A esquerda conseguiu retomar o poder no Peru sem disputar eleição. José María Balcázar é o novo presidente do país, assumindo o cargo de forma interina. Seu histórico prévio, no entanto, está longe de ser recomendável.
Balcázar responde a processo por corrupção e já defendeu publicamente o sexo precoce com meninas. Filiado ao partido Peru Libre, ele se torna o oitavo mandatário peruano desde 2016.
O currículo do novo presidente é pesado. Será julgado em junho por apropriação indébita de recursos do Colégio de Advogados de Lambayeque entre 2019 e 2020, com reparação civil estimada entre US$ 200 mil e US$ 300 mil. Em 2011, foi destituído do cargo de juiz da Suprema Corte por “graves problemas no exercício de suas funções”.
Em 2022, foi expulso do Colégio de Advogados por faltas éticas, civis e penais. No ano seguinte, em 2023, defendeu em debate parlamentar que “relações sexuais precoces ajudam no desenvolvimento psicológico futuro da mulher” — declaração repudiada por organizações de direitos humanos.
O mandato de Balcázar vai até julho. As eleições presidenciais peruanas estão marcadas para 12 de abril.
