O relatório da Polícia Federal indica que, além de trocas de mensagens, há registros de telefonemas entre o ministro do STF Alexandre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A PF também anotou um convite para a festa de aniversário do ministro e conversas nas quais Vorcaro faz referência ao resort Tayayá.
Mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado Fabiano Vettel revelam discussões sobre pagamentos à empresa Maridt, que era controlada por parentes do ministro.
O relatório, com cerca de 200 páginas, foi elaborado principalmente a partir da extração de dados do celular de Daniel Vorcaro. Diante desses achados, o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente o material ao presidente do Supremo Tribunal Federal na última segunda‑feira.
A PF apresentou uma arguição de suspeição contra o magistrado. Toffoli aguarda manifestação da Procuradoria‑Geral da República para definir sua postura no caso.
Na arguação são citados artigos da Lei Orgânica da Magistratura e do regimento interno do STF.
Toffoli não pretende desistir do processo. Em nota enviada pelo seu gabinete na noite de quarta‑feira, o ministro qualificou as acusações como mera “ilação”.
Além das conversas entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a PF passou a investigar repasses realizados pela empresa Maridt Participações – que chegou a ser sócia do resort Tayayá – ao magistrado.
A Maridt pertence oficialmente a dois irmãos de Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio. Em 2025, a empresa vendeu sua participação de um terço no resort ao fundo Arleen, que integra a estrutura controlada pelo Master. Um dos sócios da Maridt no empreendimento era o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
