Suzane von Richthofen e Silvia Magnani travam disputa judicial pela herança de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane, falecido em 9 de janeiro de 2026 em São Paulo. O patrimônio, estimado em R$ 5 milhões, inclui três imóveis na capital paulista e um veículo Subaru XV.
A ausência de testamento transformou a sucessão em questão judicial. Suzane alega prioridade na administração do espólio por ser parente consanguínea direta. Silvia, por sua vez, busca comprovar que manteve união estável com o médico por quase 14 anos, o que lhe garantiria direitos sobre a herança.
Entre os bens imóveis deixados por Miguel estão uma residência no bairro Campo Belo, uma propriedade recebida como doação paterna e uma sala comercial no Condomínio Bonnaire Office. O automóvel Subaru XV, fabricado em 2021, tem valor aproximado de R$ 200 mil.
Logo após o falecimento do médico, Suzane retirou o veículo da garagem da casa do tio. Seus advogados justificam a ação como medida preventiva para preservação do patrimônio, afirmando que o carro permanece guardado sem utilização.
A situação apresenta uma ironia histórica: em 2002, Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por orquestrar o assassinato dos próprios pais para se apropriar do patrimônio familiar. Foi Miguel quem atuou judicialmente para que a sobrinha fosse declarada indigna de receber aquela herança, estimada em R$ 10 milhões.
Andreas von Richthofen, irmão de Suzane e também sobrinho de Miguel, optou por manter‑se afastado do conflito sucessório. A morte do médico, ocorrida aos 76 anos, continua sob investigação policial, sendo tratada como caso de natureza suspeita.
No processo judicial, a magistrada determinou a inclusão das certidões de óbito dos pais de Suzane para comprovar o grau de parentesco com Miguel. Esses documentos registram que Manfred e Marísia foram assassinados e contêm a averbação que declarou Suzane indigna de herdar os bens deles.
A defesa de Silvia pretende argumentar que a declaração de indignidade deve estender‑se também ao patrimônio deixado pelo tio de Suzane. A juíza exigiu que Silvia apresente provas concretas da relação estável que alega ter mantido com Miguel.
O corpo de Miguel foi encontrado em sua residência em Campo Belo, já em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona. A descoberta ocorreu quando um vizinho, que possuía a chave do imóvel, estranhou a ausência prolongada do médico. O sepultamento aconteceu em Pirassununga, no interior de São Paulo, em cerimônia para a qual Suzane não compareceu.
Suzane recebeu a notícia da morte do tio, que considerou o momento aguardado.
