O advogado Enrique de Abreu Lewandowski, filho do então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, atuou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em favor da Capital Consig Sociedade de Crédito Direto S.A.
A empresa está sendo investigada por fraudes em empréstimos consignados a servidores públicos do Mato Grosso e foi apontada como fornecedora de créditos que foram incorporados às carteiras do Banco Master.
Essa atuação levanta questionamentos legítimos sobre possíveis conflitos de interesse, o momento institucional e a necessidade de máxima transparência, sobretudo considerando o cargo ocupado pelo pai na época.
Os fatos se acumulam e o comportamento do governo tem sido cada vez mais questionado. Muitos apontam que a pressa de Lewandowski para deixar o governo pode estar relacionada a esse caso.
Vale lembrar que Ricardo Lewandowski recebeu R$ 6,5 milhões do Banco Master em contratos de consultoria. Quando assumiu o ministério, o contrato foi transferido para o filho, mas os pagamentos continuaram.
O contrato foi fechado por indicação de Jaques Wagner (PT‑BA), líder do governo no Senado.
Segundo críticos, o governo Lula transformou‑se em um balcão de negócios para ministros, familiares e aliados, enquanto a população arca com os custos e a Justiça permanece omissa.
