A jornalista Malu Gaspar publicou um artigo contundente após o ministro Alexandre de Moraes tirar da gaveta uma ação do PT que visa limitar acordos de delação premiada. Moraes requisitou nesta quarta-feira a inclusão na pauta do STF de uma ação movida pelo PT em 2021 que pede restrições aos acordos de colaboração premiada. Um movimento considerado desesperado. Conforme o artigo de Malu Gaspar: Em meio ao avanço das negociações para uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu resgatar uma ação apresentada em 2021 por advogados do PT que questiona a validade e os limites constitucionais das colaborações premiadas. Na segunda-feira, ele pediu a inclusão na pauta de uma ação movida pelos advogados do PT Lenio Streck, André Trindade e Fabiano Santos, que foi presidente dos Correios neste terceiro mandato de Lula. A movimentação indica que o ministro, potencial alvo das revelações do dono do Master, pretende restringir a validade da delação, como já fez há duas semanas, quando concedeu uma liminar restringindo o uso dos relatórios de inteligência financeira do Coaf. A ação em questão é a ADPF 919. Nela, o PT pede que o STF fixe critérios para impedir o uso arbitrário de delações premiadas e “coibir interpretações que violem garantias fundamentais”. Em dezembro de 2021, Moraes já havia solicitado informações ao então presidente Jair Bolsonaro e ao Congresso sobre o tema, para instruir essa mesma ação, mas não tomou decisão a respeito. Dois anos depois, em setembro de 2023, ele homologou a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, no processo em que o ex-presidente terminou condenado a 27 anos de prisão por planejar um golpe de estado junto com ex-ministros e generais que compunham seu governo. A Procuradoria-Geral da República chegou a ser contra a delação de Mauro Cid, mas o acordo foi fechado diretamente com a Polícia Federal e com o aval de Moraes. Hoje, Moraes é um potencial alvo da delação premiada de Vorcaro, junto com o ministro Dias Toffoli, que está em negociação tanto com a PGR como com a PF, e já enviou um recado aos investigadores de que pretende fazer uma “delação séria” e não poupar ninguém. O relator do caso Master no Supremo é o ministro André Mendonça. Um dos pontos a ser esclarecido na delação é o contrato que o banco fechou em 2024 com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prevendo o pagamento de R$ 130 milhões em três anos para a prestação de serviços junto ao Executivo e ao Legislativo em Brasília. A Receita Federal informou nesta semana à CPI do Crime Organizado que o banco pagou R$ 80 milhões em 22 meses ao escritório antes de ser liquidado pelo BC. Meses depois de questionado, o escritório afirmou ter feito reuniões e elaborado uma política de compliance para o banco, mas os valores são muito acima do mercado. Além disso, o conteúdo do celular do banqueiro apreendido pela PF mostra que, no dia da prisão, Vorcaro trocou diversas mensagens com Moraes dizendo que estava tentando “salvar” o banco e perguntando: “Alguma novidade? Conseguiu bloquear?”. Segundo apuração, o ministro pressionou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para que autorizasse o fechamento do negócio entre o Banco Master e o BRB — operação que acabou no centro da fraude bilionária investigada pela Polícia Federal. O resgate da ação sobre as delações premiadas vem duas semanas depois de o próprio Moraes conceder uma liminar restringindo o acesso aos RIFs do Coaf — os Relatórios de Inteligência Financeira que reúnem comunicações sobre movimentações atípicas ou suspeitas e costumam servir de ponto de partida para apurações de lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes financeiros. Foi por meio desses relatórios que já se descobriu os pagamentos do Master a consultorias ligadas a políticos como o ex-prefeito de Salvador Antonio Carlos Magalhães Neto (União-BA) e o escritório do filho do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Pela decisão, o compartilhamento desses relatórios passou a exigir investigação criminal formalmente instaurada, ou processo administrativo ou judicial sancionador, numa tentativa de barrar o que o ministro classificou como “pesca probatória”. A medida vale, inclusive, para CPIs e CPMIs, e prevê nulidade das provas obtidas fora desses parâmetros até que o plenário julgue o mérito. Além de contrariar um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) válido desde 2019, o ministro Alexandre de Moraes deu uma guinada radical em relação a seu próprio histórico de decisões. Em agosto de 2025, nessa mesma ação, ele tinha concedido uma liminar buscando o contrário, preservar o uso dos RIFs em investigações, permitindo o “compartilhamento de RIFs sem autorização judicial, desde que em procedimento formalmente instaurados e com garantia de sigilo”. E esclareceu que os tribunais brasileiros, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), não podiam anular investigações que utilizassem RIFs produzidos antes da instrução penal porque, conforme apontou o Ministério Público Federal (MPF), isso teria “graves consequências à persecução penal, como a anulação de provas, o trancamento de inquéritos, a revogação de prisões, a liberação de bens apreendidos e a invalidação de operações policiais essenciais ao combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal”. Com a perspectiva de se tornar ele próprio objeto de investigações, Moraes já mudou de ideia sobre o uso das informações de inteligência do Coaf. Aparentemente, a próxima guinada deve se dar quanto ao uso das delações.
