O ex‑jogador Raí defendeu o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e afirmou que há poucos atletas de esquerda por “falta de informação”. A declaração provocou forte reação nas redes sociais, sendo percebida como tentativa de desqualificar quem pensa diferente, ao atribuir a divergência política à ignorância.
A resposta mais contundente veio do piloto Lucas Di Grassi. Em publicação direta, Di Grassi rebateu a tese de que posicionamento político decorre de falta de estudo, enumerando sua formação e experiência:
“Olha… eu estudei num colégio esquerdista chamado Colégio Santa Cruz.
Fiz Economia no Insper.
Tenho um diploma da Escola de Negócios de Harvard.
Fui embaixador da ONU por 7 anos.
Tenho 4 patentes e uma publicação científica.
Leio cerca de 20 livros por ano…
Então posso afirmar: se alguém é de esquerda como você @rai10oficial – ou está no meio da roubalheira ou é limitado cognitivamente mesmo.”
A crítica ganhou repercussão ao tocar um ponto sensível: a coerência. Raí, que construiu carreira internacional e vive há anos na Europa, é acusado por seus críticos de defender no Brasil um discurso contrário ao sistema que lhe proporcionou prosperidade. A fala de Di Grassi, ainda que dura, ecoou entre aqueles que percebem contradição entre discurso ideológico e trajetória pessoal.
O episódio transformou uma divergência política em debate sobre hipocrisia, mérito e responsabilidade pública, mostrando que, no ambiente polarizado atual, declarações categóricas tendem a receber respostas igualmente contundentes.
Acorda, Brasil!
