A Associação Civitas para Cidadania e Cultura apresentou uma iniciativa judicial ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para invalidar a sessão plenária do Senado que rejeitou a indicação de Jorge Messias à Corte. O processo foi direcionado ao ministro Luiz Fux, responsável pela análise inicial do caso. Além de solicitar a anulação da votação, a entidade pede que o STF determine ao Senado Federal a realização de uma nova apreciação do nome indicado. A alegação central é de que houve possíveis falhas no procedimento adotado durante a sessão. Segundo o documento apresentado pela associação, um dos pontos centrais da contestação envolve um episódio ocorrido instantes antes da divulgação oficial do resultado. De acordo com a entidade, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teria sussurrado ao líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), que acreditava na derrota de Messias. Para a Civitas, embora a deliberação parlamentar em si seja considerada legítima, o procedimento teria sido comprometido pela antecipação do desfecho.
Revelados detalhes da delação de Vorcaro: contrato de R$ 129 milhões com escritório da esposa de Moraes
Em meio às investigações conduzidas pelas autoridades, a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro trouxe à tona informações sobre contratos firmados durante sua gestão à frente do Banco Master. O material foi encaminhado à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na terça-feira (5) e agora passa por análise técnica dos órgãos competentes. Segundo informações divulgadas, Vorcaro mencionou um acordo firmado com o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O contrato, segundo ele, teria alcançado o valor de R$ 129 milhões ao longo de sua vigência. O próprio banqueiro afirmou que o acordo não representou o maior contrato firmado pela instituição, destacando que outros compromissos financeiros superaram esse montante. Ele também sustentou que não houve qualquer troca de favores envolvendo o ministro Alexandre de Moraes em decorrência da relação contratual estabelecida. O contrato em questão previa a prestação de serviços jurídicos especializados. Os pagamentos, estipulados em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões, seriam realizados ao longo de três anos. A vigência do acordo começou em fevereiro de 2024 e foi encerrada em novembro de 2025, após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e a prisão de Vorcaro no contexto da Operação Compliance Zero. Em manifestação oficial, o escritório de Viviane Barci confirmou a existência do contrato e apresentou detalhes sobre a execução dos serviços. Segundo a nota, foram realizadas 94 reuniões de trabalho com representantes do banco, somando 267 horas de atividades. Além disso, foram elaborados 36 pareceres e opiniões legais envolvendo temas como aspectos previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, compliance, proteção de dados e crédito. Nesta etapa do processo, investigadores avaliam a consistência das informações fornecidas por Vorcaro, buscando identificar se há elementos que corroborem suas declarações. Caso considerem necessário, novas informações poderão ser solicitadas ao banqueiro para complementar o material apresentado. Somente após essa fase de verificação é que a proposta de delação será encaminhada para decisão do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, que poderá homologar ou rejeitar o acordo. Se houver validação, a expectativa da defesa é que Vorcaro passe a cumprir prisão domiciliar.
Michelle Bolsonaro revela rotina de cuidados com ex-presidente e faz reflexão sobre o futuro
Na madrugada desta quarta-feira, 6, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para compartilhar detalhes do cotidiano ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar enquanto se recupera de uma cirurgia no ombro direito. Em sua publicação, Michelle expressou uma reflexão de caráter pessoal sobre o futuro e a reciprocidade no relacionamento. “Talvez eu não tenha, ao meu lado, um companheiro que um dia cuide de mim assim, que me dê banho, seque minhas pernas, me ajude a vestir o pijama, cuide do meu cabelo para que eu não me deite com ele molhado”, afirmou a ex-primeira-dama. Apesar de mencionar cansaço físico e relatar estar com um tendão inflamado na mão, ela destacou que encontra sentido no cuidado prestado ao marido. Segundo descreveu, a dedicação é acompanhada de um sentimento de tranquilidade e propósito, mesmo diante das dificuldades físicas enfrentadas. Michelle ainda escreveu sobre a motivação por trás de seus cuidados: “Essa é a forma mais simples e mais sincera de expressar o meu amor, o meu respeito e a minha gratidão, por ele me amar, me respeitar, honrar nossa aliança diante de Deus e dos homens, cuidar de mim e dos meus e por ter colocado a própria vida em risco por um propósito maior, resgatar a nossa nação”. A declaração está repercutindo nas redes sociais.
Ex-ministro de Lula expõe a política de Marina Silva: ‘Deixou os índios na pobreza’ (Veja o vídeo!)
