A reunião que culminou na renúncia de Dias Toffoli à relatoria do caso Master foi tensa. Durante quase três horas, os dez ministros do Supremo Tribunal Federal debateram qual seria a melhor saída para o magistrado, após a Polícia Federal apresentar relatório contendo trechos de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas quais havia menções a Toffoli.
O encontro na sala da presidência teve início por volta das 16h40. O ministro Alexandre de Moraes Fachin apresentou o documento da PF e abordou a Arguição de Suspeição nº 244, aberta para investigar o caso.
Desde o começo, Toffoli demonstrou resistência em deixar a relatoria. Ele alegou imparcialidade em sua atuação e afirmou não ter relação de amizade com Vorcaro. Os demais colegas insistiram ao apontar o desgaste gerado pela situação. Após longa discussão, ficou decidido que a saída deveria ser a pedido, com a retirada da arguição de suspeição contra o ministro.
Com a saída de Toffoli, os ministros deliberaram a redistribuição da relatoria do caso. A decisão foi formalizada por meio de nota oficial, assinada pelos dez ministros do STF.
Nota oficial dos 10 ministros do STF
Os 10 Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Toffoli deixou a reunião visivelmente arrasado.

A República precisa ser reconstruída e o primeiro passo não é o impeachment de Toffoli.
