Malu Gaspar, colunista do O Globo, trouxe ao público novas revelações envolvendo Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a jornalista, o maior temor do ministro era a pressão exercida sobre integrantes do Senado, especialmente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), para impedir a instalação da CPMI do Master.
“Moraes teme a convocação de seus familiares para apresentar esclarecimentos à CPMI”, escreveu Gaspar. Ela acrescentou que o contrato do escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com o Master previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos, totalizando R$ 130 milhões. Essa questão ficou de fora do depoimento de Vorcaro, prestado em dezembro do ano passado no STF.
Uma das cláusulas do contrato de Viviane estabelecia a atuação em quatro órgãos do Executivo – Banco Central, Cade, Receita Federal e Procuradoria‑Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – porém, em todos eles, a natureza das atividades da esposa de Moraes permanece um mistério.
Outro grande medo de Moraes seria o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A obra denuncia a perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros episódios que tiveram início no chamado Inquérito das Fake News, alertando que a censura já vigia o conteúdo.
