Sequestro de Abílio Diniz, então milionário dono do Pão de Açúcar, em plena campanha presidencial de 1989.
O cativeiro foi interrompido e, ao ser libertado, foram encontrados panfletos do PT. Os sequestradores vestiam camisetas com a imagem de Lula; a maioria eram estrangeiros ligados a organizações terroristas da América Latina, havendo apenas um brasileiro entre eles.
O caso foi abafado e ficou proibido estabelecer qualquer relação com o PT.
Na campanha presidencial de 2022, Lula confessou, durante comício, que havia pedido ao então presidente Fernando Henrique Cardoso a liberdade para os “meninos” que sequestraram Abílio Diniz na década de 1990.
Escândalos envolvendo propinas de empresas de transportes públicos e coleta de lixo culminaram no assassinato de Celso Daniel, tesoureiro da campanha presidencial de Lula, seguido por outros casos que envolveram testemunhas, peritos e criminosos.
Toninho, prefeito de Campinas, foi assassinado de forma inexplicável; rumores apontam para corrupção na coleta de lixo, mas o motivo permanece desconhecido.
O Mensalão gerou mortes e desaparecimentos que ainda não foram esclarecidos.
Não há evidências que liguem Lula ao PT nesses episódios; ao contrário, quem falava sobre o Foro de São Paulo era ridicularizado, e jornalistas que ousavam questionar possíveis vínculos entre Lula, Fidel Castro e Chávez eram ameaçados publicamente. Em entrevista a Boris Casoy, em 2002, Lula chegou a dizer: “Oh, Boris! Eu te aconselho até a não repetir isso em vídeo”.
Seguiram‑se o sequestro de executivos da Odebrecht por grupos das FARCs, o escândalo do “Petrólão”, mortes suspeitas, a Operação Lava Jato, as “pedaladas fiscais”, supostos desvios de recursos para Cuba, Venezuela e a doação de refinaria à Bolívia, obras superfaturadas na África, o impeachment, a anulação de condenações, eleições contestadas e graves denúncias de interferência externa, inclusive publicadas pelo The New York Times.
Hoje, ainda se fala de INSS, “Lulinha”, irmão, “Tofolão”, “Xandão”, “Lewandowiskão”, “Vorcarão” e de toda a suposta podredão que, segundo o autor, se mostra escancarada.
Quem ainda não compreende quem é Lula e o PT, segundo o texto, não teria condições de conviver em uma sociedade minimamente civilizada.
O autor defende que Lula deveria ser preso ou internado em um manicômio, rejeitando a “luta antimanicomial”, que, na sua visão, teria deixado os pobres sem leitos hospitalares, enquanto quem tem dinheiro continua sendo internado em clínicas particulares.
Segundo a argumentação, o PT, ao dizer “defender os mais pobres”, na prática manteria a população em situação de pobreza, sem saúde, educação ou informação suficiente para compreender o partido e continuar votando nele.
Pedro Possas. Médico.
