O colapso provocado por Daniel Vorcaro arrastou consigo um conjunto expressivo de instituições financeiras: Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A, Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, Will Bank, Banco Pleno S/A e Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A.
O rombo causado dolosamente no sistema financeiro nacional por Vorcaro atingiu a cifra de R$ 51,8 bilhões, relativos ao deficit no FGC — Fundo Garantidor de Crédito. Para se ter dimensão da gravidade desse número: o déficit fiscal federal foi de R$ 47,6 bilhões em 2024 e de R$ 55,0 bilhões em 2025, conforme dados do Banco Central.
Apurou-se que Vorcaro promoveu festas em Trancoso, São Paulo, Nova York e Lisboa, regadas a uísques Macallan, vinho Petrus, caviar e mulheres croatas, russas e ucranianas trazidas da Europa em jatinhos para entreter os convidados — descritos como vultos da República. Novas revelações devem surgir com a análise, pela Polícia Federal, de dezenas de celulares apreendidos em cumprimento à decisão do ministro Mendonça.
Diante do cenário que se delineia, a adoção de medidas preventivas em relação ao caso se impõe. A prisão preventiva é medida cautelar excepcional, determinada pela Justiça para, entre outras finalidades, proteger a ordem pública.
Apesar disso, Vorcaro permanece confortavelmente em sua mansão, com mera tornozeleira eletrônica e com supostas restrições de contato com outros investigados — medida cuja eficácia é amplamente questionada. Como R$ 51,8 bilhões não evaporam do nada, é evidente que grande parte desse dinheiro está oculta em algum lugar. A situação de conforto em que Vorcaro se encontra levanta o questionamento sobre tratativas em curso para dificultar a localização desses recursos.
A adoção de medidas preventivas é urgente neste caso. Existem, no mínimo, 51,8 bilhões de motivos para decretar a prisão preventiva de Vorcaro.
O Mensalão é brincadeira de amadores se comparado ao Masterlão.
