A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, de prorrogar a CPMI do INSS provocou forte reação do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Visivelmente perturbado, ele voltou a colocar em circulação, nos bastidores do Senado, a possibilidade de avanço de propostas que tratam do impeachment de ministros da Corte. Alcolumbre sinalizou irritação com a medida e passou a defender, novamente, a tramitação de projetos que tratam sobre o tema e contam com amplo apoio da oposição no Congresso Nacional. O movimento retoma um posicionamento já adotado por Alcolumbre em outro momento de atrito com o STF. Em dezembro de 2025, após decisão do ministro Gilmar Mendes que restringiu pedidos de impeachment contra integrantes da Corte, o presidente do Senado criticou a medida e defendeu mudanças na legislação para facilitar a responsabilização de magistrados. Na ocasião, Alcolumbre afirmou que a decisão judicial invadia competências do Legislativo e alterava regras previstas em lei. Agora, um novo embate – e a mesma avaliação – ocorre no contexto da CPMI do INSS. Na decisão desta segunda-feira (23), Mendonça entendeu ser inconstitucional o que chamou de “omissão deliberada” da Mesa Diretora e da Presidência do Congresso em deixar de receber e de promover a leitura da prorrogação dos trabalhos da comissão. A determinação será analisada pelo plenário do STF. Enquanto acompanham o desenrolar do imbróglio, oposição e governistas traçam estratégias para o colegiado. Petistas já iniciaram a coleta de assinaturas para limitar a prorrogação a apenas 15 dias, numa tentativa de reduzir eventuais danos ao governo pela continuidade dos trabalhos. Já integrantes da cúpula da CPMI articulam para garantir um prazo maior, de 30 dias, o que permitiria aprofundar diligências e oitivas, incluindo as relacionadas ao banco Master. Nos bastidores, parlamentares acreditam que um eventual pedido de vista no plenário da Corte pode dar mais prazo para que as articulações possam acontecer.
Desconfiado de traição, homem mata esposa a tiros dentro de casa em BH
Uma mulher de 30 anos foi assassinada a tiros dentro de casa no bairro Calafate, na Região Oeste de Belo Horizonte, no fim da noite de terça-feira (24). O companheiro da vítima confessou o crime à Polícia Militar (PMMG). De acordo com a PM, Andreza de Souza Gomes Silva foi encontrada já sem vida no imóvel. Quando os militares chegaram ao local, o companheiro dela, de 31 anos, afirmou inicialmente que o autor do crime seria um ex-namorado da vítima. Durante o atendimento da ocorrência, o homem apresentou comportamento nervoso e acabou mudando a versão dos fatos. Ele confessou que matou Andreza após acreditar que ela, junto com outra pessoa, estaria planejando assassiná-lo. “Começamos a identificar divergências no relato do autor. Diante disso, passamos a confrontá-lo com essas inconsistências e, a partir desse momento, ele acabou confessando o crime. Inicialmente, ele disse que o responsável seria um ex-companheiro. Depois, apresentou a versão de que seriam pessoas com quem tinha desavenças, supostamente parentes da companheira. Em seguida, afirmou que entrou no imóvel, se assustou com a vítima e efetuou o disparo. Mais tarde, disse que atirou de forma intencional. Diante dessas várias versões contraditórias, ele acabou confessando”, explicou o sargento Daniel Ribeiro, do Batalhão de Choque. O suspeito disse que desconfiava de traição e afirmou ter acreditado que a vítima estaria com outro homem dentro da casa. Andreza chegou a ser socorrida e levada ao Hospital João XXIII, mas não resistiu aos ferimentos. Ainda de acordo com a PM, o homem afirmou que alugou a arma usada no crime, uma pistola de uso restrito. Ele possui diversas passagens policiais, incluindo registros por violência doméstica. Em alguns deles, a própria vítima já aparecia como alvo.
Desaprovação recorde de Lula faz Planalto entrar em desespero às vésperas das eleições (Veja o vídeo!)
