A transformação radical da imprensa brasileira: o fim do jornalismo e o financiamento petista da militância

O jornalista Ricardo Feltrin apresentou uma análise contundente sobre a mudança na dinâmica da imprensa brasileira nos últimos anos, traçando um panorama que expõe a deterioração do jornalismo profissional e o avanço da militância ideológica nas redações.

Segundo o relato, o jornalismo tradicional começou a desmoronar no fim do segundo governo Lula e início da gestão Dilma. Foi nesse período que surgiu a chamada “febre” de blogs de esquerda. Jornalistas esquerdistas, demitidos de grandes veículos, montaram blogs e sites, e os governos petistas passaram a financiá-los com dinheiro público.

O primeiro governo Dilma despejou recursos públicos nesses veículos, e eles retribuíram: durante o processo de impeachment, defenderam a presidente de forma encarniçada.

Com a chegada de Michel Temer, e posteriormente Jair Bolsonaro, esses sites perderam o fôlego financeiro. Nesse vácuo, começaram a surgir blogs e sites de direita, além de produtoras como a Brasil Paralelo. Nem Temer nem Bolsonaro forneceram apoio financeiro a esses veículos. Bolsonaro enfrentou restrições orçamentárias severas, já que durante 2 anos, na pandemia, quase todos os recursos foram direcionados para o auxílio emergencial.

Nas redes sociais, entretanto, a presença da direita explodiu a partir de 2016. Muitas pessoas se descobriram “conservadoras”. Brasileiros que nem tinham rede social, ou utilizavam apenas o Facebook, se inscreveram em outras plataformas. A disputa narrativa se intensificou. A narrativa da direita passou à frente da esquerda, provocando uma reação nas redações.

Os esquerdistas nas redações sentiram que precisavam reagir. Matérias enviesadas pró-esquerda se multiplicaram, e apresentadores e comentaristas de grandes veículos abandonaram qualquer pretensão de imparcialidade. Segundo a análise, não foi um movimento orquestrado, mas espontâneo, motivado pela necessidade de “fazer algo contra essa direita”. A esquerda se radicalizou durante a pandemia.

Surge então o movimento orquestrado chamado “Consórcio”. Tudo que publicavam deveria ser seguido pela sociedade. Não erravam, sabiam tudo: números da Covid, fórmula e necessidade das vacinas, apoio ao fechamento da economia, e até de parques e praias. O consórcio obrigava a todos a serem histéricos e “decidia” tudo. Quem não seguisse era tratado como criminoso.

Com a queda de Bolsonaro e ascensão de Lula, a imprensa profissional esquerdista ficou à vontade. Nasce o inquérito das fake news, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Lula despejou dinheiro em blogueiros e influencers esquerdistas. Os de direita, inclusive usuários moderados das redes sociais, passaram a ser banidos, processados ou foram para o exílio. Moraes assumiu poderes extraordinários. A imprensa esquerdista aplaudiu a censura. Moraes se tornou figura central no controle do debate público brasileiro.

Após 7 anos de decisões autoritárias e até juridicamente ilegais, a pressão da censura começou a atingir os próprios jornalistas esquerdistas, que finalmente “acordaram”. Os números manipulados do petista Marcio Pochmann, no IBGE, não enganam mais ninguém. PIB, desemprego, tudo é considerado fraudulento. O governo Lula é o pior da história, com a pior avaliação. A direita está rachada, embora seu candidato esteja muito bem nas pesquisas. Extremistas tomaram as redes. Chega o ano da eleição. A seguir, os próximos capítulos dessa transformação.

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