Em entrevista ao Podcast A Verdade, Aldo Rebelo, ex-ministro do governo Lula, fez duras críticas às organizações não governamentais (ONGs) e às políticas ambientais que, segundo ele, impedem o desenvolvimento do país. O ex-ministro apontou que bilhões em investimentos de empresas privadas estão paralisados por questões de licenciamento ambiental. “O licenciamento se tornou um fator de atraso do país”, denunciou Rebelo. Segundo ele, as ONGs, financiadas por interesses internacionais, atuam dentro de órgãos como IBAMA, FUNAI, Ministério do Meio Ambiente e ICMBio para “paralisar o Brasil”. “É como se o Brasil estivesse condenado a não ter direito ao desenvolvimento”, afirmou o ex-ministro, em uma das falas mais contundentes da entrevista. Aldo Rebelo também escancarou a hipocrisia de autoridades ligadas às políticas ambientais: “Ministra Marina Silva diz que a região amazônica é um paraíso, mas fugiu de lá, decidiu morar nos Jardins, em São Paulo. Marina abandonou o Acre e Sônia Guajajara, ‘da tribo Faria Lima’, também vive em São Paulo. Essas pessoas precisam ser afastadas da cena”, afirmou com veemência. Veja o vídeo: Para assistir à entrevista completa, acesse: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/82289/podcast-a-verdade-ex-ministro-de-lula-diz-que…
Lula manda emissário sondar Alcolumbre e resultado não é nada bom
Lula escalou um de seus ministros para sondar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre. José Múcio, ministro da Defesa, foi o incumbido da missão. O petista está pressentindo que a possibilidade de indicar um novo ocupante do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) está se esvaindo. O encontro ocorreu na residência oficial do Senado. A conclusão de Múcio é que “o momento é de apaziguar”. Sobre uma nova indicação para o STF, a avaliação do ministro foi direta: “Não é hora de apresentar nova indicação, nada, é deixar decantar.” O ministro disse ainda que Alcolumbre pretende encontrar Lula, mas ‘mais para frente’. Em outras palavras, o presidente do Senado está mantendo distância de Lula. Alcolumbre está com o foco direcionado exclusivamente em sua reeleição e sabe que para isso tem que se distanciar de Lula e tentar se aproximar de quem vai vencer a eleição. Por isso, Messias foi rejeitado e a indicação do próximo ministro vai ficar para 2027.
Jaques Wagner teria chorado em voo após derrota histórica de Jorge Messias no Senado
O líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner, apontado por muitos como ‘traidor’, teria chorado no voo para a Bahia logo após a votação que rejeitou o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Quem afirma isso é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar, que estava no mesmo voo que Wagner após a derrota histórica de Jorge Messias. “A gente voltou no mesmo voo porque o governador Jerônimo Rodrigues cumpria agenda em Brasília. Wagner não disse uma palavra e, quando o assunto surgiu, dava para ver lágrima no olho dele pela não aprovação”, afirmou Alencar. Segundo informações, Jaques Wagner teria induzido Lula ao erro ao garantir que pelo menos 45 senadores aprovariam o nome de Messias para a vaga na Corte. Essa estimativa teria dado falsa tranquilidade ao presidente Lula, fazendo com que os apoiadores mais entusiasmados de Messias se desmobilizassem justamente no dia da votação decisiva. Por outro lado, aliados de Messias afirmam que Jaques Wagner fez “corpo mole” durante o processo de articulação política. O motivo que circula entre petistas é um só: Wagner teria outro candidato para a vaga no STF. O candidato do senador baiano seria o atual ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.
Ministro de Lula pede desculpas a Marcel van Hattem e promete providências contra general (veja o vídeo)
O ministro da Defesa de Lula, José Múcio, demonstrou ter a dignidade que o general Emílio Vanderlei Ribeiro não teve quando partiu para cima do parlamentar tentando intimidá-lo, em plena Câmara dos Deputados. Segundo apuração, Múcio pediu desculpas ao deputado Marcel van Hattem pelo comportamento inadequado do oficial. De acordo com o deputado Marcel van Hattem, Múcio também prometeu adotar providências contra o general, que “desrespeitou o deputado, o Parlamento e as próprias Forças Armadas”. O episódio ocorreu na semana passada, após reunião na Câmara dos Deputados. Na ocasião, o general Emílio abordou Van Hattem depois de um pronunciamento crítico feito pelo deputado na Comissão de Relações Exteriores. Van Hattem havia criticado o comandante do Exército, general Tomás Paiva, a quem chamou de “frouxo” e de ajudante de ordens do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Após a sessão, já na saída da comissão, houve o encontro entre o deputado e o general Emílio, com troca de palavras em tom ríspido. Van Hattem repetiu críticas ao oficial e ao comandante do Exército, afirmando que ambos seriam “frouxos” por, segundo ele, se dobrarem a Moraes. Veja o vídeo:
Conselho de Ética aprova suspensão de três deputados conservadores que protestaram por Bolsonaro e anistia — Veja o vídeo!
