O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas, desde que mantenha a evolução clínica positiva. A informação consta no boletim médico divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Hospital DF Star, em Brasília. Segundo a equipe responsável pelo atendimento, Bolsonaro apresenta quadro estável, sem novas complicações. Ele está internado para tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de um episódio de broncoaspiração. Apesar da melhora, o ex-presidente permanece sob monitoramento intensivo, recebendo antibióticos por via intravenosa e acompanhamento clínico contínuo. O tratamento inclui ainda sessões de fisioterapia respiratória e motora, fundamentais para a recuperação. A internação no DF Star teve início no dia 13 de março, após Bolsonaro passar mal enquanto estava no 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (BPM), conhecido como Papudinha. No campo jurídico, também nesta segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável ao pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente. Caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes analisar a manifestação da PGR e decidir sobre a concessão ou não do benefício solicitado.
Governo Lula não se surpreende com parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro
A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto sobre o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi de que o parecer não trouxe surpresa nem provocou reações de espanto dentro do governo. Nesta segunda-feira (23/3), a PGR manifestou-se favoravelmente ao pedido apresentado pela defesa do ex-mandatário, que solicita o cumprimento da pena em regime domiciliar por motivos humanitários. A análise foi interpretada por auxiliares do presidente Lula como algo previsível diante do contexto atual. Nos bastidores do governo, assessores apontam que tanto o estado de saúde de Bolsonaro quanto a pressão exercida por seus apoiadores já indicavam uma possível inclinação nesse sentido por parte do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Aliados do presidente também avaliam que permitir o cumprimento da pena em casa poderia contribuir para reduzir o discurso de perseguição política frequentemente levantado por setores da direita. Além disso, destacam que a condição de ex-presidente poderia justificar um tratamento diferenciado. Por outro lado, há preocupação entre integrantes do governo de que a medida amplie a margem de atuação política de Bolsonaro. Segundo esses interlocutores, a prisão domiciliar poderia facilitar articulações, inclusive com a possibilidade de organização de atividades políticas diretamente de sua residência. Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo Gonet afirmou que “está positivada a necessidade da prisão domiciliar, que garante os cuidados indispensáveis ao monitoramento integral do estado de saúde do ex-presidente”. O procurador-geral ressaltou ainda que a medida deve ser acompanhada de reavaliações periódicas, considerando tanto a evolução clínica quanto as condições de segurança necessárias para assegurar o cumprimento da sanção penal. “O parecer é pelo deferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária formulado em favor de Jair Messias Bolsonaro”, declarou.
PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar para Bolsonaro; decisão final é de Moraes
A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro por questões de saúde. O parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que agora possui tanto os laudos médicos quanto a recomendação oficial do Ministério Público em mãos, mas a decisão final continua sendo exclusivamente dele. O deputado Gil Diniz comentou sobre a situação: E aqui fica o ponto: Gonet só se manifesta quando é provocado por Moraes, e, na prática, costuma seguir a linha que o próprio ministro já indicou. Se até a PGR reconhece a necessidade da domiciliar, a tendência natural é que Moraes conceda. Qualquer decisão em sentido contrário não será técnica, será política.
Morre aos 43 anos o bilionário dono do OnlyFans após luta contra o câncer
Faleceu nesta segunda-feira (23), aos 43 anos, o empresário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, proprietário da plataforma OnlyFans. A confirmação da morte foi divulgada pela própria empresa em comunicado oficial à Bloomberg. Nascido em 1982 na cidade de Odessa, na Ucrânia — então parte da União Soviética —, Radvinsky mudou-se ainda criança para os Estados Unidos, onde construiu sua carreira empresarial e acumulou uma fortuna bilionária. Em nota oficial, a empresa informou: “Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Leo faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer.” O comunicado acrescentou que “a família pediu privacidade neste momento difícil”, destacando o perfil reservado que o empresário sempre manteve. Radvinsky adquiriu o controle da plataforma em 2018, quando comprou participação majoritária no negócio, até então pertencente à família Stokely, do Reino Unido. A partir dessa aquisição, a empresa passou por uma transformação significativa em seu modelo de negócios e alcance global. Fundado em 2016, o OnlyFans ganhou notoriedade mundial ao permitir que criadores de conteúdo monetizassem diretamente suas produções — muitas vezes com material considerado inadequado para outras redes sociais. Esse formato impulsionou o crescimento acelerado da plataforma, especialmente durante o período da pandemia. Segundo informações da Bloomberg, o empresário havia iniciado negociações para vender parte da companhia, embora as tratativas ainda estivessem em fase preliminar. Apesar de sua relevância no setor digital, Radvinsky mantinha um perfil extremamente discreto, evitando exposições públicas e entrevistas. Ele residia na Flórida, nos Estados Unidos, e possuía uma fortuna estimada em 4,7 bilhões de dólares, conforme o ranking de bilionários de 2025 da revista Forbes, ocupando a 870ª posição global. Sua trajetória empresarial começou ainda jovem, quando estudava economia na Northwestern University. No final da década de 1990, ele criou a empresa Cybertania. Segundo a Forbes, nesse período ele administrava sites que ofereciam acesso a senhas hackeadas, o que marcou os primeiros passos de sua atuação no ambiente digital.
