O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) comentou a detenção e deportação do jornalista Franklin Martins no Panamá, ocorrida no dia 6 de março, durante uma conexão aérea. Martins ocupou o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social durante o governo Lula.
O parlamentar explicou que o incidente aconteceu porque autoridades locais identificaram registros da participação de Martins em organizações de esquerda durante os anos 1960.
“Franklin Martins foi líder estudantil na UFRJ. A partir de 1964, ele passou a integrar o MR-8, uma organização de esquerda que defendia a luta armada para o enfrentamento do regime militar. Viveu na clandestinidade e no exílio em Cuba, no Chile e também na França”, disse o senador, ressaltando que Martins retornou ao Brasil depois da anistia de 1979.
Para Girão, o episódio fortalece sua defesa de uma anistia às pessoas presas pelos ataques às sedes dos Três Poderes ocorridos em 8 de janeiro de 2023. O senador estabeleceu uma comparação entre o alcance da Lei da Anistia de 1979 e a situação dos condenados pelos atos de 2023.
“A anistia ampla, geral e irrestrita de 1979 perdoou crimes como sequestros e assaltos à mão armada. O dia 8 de janeiro não foi crime. Essas pessoas não tiveram direito à ampla defesa, ao contraditório, à dupla jurisdição, e seus advogados muitas vezes não tiveram acesso aos autos”, afirmou Girão.
Fonte: Agência Senado
