O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com o pior desempenho dos últimos cinco anos na criação de vagas com carteira assinada. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta‑feira (29), o saldo líquido foi de 1,2 milhão de novos postos, o menor resultado desde 2020.
Ao longo do ano, o país registrou cerca de 26,6 milhões de admissões, enquanto aproximadamente 25,3 milhões de trabalhadores foram desligados. Com isso, o total de vínculos formais avançou de 47,1 milhões para 48,4 milhões, representando um crescimento de 2,71 %. Esse percentual ficou abaixo do observado em 2023, quando a alta foi de 3,3 %, e também de 2024, que havia registrado expansão de 3,69 %.
O desempenho negativo ficou mais evidente em dezembro, mês em que foram fechadas 618 mil vagas formais. A retração corresponde a uma queda de 1,26 % em comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a desaceleração no ritmo de contratações ao final do exercício.
Apesar do resultado geral mais fraco, a maioria dos setores apresentou saldo positivo ao longo de 2025. O segmento de serviços liderou a geração de empregos, com a criação de 758 mil vagas, o que representa crescimento de 3,29 %. Na sequência, o comércio respondeu por 247 mil novos postos com carteira assinada.
Na análise regional, o Amapá registrou o maior crescimento proporcional do país, com aumento de 8,4 % no número de empregos formais. Em seguida aparecem a Paraíba, com expansão de 6 %, e o Piauí, que alcançou alta de 5,81 %. Na outra ponta, o Espírito Santo teve o desempenho mais discreto, com crescimento de apenas 1,52 %.