Pesquisa AtlasIntel revela: 60% da população repudia ações do STF
A pesquisa AtlasIntel trouxe um dado significativo que merece atenção. Pela primeira vez, 60% da população entrevistada está contra o Supremo Tribunal Federal e repudia suas ações. Com a prisão secreta do contador que vazou os dados, Xerxes decidiu dobrar a aposta. A avaliação é que agora o ministro pode ter se deixado convencer pelos pares e pode libertar Bolsonaro para ajudar a estancar as manchetes negativas. Independente disso, até a esquerda começou a trabalhar pelo impeachment dos ministros. Michele vai visitá-lo essa semana.
Brasil dividido: quando um será preso e o outro solto?
No Brasil de 2026, os dias e as noites se alternam com uma só questão fervilhando na cabeça de milhões de brasileiros que dela não se esquecem por um minuto sequer – ainda que isso não transpareça de maneira mais evidente. Trata-se de uma questão envolvendo duas figuras públicas de grande relevância, para o Bem e para o Mal, sem a qual a República não poderá continuar sem risco de não ser mais uma República nem lugar seguro para criar filhos, certos de que o que prevalecerá é a alternativa de que quem tem juízo deverá obedecer ao juiz sem juízo, aquele que paira incólume sobre todos os demais, ainda que sobre ele existam acusações que transbordam, em verdadeira enxurrada de fatos, água caudalosa de provas difíceis de se enxugar. Assim como os dias e as noites se alternam, duas perguntas a respeito das duas figuras pairam na atmosfera de um país cindido, destroçado em sua essência, ancorado em escombros que se deseja recuperar. Quando um será preso? Quando o outro será solto? Sem que esses dois acontecimentos se realizem, o país segue em compasso de espera, com breque de mão puxado, tensionado, coração na mão, e desculpa alguma, venha de onde vier, poderá destravar essa paralisia, sob pena de tensões ainda maiores. Em 2019 éramos crianças de jardim de infância. Em 2026 somos adultos pós-graduados e mestres. O que não sabíamos, ou apenas pressentíamos, hoje sabemos com certeza irredutível. A grande trama que se desenvolveu no país durante os últimos sete anos – e aqui não entrarei nos detalhes por demais conhecidos por todos nós – agora encontra o seu desenlace. Os papéis se invertem, dia após dia, na medida em que aquilo que permaneceu nos subterrâneos ascendeu à luz do dia, mostrando e comprovando que nem tudo que reluziu como ouro assim o era. Uma decepção imensa ver o grande defensor da democracia reduzido a pó, envolvido em tenebrosas transações, em que relutam em acreditar, em negação maníaca. A verdade dói, eu sei. Em qualquer país minimamente civilizado, tal ser deveria solicitar seu afastamento imediato da função que ocupa até que todas as dúvidas que pairam a respeito das acusações que lhe são imputadas sejam dirimidas. Como é que o brasileiro pode aceitar qualquer determinação, fala ou julgamento que venha de alguém que já não possui – enquanto assim não o provar – as qualidades éticas necessárias para continuar em seu posto de guardião da Lei Maior do país? Esse senhor, posando de grande homem que não é, através de narrativas articuladas e construídas através de coação – vejam novamente a fala do delator Mauro Cid, o frágil militar que preferiu o papel da covardia, do choro do fraco, do entregar dos seus, sendo somente sua fala a “prova” mais robusta que o juiz conseguiu para incriminar e prender homens honrados e inocentes – e apoio de gente que a ele se equivale, colocou na cadeia um presidente da República sobre o qual nada se provou, ainda que perseguido e acusado de todas as indecências possíveis – todas arquivadas – assim como restará provado que golpe algum foi tentado no país, por ausência de forças armadas e armamento necessário para que isso pudesse ser levado a efeito, como acontece em todos os golpes de Estado que se tem notícia desde