A poucos meses de enfrentar mais um teste nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atravessa o momento mais delicado de seu terceiro mandato: a deterioração consistente de sua imagem perante a população brasileira. Levantamento recente do PoderData revela que a desaprovação do presidente atingiu patamares elevados, consolidando uma tendência de desgaste ao longo dos últimos dois anos. No início de 2026, Lula já registrava 57% de desaprovação, enquanto apenas 34% aprovavam seu desempenho pessoal. O dado não é isolado. Diferentes institutos de pesquisa apontam o mesmo movimento: levantamentos recentes mostram índices de desaprovação na casa de 50% ou mais, com avaliações negativas superando consistentemente as positivas. Tendência de queda contínua O mais relevante não é apenas o número absoluto — é a trajetória. A avaliação do presidente vem piorando desde 2024, ampliando a distância entre aprovação e desaprovação. Essa diferença praticamente dobrou no período, sinalizando perda de capital político em um momento crítico. Além disso, há um dado estratégico: a imagem pessoal de Lula é hoje pior do que a avaliação do próprio governo, o que indica desgaste direto da liderança — e não apenas insatisfação com políticas públicas. Impacto direto no cenário eleitoral Esse cenário cria um problema imediato para o Palácio do Planalto. A eleição que se aproxima tende a ser marcada por disputa acirrada, e o presidente já aparece enfrentando: Rejeição elevada entre eleitores Dificuldade de ampliar base fora de redutos tradicionais Perda de vantagem narrativa Pesquisas paralelas mostram que mais da metade dos brasileiros já afirma que Lula não merece reeleição, reforçando o ambiente adverso. Planalto sob pressão Internamente, o avanço da desaprovação pressiona o governo a reagir em três frentes: Comunicação – tentativa de reverter percepção negativa Economia – principal vetor de recuperação de imagem Base política – manutenção de apoio no Congresso O problema é que tempo, principal ativo de qualquer campanha, começa a se tornar escasso. O risco estratégico Entrar em um ano eleitoral com rejeição acima da aprovação não é apenas um dado estatístico — é um sinal de alerta estratégico. Historicamente, presidentes que chegam a esse estágio enfrentam dois caminhos: Recuperação rápida com base em entregas concretas Ou campanha defensiva, tentando conter perdas Hoje, os números indicam que o governo ainda não conseguiu reverter a tendência. E em política, tendência — quase sempre — pesa mais do que o retrato do momento. Veja o vídeo:
STF ignora prazo, não responde CPMI e ainda questiona comissão sobre celular funcional que recebeu ligação de Vorcaro
O prazo venceu na segunda-feira. O Supremo Tribunal Federal não apresentou resposta. E agora questiona a CPMI do INSS sobre a “finalidade” do pedido. O STF enviou ofício à CPMI do INSS solicitando que a comissão explique a finalidade do pedido de identificação do usuário do número funcional da Corte encontrado no celular de Vorcaro — número para o qual o banqueiro enviou mensagens no dia de sua prisão, em 17 de novembro de 2025. O documento foi assinado na segunda-feira (23) — exatamente no mesmo dia em que o prazo de dois dias úteis estabelecido pelo senador Viana venceu sem qualquer resposta. O ofício não esclarece se o número pertence ou já pertenceu a Alexandre de Moraes. No entanto, a imprensa já confirmou que Vorcaro e Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro. O STF reconhece no ofício a relevância da investigação — mas pondera que o pedido pode “extrapolar as atribuições da diretoria-geral”. Em vez de responder quem usava o número pago com dinheiro público, a Corte pede que a CPMI justifique por que quer saber. O número é público. O pagador é o contribuinte. E o STF ainda não disse quem atendia aquele telefone.
Nikolas Ferreira tem vitória unânime na Justiça contra entidade LGBTI+ e se livra de condenação absurda de R$ 200 mil
A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) anulou a condenação imposta ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no valor de R$ 200 mil por danos morais coletivos. A condenação original foi baseada na acusação de que o parlamentar teria ironizado mulheres trans em discurso proferido no plenário da Câmara dos Deputados, durante o Dia Internacional da Mulher de 2023. Em decisão unânime, com placar de 3 a 0, o colegiado revogou a sentença de primeira instância e decidiu favoravelmente a Nikolas. A ação judicial foi movida pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas, que alegaram “crime de transfobia, além de discurso de ódio e incitação à violência contra a população LGBTI+”. Os magistrados entenderam que a imunidade parlamentar protege a conduta do deputado, uma vez que as manifestações e os gestos ocorreram durante o exercício do mandato e dentro do recinto da Casa Legislativa. A vitória representa um importante precedente sobre os limites da liberdade de expressão parlamentar e reforça o princípio constitucional da imunidade material prevista para deputados e senadores no exercício de suas funções.
Justiça quebra sigilo e determina bloqueio de R$ 47 milhões de “amigo” de Lulinha
Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, possui uma extensa rede de contatos influentes tanto na política quanto fora dela. Entre seus conhecidos está Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, com quem afirma manter uma amizade pessoal. Nesta quarta-feira (25), Góis foi alvo de operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal, que desarticulou um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Evidências indicam que o relacionamento entre Góis e Lulinha vai muito além de uma simples amizade. A Justiça Federal de São Paulo determinou a quebra do sigilo bancário e o bloqueio de até R$ 47 milhões em bens pertencentes a Góis e ao ex-sócio Luiz Rubini. A revelação das relações do filho do presidente com empresários envolvidos em esquemas fraudulentos levanta sérias questões sobre a extensão e natureza dessas conexões políticas e empresariais.
