“Meu Amigo Flávio”: a piada que virou troféu dos bolsonaristas (Veja o vídeo!)

O humor às vezes cumpre um papel que a política tradicional não consegue: atravessar bolhas. Foi exatamente isso que aconteceu nesta semana com o comediante Murilo Couto, ao apresentar, em um de seus shows, uma música criada depois que o senador Flávio Bolsonaro passou a segui‑lo no Instagram.

O que começou como uma piada despretensiosa, típica do stand‑up, baseada no absurdo da situação e na ironia do cotidiano digital, ganhou rapidamente dimensão inesperada. O trecho do show circulou nas redes sociais, viralizou e, em poucos dias, transformou‑se em um verdadeiro hit entre os apoiadores do bolsonarismo.

A canção, informalmente chamada “Meu Amigo Flávio”, passou a ser compartilhada em perfis conservadores, grupos de WhatsApp e páginas políticas, recebendo entusiasmo. O curioso é que o humor não era panfletário nem militante; o tom irônico, leve e aparentemente descompromissado foi justamente o que permitiu que a música encontrasse ressonância fora do circuito habitual da direita.

Esse fenômeno revela algo maior que um simples viral. Ele demonstra como a cultura pop, o humor, o entretenimento e a internet tornaram‑se vetores centrais da disputa simbólica no Brasil. Enquanto discursos políticos formais encontram resistência imediata fora de suas bolhas ideológicas, uma piada bem construída pode circular livremente, gerar identificação e despertar curiosidade até mesmo em públicos historicamente refratários.

Outro elemento relevante é a figura de Murilo Couto. Conhecido por um humor ácido, irreverente e, em muitos momentos, crítico, o comediante nunca foi associado diretamente a um campo político específico. Essa neutralidade impediu que a música fosse rejeitada imediatamente por setores da esquerda, permitindo que “furasse a bolha” e chegasse a públicos diversos, algo cada vez mais raro em um ambiente de polarização extrema.

Para os bolsonaristas, o episódio foi rapidamente apropriado como símbolo cultural, quase um troféu: um artista popular, ainda que involuntariamente, gerando conteúdo que dialoga com seu universo político. Para a esquerda, o sucesso da música acendeu um alerta incômodo sobre como o humor pode driblar filtros ideológicos e conquistar espaços onde o discurso tradicional já não entra.

No fim das contas, “Meu Amigo Flávio” é mais do que uma piada musical. É um retrato do Brasil conectado, polarizado e, ao mesmo tempo, surpreendentemente permeável quando a linguagem certa é utilizada. Mostra que, em tempos de radicalização, o riso pode ser uma arma poderosa, não por convencer, mas por atravessar, desarmar e, sobretudo, circular.

Se a política insiste em falar apenas para os seus, o humor continua fazendo aquilo que sempre fez de melhor: falar com todos. Veja o vídeo!

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