A crescente dificuldade de esperar imparcialidade do Poder Judiciário brasileiro fica evidente no caso da ação proposta pelo Partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores e a escola de samba Acadêmicos de Niterói.
O Novo entrou com a ação na Justiça Eleitoral alegando propaganda eleitoral antecipada por meio do samba‑enredo escolhido para o Carnaval de 2026, ano de eleição, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A petição pede a aplicação de multa de R$ 9,65 milhões, valor que o partido justifica pelo custo econômico total da suposta infração.
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Estela Aranha, foi sorteada para ser a relatora do processo. Ela integra o grupo de advogados conhecido como Prerrogativas, formado por petistas e considerado ideologicamente alinhado ao presidente Lula.
Durante a gestão de Flávio Dino, Estela Aranha atuou como secretária no Ministério da Justiça. Segundo reportagens, sua indicação contou com o apoio de figuras como Edinho Silva, presidente do PT, e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A escolha da ministra como relatora é vista como altamente suspeita, já que há indícios de que seu voto será favorável ao réu. Muitos defendem que ela deveria ser declarada suspeita para garantir a lisura do julgamento.
