Uma verdadeira bomba explodiu ontem. Desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão descobriram que o presidente da Corte, Froz Sobrinho, transferiu R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB). Os recursos estavam anteriormente aplicados no Banco do Brasil e a movimentação foi feita sem consulta prévia ao colegiado de magistrados.
Na quinta‑feira (5) eclodiu outra bomba: cinco tribunais depositaram, entre si, cerca de R$ 30 bilhões no BRB. Quatro desses tribunais pertencem à região mais pobre do país, o Nordeste.
Os recursos judiciais transferidos para o BRB provêm dos Tribunais de Justiça do Maranhão, da Bahia, da Paraíba, de Alagoas e do Distrito Federal.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu procedimento investigativo para apurar a conduta do presidente do TJ do Maranhão em relação à transferência dos depósitos judiciais.
A situação do BRB está ligada às relações com o Banco Master. A instituição brasiliense assumiu carteiras de crédito e operações do banco paulista, que passou a enfrentar questionamentos no mercado financeiro sobre sua liquidez e qualidade de ativos.
O BRB chegou a formalizar uma oferta para adquirir o Master, mas a transação foi impedida pelo Banco Central.
