A vítima tinha apenas 7 anos de idade quando os abusos começaram. O autor do crime é um desembargador que conduziu casos de grande repercussão envolvendo violência e exploração sexual infantojuvenil no Amazonas.
O magistrado aposentado Rafael de Araújo Romano foi condenado a uma pena de 47 anos de prisão por estuprar a própria neta, crime que teve início quando a vítima tinha 7 anos de idade.
Romano deve cumprir a pena em regime fechado. A Justiça determinou também que órgãos competentes avaliem a perda do cargo público e eventual cassação da aposentadoria. A defesa do desembargador contestou a prisão e afirmou que há recursos pendentes no STF e que a execução da pena fere a presunção de inocência.
Os abusos começaram em 2009 e seguiram até 2016, quando a vítima tinha 14 anos. Romano é avô paterno da jovem.
O caso foi revelado em 2018, quando a jovem contou à mãe, que procurou o Ministério Público. Em entrevista à Rede Amazônica, na época, a mãe disse ter recebido a notícia durante uma visita ao hospital.
“Ela disse que tinha uma notícia muito grave para me contar. Ela disse ‘meu avô está me molestando desde que eu era pequena’. Tomei um susto, precisei respirar, fiquei completamente sem chão”, disse.
A mãe, que é advogada, também publicou um texto nas redes sociais chamando o ex-sogro de “monstro horroroso” e “pedófilo”.
