Morreu em Boa Vista, na segunda-feira (6), o ex-procurador-geral do Estado de Roraima, Luciano Queiroz. A causa da morte foi câncer de pulmão. Queiroz foi preso em 2008 pelo crime de pedofilia e recebeu condenação de 202 anos de prisão no ano de 2009, por estupro de crianças e adolescentes. Permaneceu preso até 2024, quando foi solto pela Justiça Estadual e passou a cumprir pena em regime semiaberto. A captura de Luciano Queiroz ocorreu na Operação Arcanjo. A ação foi realizada em junho de 2008, quando a Polícia Federal (PF) desarticulou um esquema de pedofilia com prostituição de crianças e adolescentes, do qual o então procurador fazia parte. Na ação, a PF também reprimiu outros crimes, como tráfico de drogas. O escândalo virou manchete nos principais jornais do país e o caso acabou sendo alvo da CPI da Pedofilia. Em março de 2023, Luciano Queiroz chegou a ficar por alguns dias em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, cinco dias depois ele rompeu o equipamento e fugiu. No dia 20 daquele mês, os agentes da Divisão de Captura foram até sua residência quando encontraram a tornozeleira rompida com uma tesoura ao lado. Em seguida, após diligências, os agentes localizaram Luciano. Diante disso, a Justiça então decidiu revogar a prisão domiciliar e ele voltou a cumprir a pena no regime fechado, até receber o benefício do semiaberto, em novembro de 2024. Condenado a mais de dois séculos de prisão por crimes abomináveis contra crianças e adolescentes, Luciano Queiróz morreu na segunda-feira (6) em razão de um câncer de pulmão.
Gilmar Mendes critica duramente Carmen Lúcia por morosidade no TSE
O ministro Gilmar Mendes criticou duramente a ministra Carmen Lúcia nesta quarta-feira (8) pela forma como ela conduz a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O decano do Supremo apontou a morosidade no andamento de processos na corte eleitoral. As críticas foram feitas durante julgamento que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O processo teve início em 2022, na primeira instância, mas só começou a ser julgado no Tribunal Superior Eleitoral em novembro do ano passado, sendo concluído apenas em março deste ano, após dois pedidos de vista e o recesso do Judiciário. “Eu queria fazer uma consideração, à guisa da problematização que marca este julgamento, que é a questão de sua duração no tempo. Começa em novembro e se estende até os nossos dias, o que de fato acaba por gerar problemas como nós estamos vivendo agora, com todo esse questionamento e essas implicações. Me parece que essa questão é fundamental”, declarou Gilmar Mendes. O ministro prosseguiu suas críticas: “Certamente se o julgamento tivesse ocorrido antes, e tivesse havido embargos de declaração, nós não teríamos essas dúvidas que são extremamente relevantes para o delineamento da controvérsia”. Carmen Lúcia reagiu às críticas argumentando que, sempre que os processos são liberados para julgamento pelos relatores, eles são prontamente acomodados na pauta de julgamento. Gilmar Mendes não recuou e, mantendo o tom crítico, lembrou de outra ação pendente no TSE, envolvendo o governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), que também corre risco de cassação. Carmen Lúcia rebateu: “Como eu respondi à Vossa Excelência quando fui questionada, e estou com a certidão, o voto não está no plenário para que eu possa liberar para a pauta”. Livro “Supremo Silêncio” expõe bastidores do Judiciário O polêmico livro “Supremo Silêncio” continua disponível, expondo a perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros casos que começaram no Inquérito das Fake News. A obra pode ser adquirida em: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber
Irmã é presa suspeita de mandar matar mestre de capoeira por dinheiro no Rio
O capoeirista Paulo Cesar da Silva Souza, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá, de 65 anos, foi assassinado no dia 18 de fevereiro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Militar, o capoeirista estava no banco do carona de um carro dirigido por sua companheira quando o veículo parou em um cruzamento. Nesse momento, dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam à queima-roupa. Paulinho foi atingido por três tiros. Os criminosos fugiram em seguida. A Delegacia de Homicídios assumiu a investigação logo após o crime. A perícia foi realizada no local, e os agentes passaram a analisar imagens de câmeras de segurança e ouvir testemunhas. Nesta quarta-feira (8), a polícia prendeu a irmã do Mestre Paulinho Sabiá. Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda é suspeita de ter mandado matar o irmão por motivos financeiros. “Foi uma motivação financeira. A Adriana já havia sido investigada anteriormente por um furto que a vítima [Paulinho] sofreu com relação a valores que ele tinha por hábito guardar, tanto em casa, quanto no estabelecimento que ele possuía”, disse o delegado Willians Batista, que dirigia a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí na época do crime. Willians lembrou que, dois dias antes da execução, Paulinho sofreu uma tentativa de homicídio, também em Icaraí. Segundo o registro de ocorrência, um homem chegou a apontar uma arma para a nuca da vítima, mas a arma falhou. “Em ambos os casos a gente conseguia ver muito claramente que os matadores possuíam uma informação privilegiada a respeito da localização dele e da rotina dele”, afirmou o delegado. As investigações apontaram que todos esses detalhes foram passados pela irmã de Paulinho. Na ocasião da morte, a irmã de Paulo Cesar afirmou que desconhecia possíveis desavenças do capoeirista. “Meu irmão era uma pessoa muito especial, muito querido por todos. Ele não tinha, que a gente soubesse, nenhum desafeto”, declarou no dia seguinte ao crime. Adriana também esteve no enterro de Paulinho. A especializada chegou a Adriana após prender, no sábado (4), Juan Nunes dos Santos, conhecido como Coelho ou Juan do Alemão. Segundo a polícia, Juan pilotava a motocicleta nas duas emboscadas a Paulinho e acusou Adriana. “O Juan, ao ser preso, acabou confessando a própria participação e confirmou para a gente o que já suspeitávamos sobre o envolvimento da Adriana, sobretudo pelo fato de eles terem essa informação privilegiada”. O homem que atirou no capoeirista ainda é procurado.
Empresário do agro de apenas 31 anos morre após ser encontrado caído em fazenda no Tocantins
O empresário e produtor rural Guilherme Pedroza, de 31 anos, faleceu após ser encontrado caído em uma propriedade rural localizada na zona rural de Gurupi, no sul do Tocantins. Um gerente da fazenda encontrou Guilherme caído na tarde de terça-feira (7). A mãe do empresário, que se encontrava em Palmas, foi imediatamente avisada e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando a equipe de socorro chegou ao local, Guilherme já não apresentava sinais vitais. Além de atuar no agronegócio, Guilherme era formado em engenharia civil. O empresário havia celebrado o noivado há apenas duas semanas. Nas redes sociais, a empresária Júlia Assad Brandão, noiva de Guilherme, pediu orações e declarou estar “desolada” com a perda do noivo. O velório de Guilherme Pedroza ocorreu até as 6h da manhã desta quarta-feira (8) em Gurupi, no Cerimonial Santo Antônio. Em seguida, o corpo foi transportado de avião para Goiânia, onde será sepultado. A causa da morte não foi informada pelas autoridades.
Zema detona Moraes após ministro levar ao STF ação do PT sobre delações enquanto escritório da esposa recebeu R$ 80 milhões
O ministro Alexandre de Moraes decidiu encaminhar ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que trata da possível limitação do uso de colaborações premiadas no país. A movimentação ocorre justamente enquanto o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negocia com autoridades um possível acordo de delação. Em paralelo, documentos da Receita Federal, enviados à CPI do Crime Organizado, indicam que o escritório de advocacia vinculado à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, teria recebido R$ 80,2 milhões do banco entre 2024 e 2025. A defesa do escritório afirma que não confirma “essas informações incorretas e vazadas ilicitamente”. O processo em questão estava sem andamento desde julho do ano passado. Contudo, na última segunda-feira (6), Moraes determinou sua liberação para inclusão na pauta do plenário físico do STF, embora ainda não haja data definida para o julgamento. Nos bastidores, investigadores avaliam que a situação envolvendo Moraes é mais delicada do que a enfrentada anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, que manteve relação comercial, por meio de empresa familiar, com um fundo de investimentos associado ao Banco Master. Após ver a notícia, o pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, abriu fogo contra Moraes: “O cerco está se fechando, e o intocável supremo me parece saber de algo que a gente AINDA não sabe… Esse país é uma piada. Enquanto não tiver um presidente capaz de dar um choque de moralidade nesse Supremo, pode esquecer qualquer chance de acabar com essa farra.” Acabam de surgir as primeiras camisetas de apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Não fique fora dessa! Seja um dos primeiros a estampar a luta pelo Brasil. Para adquirir, basta clicar no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/collections/camisetas Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!
