Entidade renomada cobra explicações ao irmão de Toffoli sobre origem de recursos

A Transparência Internacional Brasil voltou a pressionar por esclarecimentos sobre a origem dos recursos atribuídos ao padre José Carlos Dias Toffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Em publicação feita na rede social X, a entidade afirmou:

“Esperamos que o padre J. C. Dias Toffoli tenha comprovação da origem dos recursos e que seus investimentos em hotelaria de luxo possam ser esclarecidos, assim como os negócios com gente ligada ao Master e à JBS”.

A cobrança ocorreu após a divulgação de novos documentos e reportagens que apontam a participação de familiares do ministro em empreendimentos da rede de resorts Tayayá, localizada no Paraná. As informações indicam, inclusive, a existência de um segundo projeto em fase de construção nas margens do Rio Paraná. Segundo as apurações, irmãos de Toffoli teriam atuado como sócios em empresas relacionadas aos resorts e assinado atos societários em assembleias.

Cobranças se intensificam após novas revelações

O novo posicionamento da Transparência Internacional reforça manifestações anteriores da entidade sobre o mesmo tema. Na quinta‑feira, 22, a organização já havia declarado que “já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes para que a PGR [Procuradoria‑Geral da República] e o Senado instaurem procedimentos de apuração”.

Na ocasião, a entidade destacou dados divulgados pela imprensa que apontam aportes financeiros ligados a pessoas e estruturas associadas ao Banco Master, movimentações envolvendo a venda de cotas societárias, envio de recursos ao exterior e registros que sugerem a utilização frequente do resort pelo ministro do STF.

Além disso, horas depois, a organização criticou a decisão da PGR de arquivar o pedido de afastamento de Dias Toffoli da relatoria de um processo que envolve o Banco Master no Supremo. Ao comentar uma nota divulgada pelo ministro Gilmar Mendes sobre o arquivamento, a Transparência Internacional declarou:

“A sociedade e as instituições brasileiras precisam impedir que o Sistema de Justiça funcione como um grande Gilmarpalooza”, em alusão ao apelido atribuído por opositores ao Fórum de Lisboa, evento anual organizado por instituto do qual Gilmar Mendes é sócio‑fundador.


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