Secom do STF, chefiada pela nora de Miriam Leitão, opera a serviço de Alexandre de Moraes

O jornalista David Ágape questionou o fato de a Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal ter emitido nota oficial em defesa do ministro Alexandre de Moraes. A nota foi posteriormente desmentida pela Rede Globo.

A estrutura da Corte foi utilizada para defender uma questão eminentemente pessoal de Moraes. Segundo Ágape, a motivação para tal está na forma como é conduzida a Secom do STF pela nora de Miriam Leitão.

“A nota negava que Moraes teve contato com Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro. Só que ela não resistiu 24 horas. O Globo reafirmou que as mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro por software pericial da própria PF, com o nome e número de Moraes visíveis no material”, afirmou o jornalista.

Ágape destacou que a nota foi emitida pela Secom do STF “por solicitação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes”. Ou seja: a estrutura oficial de comunicação de toda a Corte foi usada para defender um ministro específico de uma reportagem do Globo. Isso por si só já é problemático. A Secom existe para comunicar o tribunal, não para assessorar gabinetes individualmente.

Mas quem chefia a Secom do STF hoje? Giselly Siqueira. Nora de Miriam Leitão. Esposa de Vladimir Netto, repórter da Globo.

A mesma Giselly que Eduardo Tagliaferro apontou, em depoimento no Senado, como filtro estratégico no TSE durante as eleições de 2022. Segundo ele, pedidos de remoção de conteúdos eram enviados por WhatsApp e mensagens diretas ao núcleo de Moraes fora dos trâmites oficiais, e quem centralizava esses pedidos era Giselly.

Também foi a Secom que, em 17 de fevereiro, divulgou os nomes dos quatro servidores da Receita Federal investigados por suposto vazamento de dados fiscais de ministros, mantendo em sigilo o motivo da investigação. Depois disso, a vida deles foi devassada pela imprensa.

Vale lembrar que Moraes é o relator do inquérito que gerou a operação e uma das supostas vítimas. Foi ele que abriu de ofício a investigação contra os servidores, usando o mesmo Inquérito das Fake News que relata há 7 anos sem conclusão.

“Ou seja, a Secom está sendo usada como assessoria de imprensa pessoal de Moraes. E Giselly, seja por autonomia própria ou por linha de comando informal, opera consistentemente a serviço do mesmo gabinete”, concluiu David Ágape.

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