Operação Chuvas 2025/26 registra a 15ª morte fatal em São Paulo

A Defesa Civil do estado de São Paulo confirmou nesta segunda‑feira (9) a 15ª morte relacionada às chuvas desde o início da Operação Chuvas 2025/26. Um homem morreu após ser arrastado por uma cabeça d’água no córrego Barnabé, área central de Indaiatuba, na região de Campinas, no domingo (8).

O acidente aconteceu durante trabalhos de contenção de vazamento de resíduo químico e óleo mineral no córrego. A embarcação utilizada pela equipe tombou quando foi atingida pela súbita elevação do nível da água nas proximidades da rua Bernardino de Campos.

“Durante o incidente, um dos trabalhadores foi arrastado pela força da água. O Corpo de Bombeiros atuou na ocorrência com quatro viaturas e respectivas equipes, localizando a embarcação ainda no mesmo dia”, informou a Defesa Civil em comunicado oficial.

O corpo da vítima foi encontrado na tarde desta segunda‑feira (9), após a diminuição da correnteza, próximo ao local do tombamento da embarcação. Familiares fizeram o reconhecimento no local. A perícia foi chamada para avaliar as circunstâncias do acidente, e a área permaneceu isolada sob vigilância policial.

A Operação Chuvas 2025/26 começou em 1º de dezembro do ano passado e vai até 31 de março deste ano. O estado de São Paulo registrou nove mortes em dezembro e cinco em janeiro, além da ocorrência mais recente em fevereiro.

Em dezembro, as fatalidades incluíram um homem em Campos do Jordão por deslizamento de terra e uma mulher na zona leste de São Paulo por queda de muro, ambos no dia 10. Em 12 de dezembro, uma mulher morreu em Guarulhos quando uma árvore caiu sobre um ponto de ônibus.

Ilhabela registrou duas mortes no dia 16 de dezembro: um homem faleceu após queda de muro e outro foi vítima de enxurrada. No mesmo dia, em Guarulhos, um homem morreu quando seu carro foi arrastado pela força das águas.

Em janeiro, uma mulher faleceu em Taubaté no dia 14 quando uma árvore caiu sobre seu veículo. Dois dias depois, um casal perdeu a vida na zona sul de São Paulo quando seu carro foi arrastado pela enxurrada. No dia 25, na zona norte da capital, um homem também foi vítima de enxurrada.

O balanço da operação mostra que as enxurradas causaram sete óbitos até o momento. Outros fatores incluem quedas de muros (dois casos), quedas de árvores (dois casos), deslizamentos (um caso), descargas elétricas (um caso), desabamento de telhado (um caso) e o fenômeno de cabeça d’água em Indaiatuba.

A Defesa Civil mantém alerta para os riscos associados às chuvas intensas que atingem o estado neste período, especialmente em áreas próximas a córregos e encostas.


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