqueiros e privatizações. O TRUQUE DA “SUCATA” E A JOIA DA COROA DAS TELECOMUNICAÇÕES De toda a fatura do “consenso”, o caso da operadora Oi é o mais emblemático e oneroso — um rombo de até R$ 50 bilhões, com estimativas que chegam a R$ 100 bilhões. O Estado brasileiro e o TCU, com o indispensável parecer favorável da AGU, aceitaram o argumento de que estavam apenas resolvendo o passivo de uma empresa falida e evitando um apagão nos telefones fixos do país. Venderam para a opinião pública a ideia de que a infraestrutura da Oi era um estorvo feito de cabos de cobre enferrujados e orelhões abandonados. A realidade, escondida nas entrelinhas da repactuação, é que junto com a sucata, o governo abriu mão da infraestrutura mais estratégica do século XXI. Pela Lei Geral de Telecomunicações, em 2025, todos os “bens reversíveis” da concessão deveriam voltar para o controle do Estado. Para evitar isso, a AGU chancelou um “encontro de contas” baseado na lei de 2019, permitindo que a Oi migrasse para o regime de autorização, onde não há devolução de bens. Dessa maneira, o governo abriu mão de cobrar quase R$ 6 bilhões em multas em dinheiro vivo e trocou a posse da infraestrutura por promessas de “novos investimentos” em escolas e cabos submarinos. O espólio definitivo — que já havia sido repassado da Oi para a V.tal, empresa controlada por fundos de investimento geridos pelo banco BTG Pactual — não tem nada de obsoleto. O que TCU e AGU entregaram em definitivo foi: – A Maior Rede de Fibra do País: Cerca de 400 mil quilômetros de fibra óptica que cortam o Brasil de ponta a ponta. Um ativo que custaria dezenas de bilhões para ser replicado do zero. – O Monopólio do Subterrâneo: A V.tal herdou a posse histórica dos dutos subterrâneos e o “direito de passagem” nas grandes metrópoles, construídos desde a época da estatal Telebrás. Não há mais espaço físico sob o asfalto das grandes cidades; quem controla o duto, dita as regras do mercado. – O Pedágio da Internet e o Sangue do 5G: A V.tal consolidou-se como a maior “Rede Neutra” do país. Operadoras gigantes e pequenos provedores não cavam mais buracos; eles pagam um “pedágio” para usar a rede da V.tal. Mais do que isso: o 5G exige uma quantidade brutal de antenas, e a única infraestrutura capilarizada o suficiente para conectar essas antenas (o backhaul) é a malha que era pública e agora é definitivamente privada. Em julho de 2024, quando o martelo do TCU bateu, o governo Lula trocou o controle da espinha dorsal do 5G nacional por um perdão de dívidas, garantindo ao BTG, de André Esteves, a liderança inquestionável no mercado de infraestrutura de dados para as próximas décadas. A SOCIALIZAÇÃO DO RISCO NA INFRAESTRUTURA A generosidade avalizada por Jorge Messias na AGU e por Jorge Oliveira no TCU — com apoio das agências e ministérios setoriais — não parou nos cabos de fibra óptica. O modelo de consenso, lançado na Presidência de Bruno Dantas no Tribunal de Contas, estendeu-se para a infraestrutura física de transportes, criando passivos ocultos de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões. No capitalismo real, se uma empresa vence um leilão de rodovia ou aeroporto e a demanda frustra as expectativas, o prejuízo é do investidor. No capitalismo de laços de Brasília, o prejuízo é do contribuinte. Concessionárias como a MSVia (BR-163/MS) e a Eco101 (BR-101/ES-BA), que descumpriram obrigações e deveriam sofrer relicitação, foram salvas por acordos que estenderam seus prazos e criaram a “banda de risco de demanda”. Se passar menos caminhão do que o projetado, o Tesouro compensa a empresa. No Galeão, a Changi não conseguia pagar a pesada outorga fixa do leilão. A AGU validou a troca por uma outorga variável atrelada ao fluxo de passageiros. Na prática, a União perde a arrecadação garantida, altera a regra do jogo depois do apito final e consagra o risco moral: o mercado entende que dar lances irreais em licitações públicas no Brasil é um excelente negócio, pois agências reguladoras como a ANTT e a Anatel serão sempre atropeladas por um acordo amigável. O DESMANCHE DA LAVA JATO E OS PRIVILÉGIOS CORPORATIVOS O pacote do consenso institucional inclui, ainda, a revisão
Flávio Bolsonaro desmonta narrativa falsa propagada por Malu Gaspar; veja o vídeo!