Ex-ministro de Bolsonaro aposta na vitória de Flávio e aponta estratégias para resgatar o Brasil (Veja o vídeo!)
Homem de confiança de Jair Bolsonaro, com quem dividiu trincheiras contra a esquerda no Congresso, o ex-ministro Onyx Lorenzoni destacou a importância decisiva das próximas eleições para o futuro do país. Atuando na campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro, Onyx apontou os erros brutais do governo Lula e o que pode ser feito para colocar o Brasil novamente no rumo certo do desenvolvimento. Com apresentação do experiente jornalista Diogo Forjaz, o programa trouxe análises necessárias sobre o Brasil e o mundo. Veja o vídeo: Acabam de surgir as primeiras camisetas de apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Não fique fora dessa! Seja um dos primeiros a estampar a luta pelo Brasil. Para adquirir, basta clicar no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/collections/camisetas Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!
Polícia prende homem com arma ilegal e paca abatida no DF enquanto Janja segue sem comprovar origem da carne servida no Planalto
Em janeiro, a Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Tático Operacional Rodoviário (TOR), prendeu um homem na região do Gama. A equipe realizava um ponto de bloqueio quando avistou um veículo realizar uma manobra brusca de retorno ao notar a presença policial. Após a ordem de parada, o condutor obedeceu e foi submetido à abordagem. Durante a busca veicular, os policiais localizaram uma carabina calibre .22, um carregador contendo sete munições intactas, além de uma munição deflagrada. No interior do automóvel, também foi encontrado um animal silvestre abatido — uma paca. O condutor assumiu a propriedade do armamento e foi encaminhado à 20ª Delegacia, onde foi autuado por porte ilegal de arma de fogo e crime contra o meio ambiente. Há poucos dias, a primeira-dama Janja compartilhou um vídeo nas redes sociais em que aparece organizando um almoço de Páscoa ao lado do petista Lula. O destaque do cardápio foi justamente a carne de paca, um roedor de grande porte considerado um animal silvestre no país. Internautas, autoridades e militantes da causa animal passaram a questionar a procedência da carne utilizada. Em resposta, Janja declarou que se tratava de um “presente de um produtor legalizado”. Porém, ela não apresentou qualquer prova e até o momento o Palácio do Planalto não se manifestou. Rodrigo Maroni, um dos maiores defensores dos animais do país, soltou o verbo: “Quem deveria dar exemplo… está em silêncio. A paca é um animal silvestre protegido por lei ambiental no Brasil. Se não houver comprovação de origem legal, podemos estar diante de um possível crime ambiental. Por isso, eu vou levar essa denúncia ao Ministério Público Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao IBAMA. Porque proteger a fauna brasileira não é escolha. É obrigação.” Acabam de surgir as primeiras camisetas de apoio ao pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Não fique fora dessa! Seja um dos primeiros a estampar a luta pelo Brasil. Para adquirir, basta clicar no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/collections/camisetas Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!