“Se não ganharmos eleição, Bolsonaro vai ficar mais dez anos preso”, afirma Valdemar Costa Neto
Durante um evento promovido pelo Bradesco em São Paulo nesta terça-feira, 7, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez uma declaração contundente ao relacionar o cenário eleitoral de 2026 com a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro. A fala ocorreu enquanto o dirigente comentava o desentendimento entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira, episódio que ele classificou como “fogo amigo”. O contexto da declaração envolvia justamente a tentativa de amenizar conflitos internos dentro da sigla. Segundo Valdemar, a ausência de uma vitória nas urnas em 2026 pode impactar diretamente o futuro de Bolsonaro. O dirigente afirmou que, nesse cenário, o ex-presidente poderia permanecer preso por mais dez anos, destacando a importância estratégica do próximo pleito para o grupo político. No mesmo evento, o líder partidário também chamou atenção para o desempenho de Nikolas Ferreira, descrevendo-o como o “maior fenômeno” político do país na atualidade. Ele ainda indicou que pretende dialogar tanto com Nikolas quanto com Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de reduzir tensões e preservar a unidade do partido. Ao abordar os próximos passos, Valdemar revelou que planeja viajar a Miami no dia 19 de abril, onde deve se reunir com Eduardo Bolsonaro. A intenção, segundo ele, é alinhar estratégias e evitar desgastes internos. “Para que a gente faça que tudo corra bem. Porque, se não ganharmos eleição, o Bolsonaro vai ficar mais dez anos preso”, declarou o dirigente. O presidente do PL também revisitou a eleição de 2022, atribuindo a derrota a decisões consideradas equivocadas. Entre os pontos mencionados, citou a escolha de Walter Braga Netto como candidato a vice e a condução da pandemia de Covid-19, fatores que, na avaliação dele, tiveram impacto negativo. Além disso, Valdemar criticou a forte presença de militares no início do governo Bolsonaro, afirmando que isso teria dificultado a articulação política da gestão. Pensando nas eleições de 2026, o presidente do PL defendeu a composição de uma chapa com uma mulher como vice de Flávio Bolsonaro. Ao justificar a proposta, afirmou: “As mulheres têm crescido muito no Brasil e são muito melhores do que os homens em todos os aspectos.” Por fim, o dirigente reconheceu a necessidade de ampliar alianças políticas, inclusive com antigos adversários. Ele destacou o Nordeste como uma região estratégica, mencionando o Ceará e o nome de Ciro Gomes como parte desse possível movimento. Em Minas Gerais, indicou que Nikolas Ferreira surge como um nome relevante para o projeto eleitoral do partido.