que o mundo é mundo. Mas, enquanto um, reverenciado como o grande defensor da Democracia, prendia e perseguia inocentes, de maneira cruel e implacável, nos subterrâneos da vida realizava contratos milionários e envolvia-se até o talo com banqueiro que quebrou o Sistema Financeiro em mais de 40 bilhões de reais, fumando charutos refinados e bebendo whiskis de preços estratosféricos em rodas onde decidiam como dilapidar melhor a República, em viagens ao exterior pagas por tal banqueiro, em reuniões nada republicanas nas profundezas das noites com os donos do país, à vontade, muito à vontade depois de exterminarem todos aqueles que lhe fizeram frente e que estragariam seus planos de poder, deixando de ser um simples magistrado para escolher a figura oposta do mafioso sedento por poder. O outro, o que tentaram tirar a vida já na campanha presidencial de 2018, sobreviveu, venceu as eleições, e a duras penas tentou governar o país sob o ataque implacável das instituições e da mídia oficial, a grande responsável por todo esse inferno em que estamos mergulhados. Preso e doente, jaz hoje numa cela, condenado por crimes que não cometeu, onde tem a sua condição de saúde arrasada a cada novo dia, a cada novo sintoma, a cada nova queda, a cada nova internação e em algum momento veremos a notícia da sua morte, se não agora, em futuro próximo, já que imerso em stress máximo imposto por um Sistema que só sossega quando o matar de vez. A turba apoiadora do defensor da democracia bagaceira brasileira, urra a uma só voz: Que morra o carniceiro da pandemia que matou 700 mil brasileiros! Esses seres de QI comprometidos, aptos em grau máximo à manipulação dos seus poucos neurônios disponíveis, acreditam piamente em vídeo editado com imagem errônea em que o prisioneiro está dizendo exatamente o oposto da acusação implacável que lhe imputam. A mídia, essa que apoiou desde o início o grande defensor da democracia, poderia sanar essa injúria, essa calúnia, em alguns poucos dias, se assim o desejasse, mostrando ao público que odeia o hoje prisioneiro político que foram enganados, que sua imensa ignorância impediu que obtivessem a verdade dos fatos, mas não, nem a Imprensa desfaz a farsa, muito menos os ignorantes se dispõem a reparar o seu equívoco a respeito do que realmente aconteceu. Preferem urrar seu engano patético e destrutivo. Os dias passam, e aqui estamos e assim ficamos: De um lado um pretenso defensor da Democracia que mostrou ser um defensor do seu bolso e das vantagens de gente por quem não daria um vintém. Não deveria estar no posto que ocupa, mas lá ainda está, negando-se a dar explicações sobre seu comportamento e o contrato
Seis ministros do STF receberam valores acima do teto constitucional — Moraes lidera com mais de R$ 1 milhão
Pelo menos 6 dos 10 integrantes do Supremo Tribunal Federal receberam remuneração superior ao teto constitucional do funcionalismo público brasileiro no período em que já ocupavam cadeiras na corte. Os pagamentos ocorreram entre 2019 e 2026. O limite constitucional vigente para a remuneração no serviço público é de R$ 46,3 mil. Os valores adicionais totalizaram R$ 2,8 milhões em valores correntes. Entre os magistrados que receberam quantias acima do teto estão Flávio Dino e Gilmar Mendes. Ambos são autores de decisões liminares que suspenderam o pagamento de supersalários nas esferas federal, estadual e municipal da administração pública. A lista inclui ainda Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Os dados foram reunidos a partir de bases do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Advocacia-Geral da União. A AGU paga a seus integrantes honorários de sucumbência. Essa remuneração é destinada aos advogados da parte vencedora em processos judiciais. Na administração pública, esses valores funcionam como uma espécie de bônus para servidores da carreira jurídica. Moraes