O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido por sorteio para relatar o inquérito que apura denúncia de assédio sexual envolvendo o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi.
O magistrado é acusado de ter assediado uma jovem de 18 anos em janeiro de 2026, na praia de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Em manifestação oficial, o gabinete de Marco Buzzi declarou que o ministro ficou “surpreso com o teor das insinuações” e que repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
A denúncia foi apresentada às autoridades pelos pais da jovem, que estavam hospedados na residência do ministro durante as férias de fim de ano. Eles procuraram integrantes do STJ e o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques. Na noite de terça‑feira (3), um grupo formado por três ministras do STJ levou o caso ao presidente da Corte, ministro Herman Benjamin, pedindo providências.
O inquérito chegou ao STF no fim da tarde de quarta‑feira (4) e a definição do relator ocorreu no início da noite. No âmbito interno do STJ, o Pleno passou a analisar três alternativas: conceder licença ao ministro, solicitar seu afastamento ou não adotar medida imediata.
Nos bastidores da Corte, havia expectativa de que o presidente do STJ se pronunciaria publicamente até o fim do dia. Para tratar do assunto, foi convocada reunião extraordinária na tarde de quarta‑feira, sem divulgação prévia de pauta. Antes disso, o caso já havia sido debatido de forma reservada pelos integrantes da Corte Especial, composta pelos quinze ministros mais antigos do tribunal.
Segundo relatos, a sessão começou com atraso superior a cinquenta minutos.
Assim, o futuro do acusado está agora nas mãos de Kassio Nunes Marques.
