À frente do governo interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto impôs um choque de austeridade e demitiu mais de 1,6 mil servidores fantasmas da máquina estadual.
Segundo Octavio Guedes, da Rede Globo, essa turma de demitidos é apadrinhada de inúmeros políticos, que estariam revoltados com a atitude do interino.
Assim, numa espécie de retaliação, deputados estaduais estariam ameaçando divulgar a lista de supostas amantes de desembargadores que recebem, mas não trabalham na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A situação expõe o nível de tensão política e os esquemas enraizados na administração pública fluminense, onde cargos fantasmas e favoritismos parecem fazer parte da rotina há anos.
