Transparência Internacional exige investigação de Toffoli e publica histórico de fatos graves sem resposta

Neste domingo (22), a Transparência Internacional divulgou em suas redes sociais um relato cronológico da trajetória do ministro Dias Toffoli, detalhando uma série de fatos graves em que o magistrado esteve envolvido desde 2012 — e pedindo que ele seja investigado.

Confira o histórico publicado pela organização:

Em 2012, a revista Veja revelou que Toffoli foi citado no depoimento de uma delatora do mensalão do DF. Ao que consta, não foi investigado.

Em 2016, a Veja revelou que Léo Pinheiro incluiu uma obra na mansão de Toffoli em sua proposta de delação. Ao que consta, não foi investigado.

Também em 2016, relatório da Polícia Federal indicou que a família Bumlai “detinha influência sobre Toffoli”. Ao que consta, não foi investigado.

Em 2018, o Crusoé revelou que Toffoli recebia pagamentos mensais de R$ 100 mil da esposa advogada. Antes, a Folha de S.Paulo havia revelado que o escritório da esposa fora contratado por empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Ao que consta, não foi investigado.

Em 2019, o Crusoé revelou que Toffoli era citado por Marcelo Odebrecht com o codinome de “amigo do amigo de meu pai” em tratativa sobre supostos acertos com um de seus executivos. O próprio Toffoli anulou as provas e, ao que consta, não foi investigado.

Também em 2019, servidores da Receita Federal foram afastados por realizarem auditoria em 133 pessoas expostas politicamente (PEPs) com critérios de transações supostamente atípicas e aumentos patrimoniais incompatíveis. Entre as PEPs estavam as esposas de Toffoli e do ministro Gilmar Mendes. Ao que consta, não foi investigado.

Em 2021, Sérgio Cabral revelou, em delação à Polícia Federal, que Toffoli vendeu decisões judiciais no TSE. A delação foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal por 7 votos a 4 — incluindo o voto do próprio Toffoli pela anulação. Ao que consta, não foi investigado.

Em 2025, os veículos Metrópoles, Folha de S.Paulo e outros revelaram empreendimento imobiliário multimilionário envolvendo irmãos de Toffoli sem capacidade financeira compatível, com registro em endereço de fachada e fundos com ligações a indivíduos conectados ao Master e à JBS — negócio que o próprio Toffoli reconheceu posteriormente ser sócio oculto. Ao que consta, não foi investigado.

Em 2023, após a Transparência Internacional denunciar à OCDE a anulação generalizada de todas as provas da leniência da Odebrecht, determinada por Toffoli, a organização passou a ser investigada pelo próprio ministro. Passados três anos, com duas manifestações da Procuradoria-Geral da República pelo arquivamento da investigação por falta absoluta de provas e de competência de Toffoli, e duas manifestações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos classificando o procedimento como “tentativa de criminalização” da Transparência Internacional, o ministro mantém a investigação aberta.

A Transparência Internacional é investigada. Ao que consta, Toffoli não é investigado.

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