O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão preventiva do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, negando o pedido de liberdade apresentado por sua defesa.
Detido desde 12 de setembro, Antunes permanece no Bloco V do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para o qual foi transferido recentemente. A defesa buscava a revogação da prisão preventiva, mas o ministro rejeitou o pedido.
Além de negar a soltura, Mendonça indeferiu o pedido de desbloqueio de recursos financeiros que a defesa pretendia usar para pagar dívidas trabalhistas. Na decisão, o ministro constatou que não há elementos suficientes que justifiquem a liberação ampla dos valores bloqueados.
Em caráter reservado, foi autorizada a liberação de R$ 12 mil das contas bancárias de Antunes, quantia destinada exclusivamente ao registro de imóveis, mantendo o restante dos recursos indisponíveis.
No mesmo bloco, ao menos oito outros investigados no esquema de fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também estão custodiados. Essa ala abriga detentos considerados vulneráveis, que por razões pessoais ou pela repercussão nacional dos casos não podem ficar na população carcerária comum.
O “Careca do INSS” está recolhido no mesmo espaço que seu filho, Romeu Carvalho Antunes. O local também abriga o empresário Gustavo Marques Gaspar, ex‑assessor do senador Weverton Rocha (PDT‑MA). A Polícia Federal investiga a possibilidade de o parlamentar ter atuado como sócio oculto de Antunes no esquema de fraudes, hipótese que segue em apuração.
O deputado Nikolas Ferreira celebrou a conquista da sua caminhada, alegando ter mobilizado o país em defesa dos presos políticos, entre eles o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a luta continuará e o “sistema” não descansará nas tentativas de silenciá‑lo.
