Uma pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data revelou que 84% dos brasileiros rejeitam a escolha da deputada federal trans Erika Hilton (PSOL-SP) para o cargo de presidente da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. O índice de rejeição levanta a questão: o que explica esse número avassalador?
Para a jornalista Barbara Kogos, o cerne da questão não envolve identidade e representatividade. Segundo ela, a polêmica revela uma dinâmica preocupante de imposição e confronto.
“Ao invés de construírem espaços próprios e fortalecer a própria comunidade, se cria um cenário de confronto direto com outro grupo. Quando você força uma aceitação, não se gera respeito, e sim resistência, e resistência não é preconceito. Quando a vontade de maioria é ignorada, obviamente isso não é democracia, é autoritarismo”, afirmou a jornalista.
Barbara Kogos foi ainda mais direta ao abordar o comportamento de Erika Hilton na condução da comissão: “Quando temos um homem biológico gritando e ofendendo mulheres na cadeira da presidência de uma comissão feminina, está muito longe de ser avanço, é ofensa”.
A jornalista encerrou com um questionamento direto à parlamentar: “Com 84% rejeitando você roubar o espaço de uma mulher, você vai continuar? Ou vai ter a hombridade, a decência e o caráter de devolver o que não é seu, e começar a criar espaços para seu grupo?”
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