O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, demonstrou firmeza e compromisso com a transparência ao conduzir a aprovação da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em sessão marcada por intensa disputa política. Com regimento em mãos e após verificar por duas vezes o posicionamento dos parlamentares, Viana proclamou o resultado favorável à medida, garantindo que a comissão avance nas investigações sobre fraudes no INSS sem ceder a pressões. Sua postura reforça o papel fiscalizador do Legislativo, priorizando o esclarecimento de suspeitas que envolvem recursos públicos e possíveis irregularidades no sistema previdenciário. Diante de tentativas de anulação por parte da base governista, que recorrem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o senador mineiro reafirmou sua confiança na legalidade da deliberação e sinalizou disposição para recorrer ao Supremo Tribunal Federal, inclusive ao ministro André Mendonça que já autorizou quebra similar em inquérito paralelo, caso haja interferência indevida. A determinação de Viana em defender a independência da CPMI e o direito à ampla investigação é vista como um marco de resistência à blindagem, assegurando que a verdade prevaleça em prol da sociedade brasileira e da lisura nas instituições.
Polícia conclui inquérito: secretário assassinou os dois filhos enquanto dormiam e cometeu suicídio em seguida
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) apresentou nesta sexta-feira (27) a conclusão do inquérito sobre a morte do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, e de seus dois filhos, de 12 e 8 anos. De acordo com a corporação, Thales agiu sozinho e realizou um disparo de arma de fogo em cada criança, na região da têmpora direita. Segundo o delegado responsável pela investigação, Pedro Sala, os meninos estavam dormindo no momento do crime. Thales chegou a enviar uma foto à mãe das crianças, mostrando os meninos dormindo e realizando ali uma ameaça. Ainda segundo o delegado, ele já estava programando o mal que faria aos filhos. Conforme a explicação do delegado Pedro Sala, as duas crianças foram encontradas na mesma posição em que receberam os disparos. Segundo o investigador, Thales atirou contra os meninos e, logo em seguida, atirou contra a própria boca. Ele morreu antes dos filhos, o que elimina a possibilidade de outra pessoa na cena do crime.
Os sete bebês nascidos em campo de concentração nazista: história de sobrevivência chega ao Brasil (Veja o vídeo!)
No cenário devastador da Segunda Guerra Mundial, marcado por destruição, morte e sofrimento generalizado, milhares de pessoas eram assassinadas nas câmaras de gás enquanto outras sucumbiam à fome e às doenças. O cotidiano estava impregnado de dor, medo e desesperança, em um período em que a vida humana parecia não ter valor algum. Foi nesse contexto brutal que nasceu George Legmann, o primeiro dos sete bebês que vieram ao mundo em 1944, dentro do campo de concentração de Dachau, na Alemanha. Os pais de Legmann eram da Transilvânia, região disputada entre Hungria e Romênia. Durante a guerra, a Hungria se alinhou ao Eixo liderado por Hitler e recebeu como recompensa a Transilvânia do Norte, antes pertencente à Romênia. Essa anexação trouxe consequências trágicas: a comunidade judaica foi submetida às políticas antissemitas e deportada para campos de concentração. Na capital da região — Cluj-Napoca em romeno, Kolosvár em húngaro e Klausenburg em alemão — os judeus foram reunidos em uma antiga fábrica de tijolos, escolhida por sua proximidade com a linha férrea. Dali, em vagões de carga destinados originalmente ao transporte de gado, seguiram para Auschwitz-Birkenau, o maior complexo de extermínio nazista. Entre os deportados estavam familiares de Legmann: seu tio materno, avô e avó. O tio, de apenas 16 anos, debilitado por uma infecção no pé, foi enviado diretamente às câmaras de gás, assim como o avô. Dachau e os sete partos O campo de Dachau chegou a ter cerca de 154 subcampos, onde os prisioneiros eram rigidamente controlados. Em um desses locais, um médico encontrou sete mulheres grávidas. Ao pedir instruções a Auschwitz, recebeu como resposta que poderia “fazer o que desejasse”, já que as tropas soviéticas se aproximavam e os nazistas tentavam ocultar seus crimes. Em dezembro de 1944 nasceu George Legmann. Poucos meses depois, em abril de 1945, Dachau foi libertado pelas forças aliadas. O médico que havia encontrado as mulheres grávidas permitiu que elas sobrevivessem e deu cinquenta latas de leite condensado para alimentar os recém-nascidos. Esse gesto pesou em seu julgamento: em vez da pena de morte, recebeu uma sentença de oito a dez anos de prisão. Entre os prisioneiros no campo de concentração estava o ginecologista judeu húngaro Dr. Kovács, que ajudou todas as mães nos partos. A mãe de Legmann, após dar à luz, auxiliou o médico nos demais nascimentos. O bebê Leslie quase não sobreviveu: sua mãe contraiu tifo e a placenta não se desprendia. Em uma intervenção decisiva, o médico conseguiu salvar sua vida. Miriam, sua mãe, demonstrou enorme resistência e