Reunião fora de agenda entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet. O PGR deslocou‑se ao Palácio do Planalto na manhã desta quinta‑feira (12), enquanto o país vivencia a crise envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O encontro foi considerado extremamente suspeito pelos observadores. Paralelamente, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, enviou à PGR o relatório da Polícia Federal que analisa mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O conteúdo do relatório sugere que há movimentações ainda não esclarecidas. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
Flávio Bolsonaro rebate questionamento sobre a Sapucaí e lança recado agressivo a Lula
Em tom provocativo, um jornalista de esquerda questionou Flávio Bolsonaro se ele iria para a Sapucaí este ano. A escola de samba que desfilará será presidida por um vereador petista e prestará homenagem a Lula, configurando, na visão do entrevistado, propaganda eleitoral antecipada e ilegal. Flávio não deixou o assunto sem resposta; com ironia, afirmou que só comparecerá ao desfile se o filho de Lula devolver o dinheiro dos aposentados do INSS. “Só vou para o desfile se o filho do Lula devolver o dinheiro dos aposentados do INSS”.
Filha do prefeito de Itumbiara, empresária, tem filhos assassinados pelo próprio genro
Sarah Tinoco Araújo, empresária e filha do prefeito de Itumbiara (GO), Dione Araújo, viu seus dois filhos mortos pelo próprio genro. O crime ocorreu na noite de quarta‑feira (11), quando Thales Machado, secretário de Governo municipal, atirou em Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8 anos, e depois tirou a própria vida. O fato aconteceu dentro do condomínio onde a família morava. Os meninos foram socorridos e encaminhados a hospitais da cidade. Miguel foi levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas não resistiu. Benício foi internado em estado grave no Hospital Estadual de Itumbiara e também faleceu. A Polícia Civil de Goiás trata o caso como homicídios seguidos de autoextermínio. As primeiras investigações apontam problemas conjugais como motivação e descartam a participação de terceiros. Thales deixou uma carta de despedida aos familiares, na qual citava dificuldades no relacionamento com Sarah. No documento, ele escreveu que agiu “no limite do improvável” e afirmou: “Partimos eu e meus meninos que agora são anjos que, infelizmente, vieram comigo. Nunca pensei nisso, foi hoje. Todos sabem como sou intenso e verdadeiro e não iria conseguir viver mais com essas lembranças”. Poucas horas antes do crime, Thales publicou fotos com os filhos nas redes sociais, acompanhadas da mensagem: “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”. Após a divulgação da carta, Sarah foi alvo de ataques nas redes sociais. Sarah mantinha uma carreira empresarial em Itumbiara. Ela era gestora de diversos empreendimentos, entre eles as lojas Famóveis, especializadas em móveis planejados e interiores. Também administrava um quiosque da marca de cosméticos WePink, da influenciadora Virginia Fonseca, inaugurado em novembro de 2025 no Center Plaza Shopping, local que Thales gerenciava há cerca de oito anos. Suas redes sociais foram tornadas privadas. Além dos negócios, a empresária participava de competições de beach tennis na região, demonstrando interesse por atividades esportivas além das responsabilidades familiares. A tragédia gerou comoção em Goiás e provocou o cancelamento de agendas oficiais. O governador Ronaldo Caiado deslocou‑se a Itumbiara para prestar solidariedade ao prefeito Dione Araújo, avô das crianças. Em nota oficial, o governador declarou: “A notícia de violência dentro de um lar, especialmente quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e lança toda a sociedade em um estado de luto e indignação”. A prefeitura decretou luto oficial de três dias em Itumbiara.
