Morre Juca de Oliveira aos 91 anos: Brasil perde um dos maiores nomes das artes cênicas

O ator, autor e diretor Juca de Oliveira faleceu na madrugada deste sábado (21), em São Paulo, aos 91 anos. A informação foi confirmada pela família. Ele estava internado desde o último dia 13 na UTI do Hospital Sírio-Libanês para tratar uma pneumonia e uma condição cardíaca.

Juca de Oliveira construiu uma carreira sólida no teatro, na televisão e no cinema brasileiro. O artista também foi membro da Academia Paulista de Letras e dedicou-se à escrita de textos para peças teatrais e roteiros. Além de atuar em novelas e programas de televisão, exerceu a função de diretor em produções de palco.

Com mais de seis décadas de carreira, Juca de Oliveira deixa um legado marcado pela atuação intensa no teatro e pela presença constante na televisão brasileira. Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 1935, chegou a iniciar o curso de Direito na Universidade de São Paulo, mas abandonou a graduação após um teste vocacional que apontava o teatro como seu verdadeiro caminho profissional.

A estreia nos palcos ocorreu ainda jovem. Logo passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde trabalhou em montagens importantes e conquistou reconhecimento da crítica especializada. Entre os trabalhos iniciais, destacou-se em peças como A Morte do Caixeiro Viajante, que lhe rendeu prêmios.

Nos anos 1960, Juca de Oliveira esteve ligado ao Teatro de Arena, grupo que teve papel relevante na produção cultural e na resistência à censura durante a ditadura militar. Nesse período, envolveu-se politicamente com a classe artística e chegou a se exilar na Bolívia em meio à repressão do regime.

Na televisão, a carreira começou na década de 1960, com participações em novelas da TV Tupi. O reconhecimento nacional veio com Nino, o Italianinho (1969), que o projetou para o grande público. Ao longo dos anos seguintes, participou de mais de 30 novelas e minisséries, com papéis em produções como Saramandaia (1976), Espelho Mágico (1977), Torre de Babel (1998) e O Clone (2001), em que interpretou o geneticista Albieri, um de seus personagens mais conhecidos e lembrados.

Paralelamente à televisão, manteve uma produção constante no teatro, tanto como ator quanto como autor. Escreveu peças como Caixa Dois, Às Favas com os Escrúpulos e Happy Hour, demonstrando versatilidade e talento na dramaturgia.

Com uma carreira que inclui ainda cerca de dez filmes e dezenas de espetáculos teatrais, Juca de Oliveira também ocupou cargos de representação da classe artística, como a presidência do Sindicato dos Atores de São Paulo.

Reconhecido por sua contribuição à cultura brasileira, o artista foi eleito para a Academia Paulista de Letras, consolidando seu lugar entre os grandes nomes das artes do país.

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