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (5), a suspensão dos mandatos dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS). A decisão aprofunda a crise entre a oposição conservadora e a cúpula do Congresso Nacional e ainda precisará passar pelo plenário da Câmara. A votação já provocou forte reação entre parlamentares de direita e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os três deputados foram acusados de quebra de decoro parlamentar por terem participado da ocupação da Mesa Diretora da Câmara, em agosto de 2025, durante o protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e em defesa da anistia aos presos do 8 de janeiro. Na ocasião, parlamentares da oposição bloquearam o funcionamento do plenário por mais de 30 horas, pressionando Hugo Motta a pautar o projeto da anistia. O relator do processo, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), afirmou que a punição seria necessária para impedir que episódios semelhantes se repitam. Segundo ele, o Parlamento não pode tolerar ações que interrompam o funcionamento da Casa. O parecer foi aprovado por 13 votos a 4 nos casos de Van Hattem e Pollon, enquanto Zé Trovão teve a suspensão aprovada por 15 votos a 4. Durante a sessão, Marcel Van Hattem classificou o processo como uma “perseguição política” e afirmou que a punição representa uma tentativa de silenciar parlamentares da oposição. O deputado também comparou o caso ao tratamento dado aos presos do 8 de janeiro e afirmou que não houve qualquer ilegalidade em sua conduta. Zé Trovão seguiu linha semelhante e declarou que os parlamentares estavam sendo punidos por exercer oposição ao sistema político dominante em Brasília. Já Marcos Pollon afirmou que a manifestação foi pacífica e sustentou que a reação da Câmara possui motivação política. Nos bastidores, deputados ligados à direita enxergam a decisão como um recado direto da cúpula da Câmara contra qualquer tentativa futura de enfrentamento institucional. Para aliados de Bolsonaro, o episódio marca uma escalada no conflito entre o establishment político e parlamentares identificados com a pauta conservadora. A oposição promete recorrer da decisão na Comissão de Constituição e Justiça e também no plenário da Câmara. Veja o vídeo:
Randolfe Rodrigues avalia desistir da reeleição ao Senado após sequência de pesquisas desfavoráveis
Desde o ano passado, as pesquisas de opinião pública apontam o senador Randolfe Rodrigues fora das duas vagas para o Senado que estarão em disputa no Amapá. Diante desse quadro desfavorável, começa a ser cogitada a possibilidade de o petista desistir de sua candidatura à reeleição. Randolfe Rodrigues pode recuar para disputar vaga de deputado federal — tudo para não correr o risco de ficar sem mandato. A decisão seria motivada por uma questão de sobrevivência política.
Justiça determina que ex-mulher de Stênio Garcia pague R$ 5 mil por mês ao ator de 94 anos
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que Clarice Piovesan pague mensalmente R$ 5 mil a Stênio Garcia. O valor corresponde a uma compensação pelo uso de um apartamento de cerca de 80 m² em Ipanema, na zona sul carioca. A decisão foi tomada no contexto de uma ação em que o ator busca reaver o direito de usufruto do imóvel transferido às filhas do casal. Stênio Garcia, de 94 anos, move a ação para recuperar seus direitos sobre a propriedade. Segundo o ator, ele adquiriu o apartamento em 1986 e, anos depois, em 1992, transferiu a propriedade para as filhas, Cássia Garcia e Gaya Piovesan, que ainda eram menores, mantendo para si o direito de usufruto vitalício, ou seja, o direito de usar ou obter renda do bem durante toda a vida. A transferência do apartamento para as filhas originou o litígio que tramita na Justiça. O ator alega que esse direito não estaria sendo respeitado. Ele afirma que as filhas se recusam a permitir que ele utilize o imóvel ou obtenha renda com ele, enquanto Clarice reside no local. Em abril, Stênio apresentou a ação contra a ex-mulher e as filhas com o objetivo de reaver a posse do imóvel. A defesa do ator, representada pelo advogado Luiz Mantovani, afirmou ter obtido uma “vitória parcial” na disputa judicial. A manifestação indica que a decisão representa um avanço nos interesses de Stênio Garcia, embora o processo principal, que trata da posse definitiva do apartamento, ainda não tenha sido concluído. O pagamento mensal deverá ser cumprido por Clarice Piovesan enquanto a questão do usufruto não for resolvida. O apartamento está localizado em um dos bairros mais valorizados do Rio de Janeiro. Stênio afirma enfrentar dificuldades financeiras desde o fim do contrato com a TV Globo, em 2020. De acordo com ele, a renda atual se limita à aposentadoria, que não cobriria despesas básicas, como medicamentos e cuidados pessoais. O ator também declarou estar afastado das filhas desde 2023 e diz se sentir abandonado tanto afetiva quanto materialmente. Além da posse do imóvel, ele pede uma indenização de R$ 200 mil por perdas e danos. Também solicita, na Justiça, o direito de entrar no apartamento para exercer seu usufruto, mesmo que seja necessário uso de força policial. Na semana anterior, o caso ganhou um novo capítulo. A defesa do ator acusou Clarice e Cássia de tentarem impedir o acesso a documentos que comprovariam o aluguel do imóvel entre 2019 e 2023. Segundo o advogado, uma imobiliária teria sido orientada a não fornecer essas informações. Diante da situação, a equipe jurídica chamou a Polícia Militar para registrar o ocorrido e garantir testemunhas. O advogado também sustenta que o processo não deve ser visto apenas como uma disputa familiar, mas como uma medida para assegurar a dignidade e a subsistência do ator. A determinação judicial representa uma medida provisória. O processo segue seu curso nas instâncias competentes.