Repasses ao ministro Toffoli vão além de suspeitas
Não, eu não me esqueço por um minuto do que aconteceu neste país. O que ocorreu, como todos sabem, ultrapassa a compreensão de um ser humano moralmente normal. Um sistema apodrecido impôs sua força sobre boa parte da população, perseguindo suas mais sombrias ambições. Entre mortos e feridos, lamentamos os presos, os exilados e os falecidos. É impossível esquecer o que a chamada “máfia togada” e sua rede de apoio impuseram ao Brasil. Mesmo assim, não desisto da percepção de que a vida é uma luta renhida: aos fracos abate, aos fortes exalta, como escreveu Gonçalves Dias. Retirar o país das mãos dos piores parece humanamente impossível, mas cabe aos conscientes estender a mão a quem titubeia, a quem perdeu a esperança, e conduzi‑los adiante, infundindo coragem e ânimo àqueles que já desistem ao ver o rosto cínico e cruel dos que mandam. Proponho‑me a essa tarefa, ainda que pareça inútil ou louca, pois acredito ser a ação mais importante nesses anos áridos da história brasileira. Espero que, antes que a vida termine, possamos ver a corça dormir ao lado do leão, e não o contrário, como dizia Dostoiévski, que ansiava pela paz entre os homens. Hoje, há uma pequena vitória: a Polícia Federal avançou contra o ministro Toffoli, pedindo sua suspeição no gigantesco caso de corrupção envolvendo o Banco Master, do qual ele é relator. A PF descobriu repasses suspeitos em dinheiro vivo de Vorcaro ao ministro, por meio de perícia realizada no telefone do banqueiro envolvido nas bilionárias fraudes do Master. Trata‑se de gravidade monumental, pois a perícia foi entregue ao ministro Edson Fachin, e não ao relator Toffoli, aprofundando ainda mais a teia de corrupção que envolve a mais alta elite do poder na República. Espero que forças ocultas não impeçam o desmascaramento de Toffoli e seu afastamento da função que ocupa. Que a descoberta de seu nome em tenebrosas transações revele outros envolvidos, e que a PF esclareça os motivos que levaram Vorcaro – figura temida na “realidade paralela” de Brasília – a firmar um contrato milionário com outro membro da corte, por meio de sua consorte, sem contrapartida financeira aparente. Não há motivo claro que justifique o pagamento milionário de um banco que já causou graves prejuízos a instituições e pessoas físicas brasileiras. Será que todos acabarão onde merecem? Pode ser que a sujeira seja varrida para debaixo do tapete, permitindo que esses agentes permaneçam nos altos píncaros do poder, atropelando um povo que paga altos impostos e é ainda mais espoliado por quem deveria ser exemplo de boa conduta. Como diz o ditado, nunca diga nunca. O que parece impossível pode acontecer, e, se acontecer, será um dia inesquecível. Prossigamos.
Genro do prefeito de Itumbiara deixa carta e explica assassinato dos filhos antes de suicidar‑se
Thales Machado, secretário de Governo de Itumbiara (GO), atirou contra os dois filhos e tirou a própria vida nesta quinta‑feira (12). Antes do ato, deixou uma carta explicando os motivos, mencionando problemas conjugais e alegando ter sido traído pela esposa. O fato ocorreu no condomínio onde a família residia. Um dos filhos não resistiu aos ferimentos; o outro permanece hospitalizado em estado gravíssimo, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO). As crianças foram identificadas como Miguel Araújo Machado, 12 anos, e Benício Araújo Machado, 8 anos. Thales era genro do prefeito da cidade, Dione Araújo (UB). Na carta, o secretário descreveu o momento como “o limite do improvável” e afirmou que sempre buscou manter a “melhor harmonia e respeito possível” na vida familiar. “Partimos eu e meus meninos, que agora são anjos que, infelizmente, vieram comigo. Nunca pensei nisso, foi hoje. Todos sabem como sou intenso e verdadeiro e não iria conseguir viver mais com essas lembranças. A minha família, pai e mãe agradeço por tudo sempre”, escreveu Thales em um trecho da carta.
CPI do crime organizado: Garotinho acusa Moura e agita a política sergipana
A política sergipana ganhou novos contornos após a participação do ex‑governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal. Durante seu depoimento, Garotinho acusou o ex‑deputado federal por Sergipe André Moura, atualmente secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, de envolvimento com o crime organizado carioca. A declaração repercutiu imediatamente nos bastidores políticos de Sergipe, onde Moura mantém influência e articulações para o cenário eleitoral de 2026. Vale lembrar que, em 2021, o ex‑deputado André Moura foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a oito anos e três meses de prisão em regime fechado, além de ter ficado proibido de exercer cargo público por cinco anos, por peculato, formação de quadrilha e desvio e apropriação de recursos públicos. O senador Alessandro Vieira, que também é delegado da Polícia Civil, participou da CPI. O episódio ganhou ainda mais repercussão quando o relator da CPI, senador Alessandro Vieira, que integra a mesma chapa de situação do governo estadual e deve dividir palanque com André Moura nas próximas eleições, adotou um tom duro em entrevista. Vieira afirmou que “dorme e acorda com o despertador”, ao contrário de Moura, que, segundo ele, poderia “acordar com a polícia à porta”. A declaração elevou a temperatura do debate e expôs publicamente fissuras no campo político aliado. A fala do senador, além de reforçar a gravidade das acusações apresentadas na CPI, projeta efeitos diretos sobre a composição das alianças para 2026. A convivência política entre figuras que dividem o mesmo espaço eleitoral, mas trocam acusações dessa magnitude, torna‑se um desafio estratégico para o grupo governista. O governador Fábio Mitidieri, do PSD, que já antecipou voto para Lula, vai brincar o Carnaval com fantasia de bombeiro. Nos bastidores, lideranças avaliam que o episódio pode influenciar tanto a narrativa eleitoral quanto o reposicionamento de atores políticos locais. Enquanto isso, a oposição observa o desenrolar dos fatos como oportunidade para questionar a coerência e a unidade do bloco situacionista. Em meio a acusações, declarações contundentes e articulações para o futuro, a política sergipana parece viver um momento que remete à antiga brincadeira infantil de “polícia e ladrão”. Contudo, longe de ser um jogo, trata‑se de um cenário que envolve reputações, mandatos e o futuro político do estado. O senador Alessandro Vieira, que se recusa a apoiar o ex‑deputado André Moura por seu histórico de condenação, não se posiciona da mesma forma em relação a Lula, que foi condenado em 2017 a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Alessandro apoiou Lula em 2022 e, em 2026, deve continuar trilhando o mesmo caminho. Ao fim, caberá ao eleitorado acompanhar os desdobramentos da CPI, avaliar as falas e decidir, nas urnas, quem representa o quê nesse tabuleiro cada vez mais tensionado.