Ex-aluno invade escola com facão, ataca professora e é contido por segurança antes da chegada da polícia
Uma ocorrência registrada na tarde desta terça-feira (7) provocou momentos de tensão em uma unidade de ensino de Suzano, após um ex-aluno invadir o local e ferir uma professora utilizando um facão. O episódio aconteceu na Escola Municipal Professora Ignez de Castro Almeida Mayer, localizada na Rua Formosa, no bairro Cidade Boa Vista. Segundo informações divulgadas pela prefeitura, o jovem, de 18 anos, conseguiu acessar o interior da escola ao escalar um muro lateral com cerca de dois metros de altura. A invasão ocorreu por volta das 13h27 e foi percebida quase imediatamente por uma professora, que acionou o botão de pânico cerca de um minuto depois. A rápida resposta das autoridades contribuiu para conter a situação. Por volta das 13h32, equipes da Polícia Militar chegaram ao local, com apoio da Guarda Civil Municipal. No entanto, antes mesmo da chegada das viaturas, o invasor já havia sido imobilizado por um agente de segurança da própria escola, o que evitou consequências mais graves. Durante o ataque, a docente sofreu ferimentos nas mãos e precisou ser levada ao Hospital Santa Maria, onde recebeu atendimento médico. O agressor também apresentou lesões, resultantes do próprio ato, sendo socorrido pelo Samu e encaminhado a uma unidade de saúde. Segundo a polícia, ambos permanecem em estado estável. Como medida preventiva, os alunos foram liberados e seus responsáveis devidamente comunicados. A administração municipal informou que todos os procedimentos de segurança foram adotados, incluindo o isolamento das salas de aula e o acionamento imediato das forças competentes. As investigações ficarão a cargo da Polícia Civil, que contará com o apoio das imagens captadas pelo sistema de monitoramento da escola, as quais registraram toda a dinâmica da ocorrência e poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Narrador da Globo é afastado da Copa do Mundo após diagnóstico de tumor
O narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, precisará interromper suas atividades profissionais após ser diagnosticado com uma neoplasia localizada na região cervical. Em razão do tratamento, ele não participará das transmissões presenciais da Copa do Mundo, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá. A descoberta do tumor ocorreu durante exames de rotina, e o caso segue em avaliação por especialistas. Em pronunciamento, o comunicador comentou sobre o impacto inicial da notícia e demonstrou confiança no processo de recuperação. “Depois do susto, está tudo sob controle. Tenho ao meu lado o que a ciência tem de melhor: melhores médicos, hospitais. Tenho uma família amorosa seguindo ao meu lado. Em quase 40 anos na Globo, aprendi que essa casa jamais desampara os seus. Estou plenamente amparado por todo o nosso time”, declarou. Além disso, ele abordou o desafio de ficar fora de um dos momentos mais importantes da carreira de um narrador esportivo, que é a cobertura de uma Copa do Mundo. Ainda assim, ressaltou que a prioridade neste momento é a saúde. “Ficar ausente por esse período que engloba a Copa é um desafio enorme, mas o maior de todos é vencer esta etapa. Esse é o meu foco. Com fé em Deus e na ciência, em breve estaremos de volta à vida normal. Obrigado a todos por tanto carinho e apoio”, disse em tom esperançoso. Integrante do Grupo Globo desde 1998, Luis Roberto assumiu o posto principal das transmissões esportivas na emissora após a saída de Galvão Bueno, em dezembro de 2022, logo após a Copa do Mundo do Catar. Esta seria a primeira edição do torneio com ele como narrador titular do canal aberto.
Marido da cantora Kelly Key sofre AVC repentino e é internado em Portugal
A cantora Kelly Key informou nesta terça-feira (7) que seu marido, Mico Freitas, de 44 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) de forma repentina na última segunda-feira (6). Os primeiros sinais do problema foram fala enrolada e perda de coordenação motora no lado esquerdo do corpo — sintomas característicos que exigem atendimento médico urgente. A artista destacou que a rapidez no atendimento foi fundamental para o resultado inicial positivo. O empresário, que vive em Angola, encontra-se internado em um hospital em Lisboa, Portugal, onde recebe acompanhamento médico especializado após passar por outras unidades de saúde. Após a realização de exames, foi diagnosticado um AVC isquêmico, condição causada pela obstrução de vasos sanguíneos no cérebro por um coágulo. “Agimos rápido. Muito rápido. E isso fez toda a diferença. Ele teve o AVC às 11:30, chegamos no hospital às 11:53. Após exames, foi confirmado um AVC isquêmico causado por um coágulo em pequenas ramificações do cérebro”, relatou Kelly Key ao detalhar o ocorrido. A cantora também procurou tranquilizar amigos, familiares e fãs ao informar que o estado de saúde do marido é estável. “Está estável, consciente, falando e andando”, afirmou, acrescentando que a equipe médica trabalha agora para identificar as causas do episódio e aprofundar o diagnóstico. Kelly Key e Mico Freitas estão juntos desde 2004 e são pais de Jaime Vitor, de 20 anos, e Artur, de oito anos. A cantora também é mãe de Suzanna Freitas, de 25 anos, fruto de um relacionamento anterior com o cantor Latino.