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desmentiu categoricamente a existência de acordo entre parlamentares da oposição e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. O parlamentar criticou duramente a apuração jornalística realizada por Malu Gaspar e declarou que “foram ouvidas fontes erradas” nas matérias publicadas sobre o assunto. Confira:
Mensagens do PCC vazam e expõem esquema milionário com dinheiro voando para Brasília
Mensagens extraídas do celular de João Gabriel de Melo Yamawaki, investigado como operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelam o transporte de grandes quantias em dinheiro vivo por meio de voos, com destino ao empresário goiano Adair Antônio de Freitas Meira. As informações constam em representação da Polícia Civil encaminhada à Justiça no âmbito da Operação Contaminatio, deflagrada na segunda-feira (27/4), que resultou em pedidos de prisão contra Meira, Yamawaki e outras quatro pessoas. Segundo o documento, Meira realizava transferências para a fintech 4TBANK por meio de boletos considerados “possivelmente fraudulentos”, emitidos pela própria empresa. Os pagamentos eram feitos por empresas e fundações ligadas ao empresário. Posteriormente, os valores retornariam a ele em dinheiro vivo, com transporte feito, em grande parte, por aeronaves fretadas, principalmente helicópteros. A investigação cruzou conversas entre os envolvidos com Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), indicando movimentações milionárias estruturadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Entre os registros analisados, consta que, em 22 de outubro de 2021, Meira pagou R$ 100 mil à 4TBANK. Na mesma data, Yamawaki emitiu um boleto de R$ 18,1 mil, referente a “5% da operação” de transporte aéreo, além de custos de deslocamento até Brasília, conforme diálogo citado pela polícia. Outra movimentação relevante ocorreu em dezembro de 2021, quando há menção a um saque de R$ 1,38 milhão em espécie. Os valores foram retirados em quatro datas diferentes por Matie Obam, enteada de Yamawaki, também investigada no caso. Conversas indicam ainda encontros presenciais para entrega de valores. Em 26 de janeiro de 2022, Yamawaki informou que chegaria ao Aeroporto de Brasília, e Meira respondeu que um veículo o aguardaria. Em seguida, houve menção à entrega de uma “bolsinha”, interpretada pela polícia como referência ao repasse de dinheiro. Outros episódios investigados incluem um possível encontro em São Paulo para entrega de R$ 570 mil em espécie e uma reunião em Palmas (TO), onde cerca de R$ 2,5 milhões teriam sido repassados. A polícia classificou essas movimentações como parte do “caminho de volta do dinheiro”. Em nota, a defesa de Adair Meira afirmou que rejeita qualquer associação do empresário a organizações criminosas ou práticas ilícitas. Segundo os advogados, as alegações sobre transporte de valores em espécie não possuem base concreta e se apoiam em elementos considerados frágeis, cuja autenticidade é contestada. A defesa declarou ainda que o empresário mantém uma trajetória pautada pela legalidade e informou que pretende prestar esclarecimentos formais às autoridades. A investigação teve origem em uma apreensão de drogas realizada em junho de 2023, em Itaquaquecetuba (SP), quando policiais encontraram cocaína e maconha em um imóvel. A partir do caso, foram identificadas conexões que levaram à descoberta de um suposto núcleo político ligado ao PCC. A análise de celulares apreendidos revelou mensagens que mencionavam estratégias para influenciar eleições e indicavam esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo a fintech 4TBANK. Essas informações deram origem à Operação Decurio, realizada em agosto de 2024, que resultou na prisão de 13 pessoas, incluindo Yamawaki.
Lutador de artes marciais é preso após espancar enteado de 13 anos e ameaçar família
Um homem de 30 anos, praticante de artes marciais, foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais após agredir brutalmente o enteado, de 13 anos, na última sexta-feira (1º), no bairro Copacabana, em Belo Horizonte. Segundo informações da ocorrência, as agressões começaram no quintal da residência da família, após o suspeito exigir que o adolescente recolhesse fezes dos cães. Insatisfeito com a forma como a tarefa foi realizada, o homem passou a agredir o jovem com socos e chutes, além de esfregar o rosto da vítima no chão. O adolescente sofreu ferimentos graves, incluindo fratura no maxilar esquerdo, corte profundo nos lábios — que demandou 10 pontos —, além de hematomas pelo corpo e dificuldade de visão no olho esquerdo. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens. Durante o episódio, a mãe do adolescente, que estava em recuperação de uma cirurgia abdominal realizada no dia anterior, tentou intervir, mas foi empurrada e ameaçada pelo companheiro. A avó da vítima também tentou conter o agressor e, segundo relato, foi ameaçada de ser jogada da escada. Ainda conforme a ocorrência, o suspeito causou danos materiais na residência, destruindo itens como televisão e videogame. De acordo com a Polícia Militar, o homem apresentou comportamento intimidatório durante a abordagem. Ele teria ameaçado a mãe da vítima e afirmado que voltaria a agredir familiares após deixar a prisão, alegando que permaneceria detido por pouco tempo. O suspeito também declarou aos policiais ser “inimputável”, mencionando um suposto diagnóstico de Transtorno do Opositor Desafiador (TOD), e afirmou não temer a Justiça. A Polícia Civil informou que o homem foi autuado por tentativa de homicídio qualificado, ameaça, violência doméstica e dano ao patrimônio. Medidas protetivas de urgência foram solicitadas e encaminhadas ao Poder Judiciário.