lidera valores recebidos Alexandre de Moraes registrou os maiores valores no período analisado. O ministro trabalhou como promotor de Justiça de 1991 a 2002. Do Ministério Público do Estado de São Paulo, ele recebeu mais de R$ 1 milhão líquido entre 2019 e 2026. Moraes é relator de dois recursos em tramitação no Supremo sobre simetria entre o Ministério Público e o Judiciário. No começo de março, ele determinou que os Tribunais Regionais Federais e do Trabalho e os Tribunais de Justiça do país informassem quais são os penduricalhos pagos por equiparação ao Ministério Público ou a outra carreira nos últimos dez anos. A medida busca mapear os adicionais remuneratórios concedidos por equiparação entre carreiras do funcionalismo. A ministra Cármen Lúcia e o presidente da corte, Edson Fachin, exerceram a função de procuradores de estado. Dias Toffoli foi advogado-geral da União. O levantamento não identificou penduricalhos pagos a esses ministros no período analisado. Cristiano Zanin nunca foi aprovado em concurso público. Ele não teria direito a esses adicionais de origem retroativa. Verbas retroativas geram supersalários Os valores acima do teto decorrem de ganhos retroativos. Esse é um dos principais penduricalhos que aumentam os contracheques de magistrados. Servidores chamam esses pagamentos de “puxadinhos”. Os órgãos criam benefícios adicionais para seus integrantes. Eles adotam o entendimento de que esses benefícios retroagem até determinada data no passado. Isso gera faturas de milhares de reais para um único servidor. Flávio Dino emitiu uma liminar em fevereiro que barrou verbas pagas acima do teto constitucional. A decisão também proibiu novas leis que criassem penduricalhos. Gilmar Mendes proferiu outra decisão no Supremo que suspendeu os penduricalhos previstos em leis estaduais para integrantes do Judiciário e do Ministério Público. O julgamento final sobre o tema deve ocorrer na próxima quarta-feira (25). Dino recebeu valores acima do teto já ocupando o cargo na Suprema Corte. Em dezembro de 2024, o ministro, vinculado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ganhou quase R$ 30 mil líquidos apenas em verbas retroativas. Esse valor foi pago além do salário. As verbas referem-se a direitos não usufruídos enquanto ainda era juiz federal, como férias e folgas. Naquele mês, Dino recebeu R$ 55 mil líquidos. Esse total soma a remuneração de R$ 24,6 mil como integrante do Supremo. O ministro também recebeu supersalários quando ainda era governador do Maranhão. Em dezembro de 2020, ganhou R$ 106 mil líquidos. Os valores também decorreram dos retroativos pagos pelo tribunal ao qual estava vinculado. Gilmar Mendes, decano da corte, embolsou mais de R$ 880 mil pagos pelo Ministério Público Federal desde 2019. O ministro atuou como procurador da República entre 1985 e 1988. Depois, foi cedido para outros órgãos. Ele continuou vinculado ao Ministério Público Federal até 2002. No fim de fevereiro, Gilmar liberou, por 45 dias, o pagamento de penduricalhos retroativos reconhecidos administrativamente e já programados para o período. Kassio Nunes Marques recebeu mais de R$ 277 mil do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em novembro de 2020. Esse foi o mesmo mês em que tomou posse como ministro do Supremo. Ele foi juiz federal de segunda instância no tribunal antes de ingressar na corte. Os valores pagos a Nunes Marques também se referem a verbas retroativas acumuladas durante sua atuação no tribunal regional. André Mendonça foi nomeado ministro do Supremo em dezembro de 2021. Ele recebeu R$ 175,3 mil, em valores nominais, desde janeiro de 2022. O maior valor foi pago em janeiro de 2025. Naquele mês, o ministro recebeu R$ 154,8 mil em honorários retroativos, segundo dados do Portal da Transparência. Os pagamentos a Mendonça decorrem de sua atuação anterior na Advocacia-Geral da União.