Pai de Vorcaro tenta se desfazer de mansão de US$ 35 milhões nos Estados Unidos
Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, tentou vender uma mansão avaliada em 35 milhões de dólares localizada em Orlando, Flórida, a uma empresa de Delaware, conhecido paraíso fiscal nos Estados Unidos. Detalhes do esquema, que ao final não prosperou, foram divulgados em reportagem do site UOL. A tentativa de venda ocorreu por volta do início de fevereiro e foi relatada pelo liquidante do Banco Master à Justiça americana. O imóvel foi comprado em fevereiro de 2023 por US$ 35 milhões, o equivalente a R$ 180 milhões. Segundo o processo, o valor bateu o recorde até então para uma casa unifamiliar na Flórida central. Em 5 de fevereiro, a liquidante obteve autorização da justiça da Flórida para intimar até 28 entidades americanas sobre bens possivelmente adquiridos com dinheiro desviado do Banco Master. Essas intimações funcionam como “freeze orders” (ordens de congelamento), uma espécie de alerta para bloquear a venda dos bens. No mesmo período, a Chosen Vessel LLC, empresa de Delaware — estado em que as informações sobre os donos das empresas são mantidas ocultas — começou a negociação para comprar o imóvel. A tentativa de venda, que acabou não prosperando, não foi anunciada no sistema público de imóveis dos Estados Unidos, segundo a liquidante, para evitar qualquer divulgação. A dona da casa é a empresa Sozo Real Estate. O presidente e diretor da empresa é Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, e a vice-presidente é Natalia Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro. A defesa de Henrique Vorcaro sustenta que o imóvel nada tem a ver com o Banco Master.
PGR denuncia ex-ministro dos Direitos Humanos por importunação sexual contra ministra da Igualdade Racial
A Procuradoria-Geral da República decidiu denunciar o ex-ministro dos Direitos Humanos por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial. O caso expõe uma situação constrangedora no primeiro escalão do governo federal. A denúncia levanta questionamentos sobre a funcionalidade da máquina pública. Com 40 ministérios, cada um cercado por um grande número de assessores, surge a pergunta: o que fazem essas autoridades durante oito horas diárias de expediente? O país produz demandas suficientes para ocupar toda essa estrutura? A cena dos gabinetes climatizados, com cafezinhos intermináveis e reuniões que só existem para marcar outras reuniões, parece ilustrar uma troca de gentilezas burocráticas de pouca utilidade prática. O caso ganha contornos irônicos quando se considera que o ex-ministro dos Direitos Humanos teria cometido a importunação justamente contra a ministra da Igualdade. A situação expõe contradições entre os discursos oficiais e as condutas praticadas. Resta saber qual será o desfecho deste episódio. A questão que se coloca é se o STF condenará o ex-ministro ou se haverá alguma forma de flexibilização na interpretação do caso. José H. C. Abreu. @camdeab. SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ! Estamos sobrevivendo graças à ajuda de nossos assinantes e parceiros comerciais. Para fortalecer a nossa batalha, considere se tornar um assinante, o que lhe dará o direito de assistir o primeiro PODCAST conservador do Brasil e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao
Instituto Meio/Ideia: Flávio Bolsonaro lidera com 45,8% contra 45,5% de Lula em eventual segundo turno
O Instituto Meio/Ideia divulgou nova pesquisa de opinião pública sobre a eleição presidencial. Os pesquisadores foram às ruas entre os dias 3 e 7 de abril. A pesquisa contempla a entrada do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na disputa. O resultado apresenta o senador Flávio Bolsonaro na liderança, com uma pequena vantagem numérica sobre Lula. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno na disputa pelo Planalto. No cenário entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), o petista soma 45%, contra 39% do ex-governador de Goiás. Brancos, nulos e indecisos chegam a 16%. Foram ouvidas 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 3 e 7 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00605/2026.
