A Polícia Federal (PF) apresentou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um pedido formal de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, relator das investigações sobre fraudes no Banco Master.
A medida foi tomada depois que peritos da PF identificaram, nas mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante a operação Compliance Zero, referências ao nome de Toffoli.
No documento entregue ao STF na segunda‑feira, dia 9, a corporação argumentou que tais referências podem comprometer a imparcialidade do ministro no processo. O caso segue em sigilo, cabendo agora ao presidente Fachin decidir se Toffoli permanecerá como relator ou será afastado.
O pedido foi enviado diretamente ao presidente da Corte, que determinou a notificação de Toffoli para que ele se manifeste nos autos, exigência processual prévia a qualquer decisão sobre a suspeição.
Em nota, a defesa de Toffoli classificou o pedido como “ilusório” e alegou que a PF não tem legitimidade para requerer a suspeição, pois não é parte no processo, conforme o Código de Processo Civil. O ministro afirmou que apresentará sua posição ao presidente da Corte acerca das menções encontradas nas mensagens.
O episódio intensifica o escrutínio sobre a condução de Toffoli no caso, que já era alvo de críticas após revelações de investimentos e relações financeiras entre fundos vinculados ao Banco Master e empreendimentos.
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