Alguém gravou clandestinamente uma reunião dos ministros do Supremo Tribunal Federal e vazou o conteúdo para a imprensa. A resposta do STF — institucionalmente, sem um autor da decisão concreto identificado — foi deixar o caso de lado, invocando a chamada “paz institucional”.
A corte, portanto, optou pela paz em detrimento da elucidação do que configuraria um crime. Segundo o texto do articulista, as instituições no Brasil se mostram fortes justamente por preferirem esse caminho.
Na avaliação do colunista Marcelo Guterman, a paz institucional deveria ser o zênite da democracia brasileira — todos unidos como um único time, sem brigas intestinas, irmanados na defesa dos seus, a exemplo do que ele ironicamente chama de “STF Futebol Clube”.
O argumento sustentado no texto é de que, nesse modelo, os Três Poderes podem brigar entre si à vontade, autoridades podem se locupletar e usar da autoridade para intimidar cidadãos — tudo isso caberia na democracia. O que não caberia, segundo essa lógica, seria o fim da paz institucional.
Por isso, conclui o articulista, os ministros decidiram pelo melhor: não expor um dos seus. E a paz institucional, escreve ele, “cada vez mais se parece com a paz dos cemitérios, onde jaz a democracia brasileira”.
Marcelo Guterman é engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

A Magnitsky caiu, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fake News foram expostos. A censura está de olho nessa obra. Acesse o link abaixo:
https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber

