O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio de Janeiro repercutiu também dentro do governo federal. Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trataram de reduzir o impacto político do resultado e negaram qualquer relação entre a homenagem feita ao petista e a posição final da escola na apuração.
Integrantes do governo classificaram o rebaixamento como algo comum na dinâmica da competição entre agremiações, lembrando que a escola havia chegado recentemente ao Grupo Especial. Segundo essa avaliação, o desempenho não teria sido prejudicado pelo enredo — argumento reforçado pelo fato de o samba ter recebido notas máximas de alguns jurados.
Aliados do presidente também interpretaram o resultado como evidência de que não houve interferência governamental ou favorecimento financeiro na apresentação, afastando suspeitas levantadas após o desfile.
No Planalto, a repercussão política foi atribuída à exploração eleitoral por parte da oposição, que passou a usar o episódio como crítica ao governo.
A Acadêmicos de Niterói terminou a apuração com a menor pontuação entre as participantes do Grupo Especial e retornará ao grupo de acesso no próximo carnaval.
