Pesquisa encomendada pela StandWithUs à AtlasIntel, conduzida sob a liderança do presidente executivo André Lajst e da diretora de comunicação e cultura Sabrina Abreu, revelou que 58,5% dos evangélicos brasileiros apoiam majoritariamente Israel, 89,5% consideram o massacre de 7 de outubro injustificado, 74,5% atribuem ao Hamas a culpa pela guerra e 86,1% discordam do apoio do governo Lula à acusação da África do Sul contra Israel por genocídio.
Entre os evangélicos, 62,3% acreditam que o governo Lula adotou uma postura internacional de apoio ao Hamas; contudo, apenas 11,7% consideram essa posição correta.
A pesquisa evidencia o apoio incondicional dos evangélicos a Israel e ao povo judeu, ao mesmo tempo em que percebem o governo Lula como alinhado a grupos que identificam como terroristas muçulmanos.
O Brasil se apresenta majoritariamente pró‑Israel e solidário ao povo judeu, em contraste com discursos políticos de caráter antissemita que têm ganhado espaço no cenário nacional.
Quanto às fontes que influenciam a visão do conflito entre os evangélicos, 48,5% apontam as redes sociais (Facebook, Instagram, TikTok e X), 19,8% citam a mídia tradicional e 19,9% mencionam religião, líderes ou pastores.
Para se informar sobre o conflito israelo‑palestino, 55,5% dos evangélicos recorrem principalmente às redes sociais, enquanto apenas 1,6% têm como fonte as igrejas ou organizações religiosas.
O resultado revela um cenário surpreendente: a maioria dos evangélicos toma decisões com base no que absorve nas redes sociais, em vez de recorrer aos estudos da escola dominical, à influência da igreja ou à orientação de pastores.
Realizado entre 10 e 23 de setembro, antes do acordo de cessar‑fogo, o levantamento teve abrangência nacional, contou com 1.812 entrevistados e foi conduzido por meio de recrutamento digital aleatório entre a população adulta. A pesquisa apresenta margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
