Laudo médico de Bolsonaro: farsa que humilha metade do Brasil

O laudo médico do ex‑presidente Jair Bolsonaro representa uma afronta à ética médica e aos direitos fundamentais dos idosos com mais de 70 anos. O documento descreve um homem com o corpo adoecido, fragilizado por múltiplas comorbidades, mas, paradoxalmente, afirma que sua saúde mental está plenamente preservada: nada de depressão, nada de solidão, nada de sofrimento psíquico. Curiosamente – e convenientemente – a avaliação indica que sua saúde mental está “ótima”.

Essa conclusão desafia não apenas a medicina moderna, mas também o bom senso. Como aceitar que um idoso submetido a intenso estresse físico, isolamento, ambiente prisional e perseguição política prolongada não apresente qualquer impacto emocional? A narrativa não é apenas inverossímil; é desumana.

Enquanto isso, o ocupante do poder faz declarações públicas que revelam desprezo, sarcasmo e crueldade. Ele afirma que o brasileiro “tem orgulho de ser brasileiro”, ao mesmo tempo em que se refere ao ex‑presidente como um “cachorro louco preso, que, se sair, vai morder”. Palavras que envergonham a nação e expõem um espírito vingativo incompatível com a dignidade do cargo.

A vergonha aprofunda‑se quando se observa dinheiro público sendo utilizado em comemorações carnavalescas que exaltam essa retórica rancorosa, em escolas de samba que transformam perseguição política em espetáculo. Não se trata de arte nem de crítica: trata‑se de escárnio institucionalizado.

Inventaram um crime, prenderam o principal opositor e agora celebram a dor, o luto político e o desgosto de metade da nação – metade que existe, vota e tem seus votos comprovadamente registrados. Ignorar esse contingente não é democracia; é autoritarismo disfarçado.

O Brasil enfrenta, neste ano eleitoral, uma missão histórica: garantir eleições verdadeiramente limpas e devolver o país ao caminho da justiça. É preciso colocar os verdadeiros corruptos em seus devidos lugares. O país não suportará mais quatro anos de perseguição a inocentes, de impunidade para culpados e de banalização da injustiça.

Se a esquerda permanecer no poder, o Brasil corre o risco de uma condenação irreversível – não apenas à miséria econômica, mas a algo ainda mais grave: à miséria moral, ética e humanitária. Quando um país perde esses pilares, não é apenas o futuro que está em risco – é a própria alma da nação.

É preciso reagir: negar audiência ao carnaval financiado pelo poder, ampliar as frentes pela anistia dos inocentes e retirar Bolsonaro da prisão antes que o transformem em mártir – não precisamos de mártires, precisamos resgatar o Brasil das garras do socialismo.

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