Um ex‑funcionário de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, denunciou à Polícia Federal (PF) a suposta relação entre seu antigo chefe e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista exclusiva concedida nesta semana, ele afirmou que sua vida se transformou em “um inferno” após colaborar com as investigações da Operação Sem Desconto.
Esta é a primeira vez que o homem, que trabalhou com Antonio Carlos por aproximadamente duas décadas, fala com a imprensa. Durante o encontro, entregou um documento contendo respostas escritas sobre sua situação atual.
“Quando estive na PF para colaborar, me foi ‘prometido’ – vou repetir, ‘prometido’ – que meu nome não seria divulgado! E que seria protegido frente às investidas do Antonio (Careca do INSS), pois recebi uma ameaça de morte dele, pois ele sabia do poder de colocá‑lo na cadeia. Até o momento, estou sem essa proteção e sem a defesa prometida!!”
O denunciante perdeu cerca de 15 quilos desde que rompeu com Careca do INSS e iniciou sua colaboração com as autoridades federais. Também manifestou insatisfação com a demora das instituições em oferecer proteção adequada.
“Só não tirei a minha própria vida porque sou evangélico e porque tenho uma filha”.
O ex‑funcionário informou à PF que Careca do INSS supostamente pagava R$ 300 mil mensais ao filho de Lula, além de um adiantamento de 25 milhões em moeda não especificada. Em seu relato, detalhou como Antonio Carlos se referia a Lulinha.
“Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz!!! Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’ e sinalizava mostrando a mão com quatro dedos… Falou o nome de Fábio Lula diversas vezes, a mim, a alguns parceiros comerciais, em reunião de diretoria”, disse o ex‑funcionário.
