O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (1º) uma ordem executiva que impõe novas sanções contra Cuba. O governo americano justifica as medidas afirmando que o país caribenho representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA. As sanções têm como alvos principais bancos estrangeiros que mantêm relações comerciais com Havana. Também são visados indivíduos ligados aos setores de energia, mineração e ao aparato de segurança do regime cubano. Trump solicitou ao seu governo que penalize instituições financeiras estrangeiras que operam com o governo comunista de Havana. As medidas incluem ainda o endurecimento das normas migratórias. Serão sancionados indivíduos envolvidos nos setores energético e de mineração. Qualquer pessoa vinculada ao aparato de segurança cubano ou cúmplice de corrupção e “graves abusos dos direitos humanos” também será atingida. A agência internacional de notícias Reuters divulgou a informação em primeira mão. Segundo a agência, ainda não há clareza sobre quais pessoas ou entidades foram especificamente atingidas pelas sanções. A ordem presidencial autoriza sanções secundárias contra países que realizarem negócios com os indivíduos cubanos visados pelas medidas americanas. A ordem executiva contém acusações contra o governo cubano de alinhamento com o regime iraniano. O documento também menciona grupos armados como o Hezbollah, que recebe apoio dos aiatolás. Uma autoridade do governo Trump declarou à Reuters que “Cuba oferece um ambiente permissivo para operações hostis de inteligência estrangeira, militares e terroristas a menos de 160 quilômetros do território americano”. As novas sanções representam mais um capítulo na escalada de pressão de Washington contra Havana. Trump tem declarado repetidamente que Cuba está “à beira do colapso”. Após forças americanas invadirem Caracas para prender o presidente Nicolás Maduro, o presidente americano afirmou que “Cuba é o próximo alvo”. A declaração ocorreu depois que os EUA, em conjunto com Israel, iniciaram a guerra contra o Irã.
MC Ryan é transferido para penitenciária dominada pelo PCC
O cantor de funk MC Ryan foi transferido para a Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior de São Paulo. A movimentação ocorreu na manhã de quinta-feira (30). O artista deixou o Centro de Detenção Provisória do Belém, na zona leste da capital paulista. As autoridades não divulgaram oficialmente os motivos da transferência. Ryan está preso desde 15 de abril. Ele foi detido durante operação policial que investiga atividades de uma organização criminosa. O grupo é suspeito de movimentar valores superiores a R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações financeiras ilegais. A unidade prisional de Mirandópolis abriga detentos com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa é uma característica comum à maioria das unidades prisionais do estado de São Paulo. A investigação não demonstrou ainda uma relação direta entre Ryan e a facção criminosa. No entanto, ele e pessoas de seu círculo são suspeitos de manter conexões com a organização. As suspeitas de vínculos com o PCC derivam das investigações conduzidas contra produtoras de funk acusadas de realizar lavagem de dinheiro para a facção. Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que o cantor e empresas vinculadas a ele receberam recursos financeiros dessas produtoras investigadas. As autoridades analisam o padrão de transações financeiras para determinar se há indícios de participação em organização criminosa voltada para atividades ilegais. A prisão do funkeiro aconteceu durante evento realizado na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral paulista. Na mesma ocasião, também foram detidos o cantor MC Poze do Rodo e o influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei. Outros investigados pela operação policial também foram presos. A ação faz parte de um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada em outubro de 2025. O grupo utilizava a indústria audiovisual e o segmento de showbusiness digital como mecanismo para integrar atividades ilícitas. As operações associavam tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais à imagem de influenciadores com amplo alcance nas plataformas de redes sociais. As apurações policiais indicam que o grupo movimentava valores em escala bilionária utilizando empresas de fachada, contas de terceiros e fragmentação de transferências.