Luisa Mell detona Janja por consumo de paca: “Indigesto e irresponsável”
A ativista dos direitos dos animais Luisa Mell rompeu o silêncio e criticou duramente Janja pelo episódio envolvendo o consumo de paca oferecida ao presidente Lula no domingo de Páscoa. “Carne de caça. Ela falou carne de caça, eu escutei, que eu já vi esse vídeo mil vezes para ter certeza”, afirma Mell em vídeo após exibir a gravação de Janja. A ativista classificou o post da primeira-dama no Instagram como “indigesto”. Luisa Mell questiona a justificativa apresentada por Janja: “Depois que teve a polêmica, a Janja veio a público, ali nos comentários, falou: ‘Não, gente, não é carne de caça, veio de um criador legalizado pelo Ibama’. Pasme, isso realmente existe. Eu acho um absurdo, já vou explicar por quê. Porém, gente, qual o objetivo desta… Vamos lá que realmente não é crime, que realmente foi de um criador legalizado. Qual o objetivo desta porcaria, Janja? Qual o objetivo disso daqui? Você acha que o que vai acontecer com esse seu post? Está incentivando, sim, a caça, está incentivando, sim, as pessoas quererem consumir animal silvestre”. A ativista não poupou críticas à postura da primeira-dama. Segundo ela, o vídeo de Janja “é de uma irresponsabilidade inacreditável”. “E mais uma coisinha: a paca, gente, é o animal mais caçado no Brasil. A paca é fundamental, porque ela dispersa a semente. Isso é muito importante para as nossas florestas. Gente, a criação de animal silvestre em cativeiro é terrível. A gente vive brigando, né, Ibama? Contra isso, né? Porque o animal silvestre, ele não se adapta ao cativeiro. E a paca, gente, ela sofre demais. Sabe por quê? Porque ela não é um animal que vive em grupo. Mas no criadouro tem que viver em grupo. Então, já está totalmente contra a natureza dela. E pior: ela tem apenas um filhote por gestação. Ou seja, essa criação, ela é o quê? Elitista. É para pouquíssimos”, alertou a ativista. Luisa Mell encerrou suas críticas cobrando transparência: “Eu aqui, lutando pela causa animal, e a primeira dama, que diz que é da causa animal, cozinhando um animal silvestre, incentivando a caça, incentivando, sim, o crime ambiental. Olha, lamentável, Ibama, eu quero ver o certificado, tá? Estou de olho. Eu quero ver. Gente, aqui não passo pano para ninguém, viu? Eu só tenho um compromisso com os animais.” Veja o vídeo:
PF descobre tabela de propinas no STJ: valores iam de R$ 50 mil a R$ 20 milhões por sentenças
A Polícia Federal descobriu um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação envolvia assessores da corte e tinha estrutura de organização internacional. A PF identificou a existência de códigos de saques e tabela de propinas utilizados pelos envolvidos. O esquema funcionava com um padrão organizado de fluxo financeiro. Os valores cobrados pelas sentenças variavam. A cobrança ia de R$ 50 mil a R$ 20 milhões, segundo a PF. O esquema incluía o uso de uma empresa para a distribuição do dinheiro em espécie aos participantes. A empresa Florais Transportes era utilizada como canal para distribuir os recursos financeiros. A companhia é ligada ao lobista Andresson Gonçalves. O dinheiro era repassado para servidores, operadores financeiros e intermediários que atuavam no esquema. A tabela de propinas estabelecia os valores a serem pagos conforme o tipo de sentença negociada. A estrutura do esquema permitia que as transações fossem realizadas com códigos específicos para saques. A operação funcionava de forma aberta, sem a prudência típica de atividades criminosas. Um atentado contra o Estado Democrático de Direito e a integridade do Judiciário.