Documentos da Receita Federal revelam: Banco Master distribuiu R$ 18,5 milhões a Meirelles, R$ 14 milhões a Mantega e pagou escritórios de Temer, Lewandowski e ACM Neto
Documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado apontam repasses milionários do Banco Master, de Daniel Vorcaro, a escritórios de advocacia e empresas ligadas a Michel Temer (MDB), Antônio Rueda (União Brasil), Ratinho Junior (PSD), ACM Neto (União Brasil) e os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski. Conforme os dados obtidos, de 2024 a 2025, o Master pagou R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos primeiros mandatos de Lula (PT) e ex-titular da Fazenda de Temer, e R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, empresa de Guido Mantega, ex-ministro na pasta econômica em gestões petistas. O banco também informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil. Duas empresas do grupo da família Massa, do apresentador Ratinho e do governador do Paraná, Ratinho Junior, também aparecem nos dados. A Massa Intermediação, de Ratinho, recebeu R$ 21 milhões de 2022 até 2025. O apresentador era um dos garotos propaganda do cartão de consignado do banco, o CredCesta. Já a Gralha Azul Empreendimentos e Participações, que pertence ao Grupo Massa, recebeu R$ 3 milhões em 2022, segundo o Master. Em nota, a assessoria de imprensa do Grupo Massa afirmou que “construiu uma trajetória pautada por práticas amplamente reconhecidas pelo mercado com rendimentos declarados à Receita Federal, incluindo campanhas publicitárias e parcerias com diversas marcas e empresas”. Ratinho Junior não quis se manifestar a respeito do pagamento de R$ 21 milhões. Meirelles afirmou que prestou consultoria ao Master e encerrou seu contrato em julho de 2025. Temer afirmou ter recebido uma quantia menor por serviços prestados. A reportagem enviou mensagens ao telefone de Mantega no final da manhã de quarta-feira (8) e também tentou contato por ligação, mas não obteve resposta até a publicação. Rueda disse que não confirma “informações baseadas em dados fiscais supostamente vazados de forma ilícita” e que o serviço prestado teve caráter estritamente técnico. “Todos os serviços prestados pelos escritórios são legais, contratados regularmente e com plena conformidade tributária”, declarou em nota. Constam ainda nos documentos da Receita pagamentos de 2022 a 2025 no valor de R$ 12 milhões à BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O senador também aparece na lista com o pagamento de uma quantia menor, de R$ 289 mil, como pessoa física. Wagner afirma que o valor é referente a rendimento de aplicação em conta de pessoa física, que não possui CNPJ e que nunca recebeu qualquer pagamento do Master. A BN Financeira diz que prestou serviços ao Banco Master mediante emissão de nota fiscal, entre 2022 e 2025. Os dados da Receita mostram valores pagos pelo Master desde 2022, sem correção pela inflação, incluindo cerca de R$ 80 milhões em 2024 e 2025 para o escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, conforme revelado anteriormente. Parte dos valores repassados pelo Master às empresas e políticos ficou retido por cobrança de impostos retidos na fonte. A defesa de Vorcaro foi procurada, mas não se manifestou até a publicação. A Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões em pagamentos, que começaram em novembro de 2023. O escritório tem como sócios um filho e a mulher de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e da Justiça do governo Lula. Ele deixou a sociedade em janeiro de 2024, dias antes de entrar no governo. O ex-ministro diz que o escritório prestou serviços de consultoria jurídica ao Master. O banco de Vorcaro pagou ainda R$ 5,45 milhões para a A&M Consultoria Ltda, empresa do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto, de 2023 até o último ano. A consultoria afirma que os serviços foram devidamente prestados e que não pode validar os valores mencionados. A WF Comunicação, que pertence ao ex-secretário de Comunicação Social do governo de Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do banco de Vorcaro em 2025. Ele também é considerado por Aldo Rebelo (DC) como possível vice em uma chapa à Presidência. Wajngarten diz que integra a equipe de defesa de Vorcaro e que presta serviços para o ex-banqueiro. Todos os nomes citados na reportagem como beneficiários de pagamentos declarados pelo Master foram procurados. Temer afirmou que prestou serviços de mediação ao ser contratado pelo banco e que recebeu dois pagamentos, de R$ 5 milhões e de R$ 2,5 milhões. A assessoria de Rueda foi contatada por meio de mensagens às 7h30 e às 9h39. O presidente do União Brasil também foi procurado por ligações entre 9h30 e 10h, mas não respondeu. Meirelles afirmou que seu contrato tinha o objetivo de prestar consultoria em assuntos de macroeconomia e de mercado financeiro. “Eu não tinha o menor conhecimento das operações do banco, fiquei sabendo pelos jornais. No começo, eles demandavam mais meus serviços, depois passaram a demandar pouco e eu rescindi o contrato em julho de 2025”, disse. Em nota, a assessoria do ex-ministro Lewandowski diz que ele retornou à advocacia após deixar o STF, em abril de 2023, e se retirou do escritório ao assumir o Ministério da Justiça no ano seguinte. O escritório passou a ser controlado por sua família e manteve contrato com o Master. “Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil, como determina a legislação vigente”, afirma. A assessoria da empresa de ACM Neto, a A&M Consultoria, afirma que “os serviços mencionados foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados” e que não pode confirmar os valores “supostamente declarados à Receita Federal por não ter tido acesso a esses dados”. A nota