URGENTE: MALU GASPAR REVELA PONTO FRACO DE TOFFOLI QUE DEVE SER EXPLICADO
A cada dia os escândalos envolvendo o Banco Master aumentam. Malu Gaspar, jornalista do O Globo, resolveu tocar no “ponto fraco” do ministro Dias Toffoli que precisa ser explicado: “As conversas entre Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel sobre o pagamento do fundo Arleen para o ministro Dias Toffoli foram de dezembro de 2024 e não de 2021, como disse o ministro”, afirmou. Veja:
Revista denuncia a inércia de Davi Alcolumbre no Senado como nunca antes
O Brasil atravessa um dos momentos mais sombrios de sua história institucional. De um lado, o escândalo do Banco Master expõe vísceras de um sistema financeiro que parece ter ramificações nos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De outro, a fraude bilionária no INSS retira o sustento de aposentados para alimentar esquemas de corrupção que chegam ao entorno do próprio governo Lula. No centro desse redemoinho, uma pergunta ecoa de Norte a Sul: onde está o Senado Federal? A Constituição é clara: o Senado é o único órgão capaz de exercer o freio sobre os excessos do Judiciário. Contudo, o que se observa é uma “Casa Alta” que se diminuiu. Sob a liderança de Davi Alcolumbre, o Senado deixou de ser um poder revisor para se tornar uma correia de transmissão de interesses obscuros e de blindagens políticas. É exatamente esse o tema da nova edição da Revista A Verdade. Para ler a reportagem na íntegra, clique no link abaixo: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/79235/cade-o-senado-quando-o-brasil-esta-a-deriva
Ao vivo: Toffoli é abandonado pelos ministros de Lula (veja o vídeo)
Material explosivo encontrado pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, gerou grande preocupação entre os ministros do governo Lula. O episódio levou o Executivo a buscar distância do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes Toffoli, e alimentou especulações sobre uma possível “dança das cadeiras” no STF, que poderia abrir vaga para o ministro Jorge Messias. O Partido Novo já tomou providências e protocolou pedido de impeachment contra Toffoli, intensificando o clima de tensão no Congresso Nacional. Paralelamente, o debate se estende à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Lula. Comentadores da Globo apontam possíveis irregularidades e propaganda eleitoral antecipada, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral acabou de impedir liminares favoráveis ao PT e ao presidente. Para destrinchar esse cenário complexo, recebemos o deputado federal José Medeiros, o jornalista Julio Ribeiro e a vereadora Ellen Miziara. Assista, compartilhe e apoie o jornalismo independente. Assista ao vivo em poucos instantes: A perseguição contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro e seus aliados tem sido descrita como cruel, absurda e desumana. Há quem afirme que há planos para eliminar o ex‑mandatário, ocultar fatos de 2022, decisões judiciais controversas e uma campanha ideológica de perseguição. Apesar da tentativa de silenciar, a verdade, segundo os críticos, não será apagada.
Fachin confronta Toffoli e encaminha pedido de suspeição à PGR
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou resposta formal ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, após receber relatório da Polícia Federal (PF) que citou seu nome em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O documento foi remetido à Procuradoria‑Geral da República (PGR), que deverá se manifestar sobre eventual pedido de suspeição do magistrado. Depois do recebimento do ofício, foi protocolado no STF um pedido para que Toffoli fosse declarado suspeito no caso. Em sua manifestação, o ministro descartou a hipótese de afastamento e reiterou os termos de nota já divulgada. Ele afirmou ter recebido um “pedido de declaração de suspeição” elaborado pela PF, mas qualificou o relatório como baseado em “ilações”. Além de encaminhar o caso à PGR, Fachin informou que dará ciência do conteúdo aos demais ministros ainda nesta quinta‑feira. Em meio à repercussão do caso Master, o presidente do STF anunciou, no início da sessão de julgamentos, que haverá um “diálogo” entre os integrantes da Corte ao longo do dia, indicando articulação interna para tratar do tema. A permanência de Toffoli na Corte ficou insustentável.