Ao vivo: Gleisi entrega Lula e expõe o Planalto (Veja o vídeo!)

Uma declaração da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, caiu como uma bomba política em Brasília e colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no centro de mais uma controvérsia sensível. Ao afirmar que Lula tinha conhecimento prévio dos contratos firmados pelo ex‑ministro do STF Ricardo Lewandowski com o Banco Master, Gleisi realizou o que a oposição chama de “entrega política” do presidente.

O que antes era tratado como assunto restrito à atuação de Lewandowski no setor privado passou, a partir da fala da dirigente petista, a atingir diretamente o Palácio do Planalto.

Defesa que virou problema

Segundo aliados, a intenção de Gleisi era simples: afastar suspeitas de irregularidade e demonstrar que não havia nada de oculto na relação entre Lewandowski e o banco. O efeito, porém, foi devastador do ponto de vista político.

Ao assumir publicamente que Lula sabia dos contratos, a presidente do PT eliminou uma das linhas de defesa mais usuais em crises desse tipo: o desconhecimento do chefe do Executivo. Com isso, o presidente deixa de ser apenas espectador e passa a ser visto como alguém plenamente ciente das relações envolvendo um ex‑ministro do Supremo.

O foco saiu de Lewandowski e caiu no colo de Lula

Até a declaração, o debate girava em torno do comportamento de Lewandowski após deixar o STF e de sua relação com o mercado financeiro. Depois da fala de Gleisi, o centro da crise mudou completamente de endereço.

Agora, a pergunta que ecoa nos bastidores de Brasília não é mais “o que Lewandowski fez”, mas “por que Lula sabia e concordou”. Politicamente, isso amplia o desgaste do presidente e fornece munição para adversários que já criticam a proximidade entre governo, Judiciário e sistema financeiro.

Desgaste político em plena tentativa de reaproximação com o centro

O episódio ocorre em um momento delicado para o governo. Lula tenta reduzir a rejeição, reconstruir pontes com o centro político e sinalizar moderação. A fala de Gleisi, no entanto, empurra o presidente novamente para o centro de uma narrativa de aparelhamento e de relações cruzadas entre poder político e instituições.

Não se trata, neste momento, de acusação jurídica formal. O problema é outro: imagem, narrativa e desgaste acumulado.

A “entrega” que o Planalto não precisava

Nos bastidores, a avaliação é que Gleisi falou além do necessário. Ao tentar blindar o partido, acabou retirando camadas de proteção do presidente. O resultado é um novo flanco aberto, num governo que já enfrenta dificuldades para controlar crises de comunicação e alinhamento interno.

Para críticos, o episódio reforça uma percepção recorrente: o PT governa como se estivesse permanentemente em campanha, priorizando a militância em detrimento da estratégia institucional.

Olhando para 2026

Isoladamente, o caso pode não derrubar o governo. Mas, somado a outros episódios, contribui para a construção de uma narrativa de desgaste contínuo em torno de Lula. Em política, a sucessão de pequenos ruídos costuma pesar mais do que um grande escândalo.

E, desta vez, o ruído veio de dentro.

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