Moraes pauta ação do PT contra delações premiadas enquanto escritório de sua esposa é investigado
O ministro Alexandre de Moraes decidiu encaminhar ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que trata da possível limitação do uso de colaborações premiadas no país. A movimentação ocorre justamente enquanto o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negocia com autoridades um possível acordo de delação. Em paralelo, documentos da Receita Federal, enviados à CPI do Crime Organizado, indicam que o escritório de advocacia vinculado à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, teria recebido R$ 80,2 milhões do banco entre 2024 e 2025. A defesa do escritório afirma que não confirma “essas informações incorretas e vazadas ilicitamente”. O processo em questão estava sem andamento desde julho do ano passado. Contudo, na última segunda-feira (6), Moraes determinou sua liberação para inclusão na pauta do plenário físico do STF, embora ainda não haja data definida para o julgamento. Nos bastidores, investigadores avaliam que a situação envolvendo Moraes é mais delicada do que a enfrentada anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, que manteve relação comercial, por meio de empresa familiar, com um fundo de investimentos associado ao Banco Master. O comentarista político Henrique Oliveira questionou: “Por que pautar uma ação de 2021 agora em 2026, com a delação de Vorcaro a caminho? E a delação do Mauro Cid? Será anulada também?”
PGR pede investigação criminal contra ministro do STJ afastado por acusações de importunação sexual
A Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se favoravelmente à abertura de investigação criminal contra o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, acusado de importunação sexual. Em parecer enviado no dia 31 de março ao ministro Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, declarou que “há elementos suficientes para instauração do inquérito”. Segundo o procurador, os relatos da vítima, combinados com as provas reunidas em procedimentos administrativos, fornecem base adequada para o início da persecução penal. O magistrado enfrenta apurações paralelas no STJ, no STF e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As investigações começaram após uma jovem de 18 anos acusá-lo de importunação sexual. Um segundo relato similar, feito por uma ex-servidora de seu gabinete, também passou a ser examinado pelas autoridades competentes. Ambas as denunciantes foram ouvidas pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques, e tiveram suas declarações formalmente registradas. No âmbito administrativo, o STJ deverá retomar o assunto em sessão secreta marcada para o dia 14 de abril, quando poderá deliberar sobre a abertura de um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro. Esse tipo de procedimento prevê a notificação do investigado para apresentação de defesa prévia, bem como a possibilidade de indicação de testemunhas. Simultaneamente, o caso segue em tramitação sob sigilo, conforme informado pelo CNJ, com o objetivo de resguardar a intimidade das vítimas e evitar exposição indevida. A defesa da vítima declarou que aguarda o andamento regular das investigações “para que os graves fatos reportados sejam apurados para respaldar futura ação penal”. Já os advogados de Marco Buzzi afirmaram que discordam da posição da PGR. Em nota, sustentaram que existem diversas provas que contradizem as acusações. “Assim, se os depoimentos iniciais podem ser considerados indícios, não se pode desconsiderar a plêiade de provas que demonstram a inexistência dos fatos declarados. Acredita-se que o eminente relator no STF saberá sopesar o conjunto de elementos para, assim, indeferir a abertura do inquérito policial”, declararam. Um dos episódios investigados teria ocorrido em 9 de janeiro, em uma praia de Balneário Camboriú (SC), onde o ministro é acusado de tentar agarrar a jovem. Ele nega a acusação. O caso é tratado como importunação sexual, crime cuja pena prevista no Código Penal varia de um a cinco anos de reclusão em caso de condenação. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil de São Paulo, já que a vítima e sua família estavam hospedadas em um imóvel do ministro na ocasião. Segundo o relato, a jovem estava no mar quando teria sido abordada e agarrada, conseguindo se desvencilhar após algumas tentativas e, em seguida, pedindo ajuda aos pais.