Ministros de Lula reclamam do nervosismo do chefe: tratamento grosseiro virou rotina
A pressão está aumentando no Palácio do Planalto. Enquanto escândalos envolvendo seu filho Lulinha vêm à tona e seu principal adversário eleitoral ganha força nas pesquisas, o presidente Lula enfrenta um cenário político cada vez mais complicado. Para piorar, esse adversário é Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. O jornalista Cláudio Humberto revelou informações sobre o clima tenso no governo. Ministros e auxiliares próximos a Lula se queixam do nervosismo do petista, agravado nas últimas duas semanas. O grupo relata reuniões tensas, descontrole e gritos de palavrões ouvidos fora do gabinete. A irritação de Lula aumentou consideravelmente após as pesquisas apontarem a subida do adversário Flávio Bolsonaro (PL). Na última semana, o presidente ficou apoplético com o desgaste gerado pelo preço do diesel, apurado em pesquisa diária de tracking. Lula não entende o que se passa e culpa os “incompetentes” que o cercam. Explicações ignoradas Ministros contam que até tentam explicar que casos como o aumento dos combustíveis são questões multisetoriais, incluindo Estados, mas os esforços são em vão. Frustração com a comunicação O presidente culpa a área de Comunicação por não haver garantido os dividendos eleitorais que imaginava com a suposta “isenção do Imposto de Renda”. Preocupação eleitoral Lula vê contaminação eleitoral no caso do diesel e lembra do desgaste que pode virar uma eventual greve dos caminhoneiros. O verdadeiro medo O maior temor não é do fracasso do governo, mas da reeleição. Lula perde o prumo diante do risco de eventual derrota para Flávio Bolsonaro.
Comandante da Guarda Municipal é assassinada a tiros e principal suspeito é policial rodoviário federal
A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi assassinada a tiros na madrugada desta segunda-feira (23), no bairro Caratoíra, em Vitória. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio seguido de suicídio. O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Segundo as primeiras informações, ele teria atirado contra Dayse e, em seguida, tirado a própria vida dentro da residência. Dayse Barbosa construiu uma trajetória marcada pela atuação no serviço público e pela defesa dos direitos das mulheres. Natural de Vitória, ela cresceu no bairro Santo Antônio e formou-se em Pedagogia. Antes de ingressar na segurança pública, trabalhou na área da educação. Ela ingressou na Guarda Municipal em 2012 e, ao longo dos anos, ganhou destaque dentro da corporação até assumir o comando. Tornou-se a primeira mulher a ocupar o posto em mais de duas décadas de existência da instituição, até então liderada apenas por homens. Reconhecida pela postura firme e pelo compromisso com a segurança pública, Dayse também era vista como símbolo da luta feminina, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher. Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e destacou sua trajetória. A administração municipal ressaltou o papel da comandante na defesa dos direitos das mulheres e na construção de uma sociedade mais justa e segura. “Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público”, diz trecho da nota. A Prefeitura informou ainda que decretou luto oficial de três dias e prestou solidariedade aos familiares, amigos e integrantes da Guarda Municipal.
Indicação de Jorge Messias ao STF naufraga no Senado e pode deixar vaga para próximo presidente
A indicação de Jorge Messias para ocupar a cadeira aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso enfrenta resistência definitiva no Senado Federal. Não existe clima político nem votos suficientes para aprovar o nome do advogado-geral da União escolhido pelo presidente Lula. Levantamento realizado pelo site Poder 360 junto aos 81 senadores revela cenário catastrófico para o PT. Dos parlamentares consultados sobre como votariam caso o nome de Messias seja encaminhado ao Senado, apenas 25 declararam apoio à indicação. Outros 14 senadores afirmaram que votarão contra. A maioria expressiva, 39 senadores, não declarou voto. Apenas três parlamentares não responderam à consulta: Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e Jorge Kajuru. A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça ainda não possui data definida. Os números, porém, são claros: Messias está muito distante dos 41 votos necessários para ser aprovado pelo plenário do Senado. Se Lula insistir na indicação sem ampliar o apoio político, o governo corre o risco de perder a oportunidade de nomear um novo ministro do STF ainda este ano. Nesse caso, a indicação ficaria para 2027, quando um novo presidente da República assumirá o cargo. A escolha de Messias tem gerado polêmica e resistência entre senadores de diferentes espectros políticos, evidenciando as dificuldades do governo em articular apoio para suas indicações ao Supremo Tribunal Federal.