coragem, tornando-se a última entre aquelas mulheres a falecer. O recomeço no Brasil Após escapar do Holocausto, um tio de Legmann deixou a Romênia e, passando pela Bulgária e Alemanha, encontrou em um jornal o anúncio de uma fábrica de chocolates em São Paulo que buscava um mestre chocolateiro. Com experiência adquirida na antiga fábrica de seu pai, candidatou-se e foi convidado a trabalhar no Brasil. Em 1960, graças a um acordo diplomático firmado pelo chanceler Santiago Dantas, cinquenta famílias romenas puderam emigrar legalmente para o país — entre elas, a de Legmann. Assim, chegaram a São Paulo e começaram literalmente do zero, mas com a chance de reconstruir a vida em segurança. A memória preservada Essa história será apresentada pela primeira vez em uma exposição mundial, no Senado Federal em Brasília, no dia 3 de março. Depois seguirá para o Memorial do Holocausto em São Paulo, em 13 de abril, e em julho estará no Catavento Cultural, que recebe até 90 mil visitantes por mês. Há também parceria em andamento com a Fiesp, alcançando cerca de 140 escolas do SESI em São Paulo. A Record fez uma reportagem sobre essa história:
Gilmar Mendes usa manobra jurídica para blindar empresa de Toffoli e desmoraliza STF
O jurista André Marsíglia expôs a operação jurídica questionável que permitiu que a quebra de sigilo da empresa de Dias Toffoli caísse nas mãos de Gilmar Mendes. Uma notória manobra que desmoraliza o Supremo Tribunal Federal. “Li a decisão de Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo da Maridt. É difícil tratá-la como um ato jurídico; trata-se, na prática, de uma manobra política, uma camaradagem com a empresa de que Toffoli confessou ter sido sócio”, afirmou Marsíglia. Segundo o jurista, Gilmar não foi sorteado nem havia fundamento para prevenção. A empresa peticionou em um mandado de segurança de 2021, relativo à CPI da Covid e já encerrado, alegando suposta similitude fática. Gilmar reativou o caso e nele concedeu, de ofício, habeas corpus para impedir a quebra de sigilo. “Trocando em miúdos: a Maridt escolheu o relator, o relator acolheu a escolha e ainda proferiu decisão sem pedido em processo com objeto estranho ao caso concreto”, explicou Marsíglia. De quebra, abre-se precedente para que Gilmar dispute adiante a relatoria de pedidos de suspensão de quebras de sigilo da Maridt e Lulinha, casos que hoje estão com o ministro André Mendonça. “Levado a sério esse precedente do Gilmar, bastará ao advogado ‘cavocar’ um processo antigo com alguma decisão que lhe seja favorável, peticionar nele e garantir não só o relator, mas o próprio resultado”, alertou o jurista. Esta é a primeira vez na história que uma investigação parlamentar avança sobre a cúpula do Judiciário, em meio às suspeitas que a Polícia Federal investiga contra o ministro Dias Toffoli, incluindo possível prática do crime de corrupção passiva.
Declaração de renda de Viviane Barci foi mesmo vendida dentro da Receita por R$ 250
Os dados fiscais da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foram efetivamente vendidos. O documento sigiloso foi negociado por apenas R$ 250. O mesmo valor foi cobrado pela declaração de Imposto de Renda do advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. A confirmação consta dos depoimentos prestados à Receita Federal por um vigilante terceirizado e por um empregado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), cedido à Receita Federal. Os dois funcionários atuavam na agência da Receita localizada no bairro de Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro. Ambos afirmaram em depoimento que apenas receberam o número de CPF a ser pesquisado e realizaram a busca nos sistemas, sem saber que se tratava de parentes de ministros do Supremo Tribunal Federal. Durante os depoimentos, os dois admitiram operar o esquema de venda de informações sigilosas há anos. Revelaram ainda que também comercializavam lugares na fila de atendimento da Receita Federal.
Deputada do PSOL é apontada como pivô de separação entre parlamentares do partido após traição
Os bastidores do Congresso Nacional foram agitados por um episódio envolvendo os deputados federais Fernanda Melchionna e Orlando Silva, ambos do PSOL. No dia 19 de fevereiro, Fernanda anunciou publicamente o término da relação, informando que a separação teria ocorrido no dia 9 do mesmo mês. Segundo apuração, o rompimento teria sido motivado pela descoberta de traições, sendo que ao menos uma delas envolveria outra deputada federal do PSOL. A parlamentar em questão é Talíria Petrone, colega de partido de Melchionna no PSOL. Conforme relatos divulgados, a relação entre Fernanda e Talíria estaria abalada desde o início do ano, e as duas não estariam mais se falando. Ainda segundo as informações, Talíria e Orlando teriam sido vistos juntos em Brasília na noite da última quarta-feira (25/2), mesmo após a separação ser tornada pública. O rompimento também teria se refletido nas redes sociais: Fernanda deixou de seguir Talíria e Orlando, que também não a seguem mais. Já Talíria e Orlando continuam conectados entre si nas plataformas digitais.