A junta médica da Polícia Federal concluiu que o ex‑presidente Jair Bolsonaro apresenta doenças crônicas que estão sob controle clínico e que, no momento, não há necessidade de transferência para um hospital penitenciário ou mesmo para a prisão domiciliar.
O laudo, elaborado por peritos do Instituto Nacional de Criminalística, foi produzido por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes para avaliar se o estado de saúde do ex‑presidente é compatível com o ambiente prisional.
Segundo os peritos, Bolsonaro é portador de hipertensão arterial, apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intestinais decorrentes de cirurgias anteriores. De acordo com a conclusão, essas condições demandam acompanhamento médico regular e ajustes terapêuticos, mas não exigem, neste momento, cuidados em nível hospitalar.
O documento também registra que não foram confirmados diagnósticos citados em relatórios médicos anteriores, como pneumonia bacteriana não especificada, anemia por deficiência de ferro, sarcopenia e depressão. A junta afirma que os exames apresentados não permitiram comprovar essas doenças.
Apesar de afastar a necessidade de internação, o laudo destaca a presença de sinais e sintomas neurológicos que elevam o risco de novas quedas. Por isso, recomenda investigação diagnóstica complementar e a adoção de medidas preventivas no local de custódia, como instalação de barras de apoio, dispositivos de alerta de emergência e acompanhamento mais próximo nas áreas comuns.
Os peritos também sugerem avaliação nutricional especializada, prescrição de dieta adequada às comorbidades, prática regular de atividade física conforme a tolerância clínica e fisioterapia contínua com foco em força muscular e equilíbrio postural.
As medidas, segundo o laudo, visam reduzir o risco de complicações, especialmente cardiovasculares, e preservar a funcionalidade do ex‑presidente durante o cumprimento da pena.