Flávio Bolsonaro constrói estrutura de palanques três vezes maior que a do pai em 2022
A eleição presidencial está se encaminhando para uma vitória consagradora de Flávio Bolsonaro. Nesta quarta-feira, a pesquisa AtlasIntel confirmou o que outras pesquisas já haviam apontado: Flávio já ultrapassou Lula. O petista apresenta uma verdadeira queda livre, sem demonstrar qualquer capacidade de reação. Por outro lado, com habilidade, Flávio está costurando uma estrutura bem maior que aquela que o pai teve em 2022. A revista Veja fez uma reportagem sobre o assunto. Flávio Bolsonaro espera contar com o triplo de palanques estaduais em relação ao que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve nas eleições de 2022. Para 2026, o partido calcula que terá ao menos 12 candidaturas próprias a governador. Na disputa passada, Bolsonaro contou com apenas quatro correligionários que lhe garantiam palanque nos estados. A legenda do ex-presidente quer concentrar as atenções principalmente nas disputas de três estados apontados como estratégicos para a campanha de Flávio Bolsonaro: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Juntas, essas três unidades da federação concentram 40% de todo o eleitorado brasileiro. No total, a equipe de pré-campanha do senador estima que Flávio Bolsonaro terá um total de 24 palanques, somando não só candidaturas próprias do PL ao governo, como também aquelas encampadas por partidos aliados. Em 2022, quando Bolsonaro era o candidato, a sigla contava com somente 11 palanques – muitos deles representados por candidaturas que não pediam votos abertamente ao presidente, à época postulante à reeleição. Em São Paulo, o PL deve apoiar a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro de Bolsonaro que disputará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. A legenda quer emplacar um vice na chapa. No Rio de Janeiro, a sigla decidiu oficializar a pré-candidatura de Douglas Ruas ao governo estadual. Ruas era secretário do atual governador do Estado, Cláudio Castro (PL), que disputará o Senado em 2026. Em Minas Gerais, por sua vez, o PL, sob o comando do deputado federal Nikolas Ferreira, ainda está negociando alternativas com outros partidos aliados que também pretendiam lançar uma candidatura própria ao governo. Anotações de Flávio Bolsonaro em uma reunião da executiva do PL que vazaram à imprensa mencionavam a possibilidade de o atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, assumir essa missão. Isso reforça que não há consenso em torno do nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao Executivo estadual, parlamentar bolsonarista que inclusive já até lançou sua pré-candidatura. O Partido Liberal terá candidatura própria nos três estados do Sul. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, buscará a reeleição. No Rio Grande do Sul, o deputado federal Luciano Zucco (PL), ex-líder da oposição na Câmara, é o nome do bolsonarismo para a disputa pelo Palácio Piratini. No Paraná, o senador Sergio Moro, que foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, fechou um acordo para trocar o União Brasil pelo PL e abrir palanque para Flávio Bolsonaro na corrida pela sucessão de Ratinho Júnior (PSD). É situação semelhante à de Efraim Filho, que tem um acordo com o presidenciável do PL para deixar o União Brasil e candidatar-se ao governo da Paraíba pela legenda bolsonarista. Flávio Bolsonaro vai, inclusive, participar pessoalmente da cerimônia de filiação do colega de Senado.
Com Lula, Brasil atinge recorde de feminicídios em uma década
O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios dos últimos dez anos. Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos. Os dados fazem parte de levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública às vésperas do 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. Conforme o estudo, a série histórica iniciada em 2015, ano da tipificação do feminicídio no Código Penal, mostra uma escalada persistente. Naquele ano, foram registrados 449 casos, número que praticamente dobrou em 2016, com 929 vítimas, e continuou crescendo: 1.075 em 2017; 1.229 em 2018; 1.330 em 2019; 1.354 em 2020. Após um leve recuo em 2021, com 1.347 ocorrências, os registros voltaram a subir: 1.455 em 2022; 1.475 em 2023; 1.492 em 2024; até alcançar o patamar recorde em 2025. Desde março de 2015, quando a lei passou a classificar como feminicídio os assassinatos motivados por violência doméstica e familiar ou por menosprezo e discriminação à condição de mulher, ao menos 13.703 mulheres foram mortas no país sob essa tipificação. Os dados são baseados em boletins de ocorrência registrados pelas polícias civis estaduais. Especialistas apontam que parte do crescimento observado ao longo da década se deve ao aprimoramento na capacidade institucional de identificar e classificar corretamente os casos. O percentual de feminicídios entre os homicídios dolosos de mulheres passou de 9,4% em 2015 para 40,3% em 2024, indicando maior reconhecimento do fenômeno pelas autoridades. Ainda assim, há diferenças significativas entre os estados quanto à qualidade dos registros. Nos últimos cinco anos, o aumento acumulado nos registros de feminicídio foi de 14,5%. Entre 2021 e 2022, o crescimento foi de 7,6%. Em seguida, houve relativa estabilidade, com altas próximas de 1% ao ano entre 2022 e 2024. A análise do Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi produzida a partir dos dados dos registros policiais e das Secretarias estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social.