A polícia da França realizou, na manhã desta terça‑feira (3/2), buscas nos escritórios da rede social X, controlada pelo bilionário Elon Musk, em Paris. A ação integra uma investigação que se arrasta há mais de um ano.
As diligências estão vinculadas a apurações sobre suposto uso abusivo de algoritmos na plataforma. As buscas foram conduzidas pela unidade especializada em crimes cibernéticos da Procuradoria de Paris, que coordena o inquérito.
Além do funcionamento geral da rede social, a investigação também abrange o Grok, serviço de inteligência artificial integrado ao X. Segundo o Ministério Público de Paris, a apuração busca esclarecer se a ferramenta teria contribuído para ampliar a disseminação de imagens de pornografia infantil ou atuado como “cúmplice” na divulgação de deepfakes com conteúdo sexual explícito.
As autoridades francesas informaram que Elon Musk e a ex‑CEO do X, Linda Yaccarino, deverão ser ouvidos em abril, tendo sido convocados para uma audiência no âmbito da investigação, que também analisa suspeitas de uso indevido de algoritmos e de extração fraudulenta de dados de usuários por funcionários da empresa.
Até o momento, nem a rede social X nem Elon Musk se manifestaram oficialmente sobre as buscas. A investigação é conduzida de forma conjunta pela polícia francesa, pelo Ministério Público da França e pela Europol, agência de cooperação policial da União Europeia.
